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SATURNINO
GARCÍA BAZÁN, Francisco. Gnosis. La esencia del dualismo gnóstico. Buenos Aires: Ediciones Universitarias Argentinas, 1978
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O gnóstico Saturnino é apresentado como discípulo de Menandro e mestre ativo em Antioquia sob Adriano (117-138), sendo sua filiação interpretada à luz das informações de Ireneu em Adv. Haer. I, 24,1, cuja ênfase soteriológica em torno de Gên. 2,7 e comparação com Simão e Menandro permite reconhecer diferenças formais mais do que divergências substanciais.
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Referência à tradição patrística de organizar mestres em linhagens simétricas.
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Comparação doutrinal segundo GRANT entre Simão, Menandro e Saturnino.
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Menção a Inácio de Antioquia e ao contexto de controvérsias heterodoxas.
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Observação de ORBE, Cristología gnóstica I, pp. 209-211.
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Centralidade da interpretação de Gên. 2,7.
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Fundamentação na doutrina metafísica atribuída a Saturnino.
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O tema central da doutrina de Saturnino é a “estrangeiridade” da centelha divina que, implicando atitude dualista, afirma que o gnóstico não pertence ao mundo e só reconhece sua condição quando o Si-Mesmo oculto se automanifesta como revelação salvadora do Pai desconhecido.
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Dualismo decorrente da consciência de não pertencimento ao cosmos.
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Revelação inacessível à razão discursiva.
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Pai como Deus desconhecido explicitamente afirmado.
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Salvador descrito como inengendrado, incorpóreo e sem forma.
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Identidade entre Pai, Salvador e pneuma como manifestações do Si-Mesmo.
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Mundo e formas humanas como imagem ilusória que se dissipa.
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Interpretação do símbolo metafísico como natureza dual do Ser manifestado.
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Analogia do raio de sol como expressão do simbolismo essencial.
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Indiferença gnóstica diante do cosmos.
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Referência a JUSTINO gnóstico no Livro de Baruch quanto ao qualificativo “bom”.
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Os traços encratitas do testemunho confirmam o anticosmismo da doutrina, segundo o qual o homem é sombra e não-ser, subsistindo apenas a partícula divina que reconhece sua própria liberdade.
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Pneumático como “bom” e identificado ao Absoluto.
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Mundo, arcontes e geração como cadeias do não-ser.
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Profecias vistas como legitimação ilusória das leis terrestres.
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Rejeição gnóstica das estruturas cósmicas.
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Embora o mito conserve forma monista-emanacionista na sequência Deus - anjos - Salvador-chispa, a queda precedente introduz a oposição simbólica representada pelos anjos maus como expressão da nada antimetafísica, evidenciando a divergência exegética sobre a criação do homem entre ortodoxia e gnose.
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Cadeia emanativa como símbolo da identidade do Absoluto.
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Anjos maus como figura do impulso disgregador.
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Criação do homem como ponto de tensão interpretativa.
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Contraste entre leitura ortodoxa e leitura gnóstica.
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Sem atribuir a Saturnino a autoria do Apócrifo de João 2C, anuncia-se a exposição do conteúdo desse documento por sua afinidade com os aspectos conhecidos da doutrina do mestre gnóstico.
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Similaridades temáticas entre Saturnino e o Apócrifo de João.
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Continuidade da investigação doutrinal.
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