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NOMES DIVINOS
SARÇA ARDENTE — ENSAIO SOBRE A METAFÍSICA DA VIRGEM
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A identidade entre Deus e seu Nome é fundamental para a compreensão do Rosário, pois o Nome divino não é mera manifestação, mas a própria Presença divina no meio dos homens, contendo todas as qualidades que podem ser realizadas pela invocação, como no caso do Nome de Jesus, que é “Deus que salva”.
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A incompreensão do incrédulo diante do Nome divino, em contraste com a compreensão inata do simples que reza o Rosário.
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A base evangélica para a oração no Nome de Cristo.
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A definição do Nome divino como “Deus em sua manifestação” e não apenas “manifestação de Deus”.
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A revelação misericordiosa de um Nome que é a Presença divina e suporte de suas qualidades.
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A eficácia do Nome de Jesus para a salvação daqueles que o invocam.
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A técnica de invocação dos Nomes sagrados fundamenta-se nas palavras de Jesus Cristo sobre a eficácia da prece feita em seu Nome, que garante a concessão das petições e a própria presença do Senhor entre os que se reúnem em seu Nome, deixado como memorial e presença real após a Ascensão.
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O mandamento de Cristo de pedir ao Pai em seu Nome.
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A promessa da presença de Cristo onde dois ou três estiverem reunidos em seu Nome.
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O Nome divino como memorial e presença real do Senhor após a Ascensão.
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O Nome divino, por ser o Princípio manifestado e não apenas manifestação do Princípio, constitui uma presença real análoga à Eucaristia, com a qual compartilha efeitos transformantes e o mesmo órgão de recepção (a boca), sendo a invocação o complemento ativo indispensável à comunhão passiva.
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A presença real do Nome divino, comparável à presença eucarística.
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O uso simultâneo de técnicas de comunhão e invocação na Igreja primitiva.
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Os efeitos transformantes comuns ao Nome e à Eucaristia.
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O papel da boca como órgão tanto da comunhão (passiva) quanto da invocação (ativa).
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A relação de complementaridade entre a invocação ativa e a comunhão passiva.
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A invocação do Nome de Jesus desenvolveu-se inicialmente no Oriente cristão com fórmulas breves, florescendo no Monte Athos sob a forma do hesicasmo, que, apesar de controvérsias como a querela palamita, mantém-se vivo e desperta interesse no Ocidente, nomeadamente através dos “Relatos do peregrino russo” e da difusão da Filocalia, sendo a oração de Jesus (“Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, tende piedade de mim, pecador”) considerada pelos Padres como síntese do mistério da salvação.
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A origem da invocação do Nome de Jesus nos desertos do Oriente cristão.
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O florescimento do hesicasmo no Monte Athos.
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A continuidade do hesicasmo apesar de ataques como a querela palamita.
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O interesse ocidental despertado pelos “Relatos do peregrino russo” e pelas traduções da Filocalia.
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A fórmula da oração de Jesus como encerramento de todo o mistério da salvação.
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O potencial da invocação do Nome divino para a restauração espiritual do Ocidente.
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A Idade Média latina, embora conhecesse formas de invocação como o Kyrie eleison, não desenvolveu a prática oriental da “Oração de Jesus” com sua repetição contínua e efeitos espirituais, que requerem ascese e direção espiritual, apesar de existirem escritos de Boaventura e Bernardino de Siena sobre o Nome de Jesus e da conhecida devoção de Francisco de Assis.
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O conhecimento limitado, no Ocidente latino, de formas de invocação como o Kyrie.
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A ausência, no Ocidente, do desenvolvimento da “Oração de Jesus” como prática contínua.
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As condições para a eficácia da oração repetitiva: ascese e direção espiritual.
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A existência de escritos sobre o Nome de Jesus por Boaventura e Bernardino de Siena.
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A devoção de Francisco de Assis ao Nome divino.
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O Rosário surge no final da Idade Média como a condensação, em uma única fórmula, do que de melhor se descobriu como método espiritual e como mais elevado em doutrina, sendo por excelência um método de invocação e um resumo da doutrina metafísica.
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A síntese, no Rosário, do método espiritual e da doutrina metafísica tardo-medievais.
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O Rosário como método de invocação por excelência.
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O Rosário como resumo da doutrina metafísica exposta anteriormente.
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O Rosário compõe-se essencialmente do Pater, oração revelada por Cristo, e do Ave, oração de origem celestial através do Anjo, ambas de origem não humana, contrapondo-se à piedade moderna que rejeita formas e fórmulas, esquecendo que a oração espontânea é um estado elevado e que os apóstolos receberam de Cristo uma fórmula como método de orar.
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A composição do Rosário pelo Pater e pelo Ave.
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A origem não humana do Pater (revelação de Cristo) e do Ave (mensagem celestial).
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O contraste com a piedade moderna, que rejeita formas e fórmulas.
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O alerta de que a oração espontânea é um estado espiritual avançado, não um ponto de partida.
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O pedido dos apóstolos por um método de orar e o recebimento do Pater como fórmula.
