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MANIFESTAÇÃO TEMPORAL
SARÇA ARDENTE — ENSAIO SOBRE A METAFÍSICA DA VIRGEM
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Após a exposição dos princípios metafísicos, faz-se necessário o estudo de como eles se manifestam no tempo e nas formas que possibilitam a ascensão humana ao Princípio supremo, que é também o fim último, uma vez que Deus manifesta o mundo como reflexo de suas qualidades, cria o homem à sua imagem e semelhança e oferece os meios de salvação.
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A necessidade de investigar a manifestação dos princípios metafísicos no tempo e nas formas concretas.
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A compreensão de que o mundo é um reflexo das qualidades divinas.
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A criação do homem à imagem e semelhança de Deus.
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A provisão divina de meios de salvação que participam dos princípios metafísicos.
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O estudo da metafísica da Virgem será estruturado em três capítulos, abordando respectivamente suas anunciações e prefigurações no Antigo Testamento, seus privilégios e seu papel materno.
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A análise das profecias e figuras marianas no Antigo Testamento.
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A investigação dos privilégios concedidos à Virgem.
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A exposição da função maternal da Virgem.
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O simbolismo, por ser a linguagem mais adequada para expressar verdades metafísicas, será utilizado com frequência, requerendo, portanto, uma introdução sobre seus conceitos fundamentais.
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A adequação da linguagem simbólica à expressão de realidades metafísicas.
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A necessidade de uma introdução conceitual ao simbolismo antes de seu emprego.
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Um símbolo é definido como uma coisa que tem a função de significar e representar algo distinto, constituindo o simbolismo a linguagem formada por esses símbolos, que podem ser de natureza verbal, gráfica ou plástica, desde que possuam a virtude inata de representar uma realidade superior.
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A definição de símbolo como entidade que significa e representa outra coisa.
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A definição de simbolismo como a linguagem composta por símbolos.
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A natureza diversa dos símbolos (verbal, gráfica, plástica) e seu requisito fundamental de possuir a capacidade inerente de significar algo superior.
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O simbolismo metafísico distingue-se do simbolismo convencional e superficial da arte e literatura profanas, que é uma invenção humana, pois ele está enraizado na própria natureza das coisas, não podendo ser inventado, mas apenas reconhecido e compreendido, diferindo também da alegoria, embora a delimitação seja por vezes difícil, mas seus abusos não invalidam sua necessidade como único meio adequado para expressar verdades metafísicas.
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A exclusão do simbolismo profano, de origem humana, do âmbito do simbolismo metafísico.
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A natureza inata do simbolismo metafísico, que exige reconhecimento e compreensão, não invenção.
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A distinção entre simbolismo e alegoria, esta última uma criação humana, e a dificuldade de delimitação devido a abusos históricos.
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A persistência do simbolismo como linguagem adequada às verdades metafísicas, apesar de sua depreciação.
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O mundo criado, por proceder do Princípio, reflete as qualidades divinas, tornando as coisas criadas símbolos capazes de sugerir tais qualidades, de modo que o universo se configura como um grande livro onde o coração puro, recuperando a inocência edênica, pode ler a mensagem divina.
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A origem do simbolismo no reflexo das qualidades divinas pela criação.
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A função das coisas criadas como símbolos que sugerem as qualidades do Princípio.
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A analogia do universo como um livro que comunica a mensagem divina.
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A condição de pureza de coração, análoga à de Adão no Paraíso, para a leitura dessa mensagem.
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O simbolismo tem seu fundamento na disposição hierárquica do universo a partir do Princípio, onde as correspondências se encadeiam para expressar a mesma realidade sob múltiplos aspectos do Infinito, o que implica que um símbolo sempre remete a algo superior que ele significa e representa, tornando presente de certo modo essa realidade transcendente.
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A base do simbolismo na estrutura hierárquica do universo derivada do Princípio.
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O encadeamento de múltiplas correspondências que expressam aspectos do Infinito.
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A relação intrínseca do símbolo com algo que lhe é superior, que ele significa e representa.
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A capacidade do símbolo de tornar “presente”, de alguma forma, a realidade que ele representa.
