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YOGA DO CORAÇÃO
DAUGE, Yves Albert. L’ ésotérisme: pour quoi faire? Paris: Dervy-Livres, 1986.
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Quando a vontade e o olhar se voltam para o interior, a descoberta do Coração é apresentada como acesso ao centro capital do ser e como fundamento da interioridade.
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O Coração é descrito como mais essencial que o intelecto e como princípio do processo evolutivo.
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Testemunhos espirituais afirmam que o homem oculto no Coração é homem de luz.
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O Coração é indicado como lugar onde se encontra o Reino e onde tudo pode ser percebido.
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O Coração é distinguido da psique comum ao ser definido como núcleo profundo da alma essencial e como centro da vida divina no homem.
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A distinção entre “coração” psíquico e “Coração” essencial é explicitada.
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O Coração é identificado como centro solar e como fonte das luzes.
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A purificação do coração é associada à visão de Deus segundo a palavra de Jesus.
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A busca de Deus é apresentada como necessariamente realizada pelo Coração e não por disputas intelectuais ou exterioridades religiosas.
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Premananda, discípulo de Ramakrishna, afirma que o essencial é encontrar Deus passando pelo Coração.
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A adesão rígida a dogmas é considerada insuficiente para alcançar o essencial.
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A verdadeira descida e ascensão espirituais são descritas como movimentos do Coração.
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O Coração é definido como ponto de convergência das faculdades humanas e como lugar da presença da imagem divina no homem.
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O Coração concentra espírito e alma essencial.
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A definição elementar do Coração o apresenta como ponto de junção das esferas psicossomática e espiritual.
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São enumeradas funções integradas no Coração: Memória, Vontade, Intelecto, Amor, Criatividade, Conhecimento e Religião.
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A degradação das funções humanas é atribuída à separação da psique em relação ao Coração, o que gera fragmentação e desordem.
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A memória torna-se acumulação quantitativa.
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A vontade degenera em desejo de poder.
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O intelecto torna-se mental divisor e a criatividade converte-se em destruição.
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O Coração é afirmado como centro real do homem e como lugar da realização do Soi, superior ao mental e à instabilidade do ego.
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A expressão “Coração-Si” identifica o Coração com a realidade essencial.
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O Coração é descrito como ponto onde se reencontra a Fonte.
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A realização do Soi é apresentada como reconhecimento da centralidade do Coração.
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A imagem simbólica do triângulo invertido é utilizada para ilustrar o lugar do Coração como ponto de união entre Terra e Céu.
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O vértice inferior representa o homem e o infinito pessoal.
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O centro calmo simboliza a união dinâmica do humano e do divino.
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O Coração é descrito como mosteiro interior que abriga o Amor do Pai e do Filho.
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A interiorização é apresentada como condição suficiente para reconectar o esoterismo ao centro vital do ser humano.
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A redescoberta do Coração é ligada à dinâmica do ser.
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O encontro do Coração é apresentado como requisito da prática espiritual.
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A interiorização é descrita como reintegração da vida.
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A noção de yoga do Coração é definida como disciplina de união e unificação entre Céu e Terra, Filho e Pai.
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A raiz yuj é evocada como significado de unir.
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A espada da sabedoria é mencionada como instrumento de discernimento.
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A disciplina é apresentada como meio de reconciliar unidade e pluralidade.
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O yoga do Coração é definido como disciplina de atuação que visa unir o homem real ao Divino universal.
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É associado à síntese das vias do yoga e à multidimensionalidade do Coração.
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A regra introrsum ascendere é evocada como direção fundamental.
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A leitura do Vivant é indicada como orientação constante.
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O esoterismo autêntico é caracterizado como busca de Deus e como descoberta do Divino no Coração.
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A afirmação de que o verdadeiro objetivo do yoga não é filantropia é apresentada.
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A referência a Sri Aurobindo destaca o encontro do Divino na consciência própria.
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O Coração é descrito como forma mais eficaz do conhecimento de si.
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A prática do yoga do Coração é apresentada como meio de reintegrar o homem na unidade e de exercer domínio sobre tempo e espaço.
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A conversão para o Coração permite dominar o tempo como Reino dos Céus.
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O Coração é associado ao centro da montanha e à coerência da vida.
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A realização é descrita como resposta ao apelo do centro.
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