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OFITAS
GARCÍA BAZÁN, Francisco. Gnosis. La esencia del dualismo gnóstico. Buenos Aires: Ediciones Universitarias Argentinas, 1978
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O pensamento dos sethianos-ofitas apresenta autonomia fundada no conhecimento intuitivo do Si-Mesmo ou experiência gnóstica, estruturando-se na confiança nas figuras simbólicas do mito gnóstico como expressão metafísica dessa autognose.
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Centralidade da experiência gnóstica como fundamento doutrinal.
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Interpretação mítica como linguagem simbólica da metafísica do Si-Mesmo.
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A Luz primeira ou Pai existe na potência do Abismo como Divindade Suprema e constitui o início do Pleroma cuja determinação intrapleromática se desenvolve em uma série emanativa culminando no Cristo, ao mesmo tempo em que o relato enfatiza a queda de Sofia e suas consequências cosmológicas segundo a referência de Ireneu em Adv. Haer. I, 30,1.
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Abismo como princípio supremo e Luz primeira como sua primeira determinação.
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Primeiro Homem identificado à Barbeló implícita do Apócrifo de João.
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Ennoia como Segundo Homem e derivação do Espírito Santo como Primeira Mulher.
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Cristo como dimensão do Pleroma voltada ao mundo.
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Problema da coexistência entre mundo superior e elementos inferiores.
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Queda de Sofia ou Prúnicos e descida às águas primordiais.
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Formação do céu visível e posterior ascensão à Ogdóada.
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Geração de Ialdabaoth e constituição da Hebdômada planetária.
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Formação do mundo anímico, do noûs tortuoso e da serpente cósmica.
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A audácia de Ialdabaoth ao proclamar-se único Deus conforme Is. 45,5 desencadeia o processo de sua derrota e a estratégia da Mãe para recuperar a potência espiritual mediante a criação do homem como imagem.
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Orgulho demiúrgico como origem da libertação do pneuma.
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Intervenção da Mãe para orientar a criação antropológica.
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Homem concebido como instrumento de restauração da potência.
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Os poderes angélicos modelam o homem psíquico incapaz de erguer-se, mas a intervenção da Mãe permite que Ialdabaoth lhe insufle vida, transmitindo inadvertidamente a potência divina conservada de Prúnicos.
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Homem gigantesco porém inerte em sua condição inicial.
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Insuflação vital como transmissão da centelha divina.
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Presença da potência superior no interior da criatura.
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Ialdabaoth multiplica artifícios para impedir a libertação do Espírito, enquanto o drama da autognose se desenvolve através da criação da Mulher, da ação da serpente inspirada pela Mãe e do conhecimento obtido por Adão e Eva ao comerem da Árvore, afirmando sua condição pneumática e realizando a autognose do Si-Mesmo.
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Noûs fragmentado como centelha divina em vicissitude.
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Dualismo gnóstico entre materialidade e Si-Mesmo.
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Mulher criada e violada pelos arcontes.
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Inspiração da serpente e acesso à gnose superior.
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Expulsão do paraíso e maldições como laços ineficazes.
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Seth, Norea e Noé como linhagem superior frente a Abraão, Moisés e os profetas.
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Emergência de João Batista e Jesus como tipificação do Salvador gnóstico.
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Docetismo como coerência interna da doutrina.
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Jesus histórico como símbolo do auto-sacrifício e da manifestação do Si-Mesmo.
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Sacrifício do Uno no múltiplo e reintegração na Unidade primigênia.
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Conspiração das potências contra Jesus atingindo apenas o corpo.
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Ressurreição como renascimento e desocultação do homem gnóstico.
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Referência a Lc. 24,34 e I Cor. 15,50 quanto ao corpo cósmico.
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Menção à discussão textual em SIMONETTI, M., Testi Gnostici.
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A compreensão plena desses mistérios é reservada a poucos capazes de atingir o esoterismo gnóstico, culminando na reunião da unção do espírito luminoso no Eão incorruptível e na consumação final conforme Adv. Haer. I, 30,14.
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Permanência simbólica de dezoito meses de Jesus entre os iniciados.
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Enriquecimento de Jesus pelas almas de igual essência.
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Fim do mundo como dissipação das trevas do não ser.
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Consumação como reintegração total da unção luminosa.
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