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O fundamento metafísico do simbolismo reside na analogia do ser ou no exemplarismo divino, sendo, para os grandes pensadores cristãos, uma linguagem espontânea derivada das Escrituras e da experiência espiritual, cujo desconhecimento torna incompreensível o universo intelectual dos Padres e da Idade Média, frequentemente rejeitado pela razão moderna desprovida do sentido do mistério.
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O duplo fundamento metafísico do simbolismo na analogia do ser e no exemplarismo divino.
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O simbolismo como linguagem espontânea para teólogos e filósofos, oriunda da Escritura e da vivência espiritual.
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A necessidade do conhecimento do simbolismo para a compreensão do pensamento patrístico e medieval.
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A incompreensão do homem racional moderno, que perdeu o sentido do mistério, diante desse universo simbólico.
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Com a queda, a leitura do simbolismo do universo se obscureceu para o homem, tornando a Revelação necessária para restaurar o sentido dos símbolos, a qual, ao revelar a verdade, simultaneamente a vela em expressões simbólicas para torná-la inteligível à razão limitada e para ocultá-la do olhar profano, permitindo que, pela graça, seja o próprio Deus a ver-se e compreender-se pelo intelecto purificado.
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O obscurecimento do sentido do universo e o endurecimento do coração humano após a queda.
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A função da Revelação em restaurar a capacidade de compreender os símbolos.
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O duplo movimento da Revelação: desvelar a verdade e, ao mesmo tempo, velá-la em formas simbólicas.
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Os propósitos do velamento: tornar a verdade acessível à razão humana e protegê-la da incompreensão profana.
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A ação da graça que permite a Deus ver-se e compreender-se através do intelecto purificado.
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A visão que atribui ao cristianismo a “desmitologização” do mundo, reduzindo o universo a processos mecânicos vazios de sentido simbólico, é considerada curiosa e antirreligiosa, pois a eliminação dos símbolos equivale à eliminação da própria religião, numa época em que outras disciplinas redescobrem o símbolo como função normal do psiquismo.
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A crítica à tese de que o cristianismo teria promovido uma “desmitologização” do mundo.
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A consequência de se reduzir o universo a forças mecânicas sem significado simbólico.
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A equiparação entre a eliminação dos símbolos e a eliminação da própria religião.
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A ironia dessa atitude num momento de redescoberta do símbolo pela antropologia e pela psicologia.
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Os símbolos cristãos não se situam todos no mesmo plano, destacando-se os sacramentos como “símbolos eficazes” que agem por si mesmos (ex opere operato) para produzir a graça, enquanto os sacramentais a produzem conforme a disposição do sujeito (ex opere operantis), podendo, em princípio, qualquer objeto criado tornar-se um sacramental para o coração purificado, como exemplifica a experiência de São Francisco de Assis.
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A distinção hierárquica entre os diferentes símbolos na tradição cristã.
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A definição dos sacramentos como símbolos eficazes (ex opere operato) que conferem a graça.
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A definição dos sacramentais, cuja eficácia (ex opere operantis) depende das disposições do sujeito.
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A potencialidade de toda a criação para atuar como sacramental para o coração puro.
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O exemplo de São Francisco de Assis e seu Cantico das Criaturas como testemunho de alta intelectualidade e contemplação.
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O homem, por sua posição de rei da criação e por ter sido criado à imagem de Deus, simboliza simultaneamente a totalidade do universo criado (macrocosmo) e a presença divina no mundo (metacosmo), sendo chamado de microcosmo, e essa função simbólica atinge a perfeição na união hipostática de Deus com a natureza humana em Jesus Cristo, o Verbo encarnado, que é o símbolo perfeito e eficaz por excelência, o Homem Universal, síntese perfeita das três ordens, no qual se realiza o fim último da perfeição humana, segundo as palavras de São Paulo.
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A dupla função simbólica do homem: representar o macrocosmo e o metacosmo.
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A designação do homem como microcosmo.
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A perfeição do símbolo humano na Incarnação de Deus em Jesus Cristo.
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Jesus Cristo como o símbolo perfeito e eficaz por excelência, o Homem Universal.
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Cristo como síntese perfeita do metacosmo, macrocosmo e microcosmo, Criador e Salvador.
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A realização do “Homem Universal” como a perfeição do homem e o objetivo da realização metafísica, confirmada pela citação de São Paulo.
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