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O Pater é uma fórmula de louvor e purificação que pede perdão, enquanto o Ave é a fórmula de invocação dos Nomes sagrados, cuja saudação original do Anjo e de Isabel foi subsequentemente enriquecida com a inserção dos Nomes de Jesus e Maria, como joias em um relicário.
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A função do Pater como fórmula de louvor e purificação.
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A função do Ave como fórmula de invocação dos Nomes sagrados.
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A inserção posterior dos Nomes de Jesus e Maria na saudação original.
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Pela saudação “Ave Maria”, a alma estabelece relação com a Virgem, ou Substância universal, buscando realizar suas perfeições através da invocação eficaz de seu santo Nome.
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A entrada da alma em relação com a Virgem (Substância universal) pela saudação.
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O objetivo de realizar as perfeições virginais.
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A eficácia do Nome sagrado de Maria para essa realização.
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“Maria” (a Substância) é “cheia de graça” desde a Imaculada Conceição, e o alma deseja receber essa graça e conformar-se à perfeição da Virgem.
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A identificação de Maria com a Substância, cheia de graça.
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O desejo da alma de receber essa graça.
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A aspiração da alma à conformidade com a perfeição mariana.
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“O Senhor é convosco” exprime a presença perpétua do Senhor na Substância, agindo nela e por ela; por analogia, a presença divina é adquirida pela alma que, como substância individual, se conforma às qualidades da Substância universal, da qual estava separada pela queda.
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A presença ativa do Senhor na Substância universal.
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A aquisição da presença divina pela alma que se conforma à Substância universal.
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A separação original da alma individual da Substância universal pela queda.
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“Bendita sois vós entre as mulheres” significa que a Substância, ao manifestar-se, é bendita, e a mesma bênção é alcançada na alma onde Deus reconhece sua imagem divina, sendo que, em última análise, só Deus é bendito e sua presença confere a bênção à Substância.
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A bênção da Substância universal em sua manifestação.
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A aquisição da bênção pela alma que reflete a imagem divina.
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A origem da bênção na presença de Deus, o único que é propriamente bendito.
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“E bendito é o fruto do vosso ventre” indica que a Substância se torna fecunda pela presença divina e seu fruto é bendito; analogamente, a alma individual deve gerar em si a imagem do Verbo, e esse fruto será bendito, mas essa geração implica o morrer da alma em Deus, pois o fruto divino é mais real que ela própria, na reintegração essencial.
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A fecundidade da Substância pela presença divina e a bênção de seu fruto.
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O dever da alma individual de gerar a imagem do Verbo.
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A bênção concedida ao fruto gerado pela alma.
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A condição para a geração: a morte da alma em Deus.
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A superioridade do fruto divino sobre a alma, que se extingue na reintegração essencial.
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O Rosário, em seu conjunto, descreve as etapas da vida espiritual (purificação, perfeição e união) através do Pater, que purifica das faltas, do Nome de Maria, que é a criatura perfeita, e do Nome de Jesus, que reintegra na unidade divina.
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As etapas da vida espiritual descritas no Rosário: purificação, perfeição e união.
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O papel do Pater na purificação das faltas.
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O papel do Nome de Maria como modelo da criatura perfeita.
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O papel do Nome de Jesus na reintegração à unidade divina.
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Pelo Ave, a alma se põe em correspondência com a Mãe universal e realiza as qualidades virginais pela invocação de seu Nome, tornando-se “pura” e “virgem” para que Deus nela se reflita, pronuncie o “Fiat Lux” que engendra o Verbo, e ela dê à luz a Deus, sendo reconhecida como filho bem-amado.
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O estabelecimento da correspondência com a Mãe universal pelo Ave.
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A realização das qualidades virginais pela invocação do Nome de Maria.
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A condição de pureza da alma para que Deus nela se reflita.
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O pronunciamento divino do “Fiat Lux” e o engendramento do Verbo na alma.
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O parto divino da alma e seu reconhecimento como filho bem-amado.
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O Nome de Maria realiza na alma as qualidades virginais, enquanto o Nome de Jesus realiza as qualidades crísticas, sendo cada virtude assimilável a um Nome divino, até que a alma receba, na identificação final, o Nome que só ela pode ler, que é o Nome divino ao qual está predestinada desde a eternidade.
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A função do Nome de Maria na realização das qualidades virginais.
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A função do Nome de Jesus na realização das qualidades crísticas.
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A assimilação de cada virtude a um Nome divino.
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A promessa do Nome novo, conhecido apenas por quem o recebe.
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A interpretação desse Nome como identificação com o Nome divino da predestinação eterna.
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Pelo Pater, a alma se purifica, sintonizando-se com a vontade divina e pedindo perdão; pelo Ave, atrai sobre si a bênção contida nos Nomes sagrados e realiza em si os mistérios neles contidos, o que introduz a consideração dos mistérios do Rosário, conforme método análogo ao ensinado por Francisco de Sales.
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A função purificadora do Pater e a sintonia com a vontade divina.
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A atração da bênção e a realização dos mistérios contidos nos Nomes pela recitação do Ave.
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A referência ao método de Francisco de Sales para a recitação do Rosário.
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A importância da meditação dos mistérios e da reverência na pronúncia dos Nomes de Jesus e Maria.
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A abertura a outros sentimentos inspirados por Deus durante a oração.
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