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DILÚVIO

Revolta contra o Mundo Moderno

  • A memória quase universal de uma catástrofe que encerrou o ciclo de uma humanidade anterior conserva-se sobretudo no mito do dilúvio, cuja base histórica remete essencialmente para o fim da terra atlântica descrita por Platão e Diodoro e para o afundamento do centro da civilização atlântida antes da «idade obscura» da tradição hindu.
    • O mito do dilúvio encontra-se entre Iranos, Mexicanos, Maias, Caldeus, Gregos, Hindus, povos do litoral atlântico-africano, Celtas e Escandinavos.
    • Platão e Diodoro descrevem a terra atlântica cujo fim constitui o núcleo histórico do mito.
    • O afundamento ocorreu antes da «idade obscura» segundo a tradição hindu.
    • As colónias atlântidas mantiveram vínculos com o centro por longo período.
    • Fragmentos da herança subsistiram no sangue das castas dominadoras, em radicais linguísticos, instituições, sinais, ritos e hierogramas.
    • A divisão, a alteração e o esquecimento levaram ao desaparecimento progressivo dessa herança.
  • A tradição judaica, por meio do tema titânico da Torre de Babel e da «confusão das línguas», pode aludir à dissolução da tradição unitária após a catástrofe das águas, quando as civilizações se separaram da origem comum, embora a recordação histórica tenha permanecido no mito como supra-história e se tenha exprimido no Ocidente sob a forma de nostalgia mística dos decaídos e melior spes dos heróis e iniciados.
    • A punição dos titãs relaciona-se simbolicamente com a catástrofe atlântida.
    • A Torre de Babel figura a perda da unidade tradicional e a incompreensão entre os povos.
    • O mito conserva supra-historicamente a memória do centro desaparecido.
    • O Ocidente exprime nostalgia mística e esperança heroica ligadas à função «polar».
  • Por transposição simbólica, as águas que submergiram a Atlântida foram comparadas às «águas da morte» que as gerações pós-diluvianas, agora mortais, deveriam atravessar iniciaticamente para reintegrar-se no estado divino da raça desaparecida, interpretação que ilumina as representações da «Ilha dos Mortos» e a conexão entre o mistério do paraíso, os lugares de imortalidade e o mistério do Ocidente e do Norte.
    • As «águas da morte» simbolizam a travessia iniciática.
    • A «Ilha dos Mortos» recorda o continente insular afundado.
    • O paraíso e os lugares de imortalidade ligam-se ao Ocidente e, em certos casos, ao Norte.
  • O tema histórico dos «Salvos das águas», referente às elites que escaparam à catástrofe e fundaram novos centros tradicionais, assumiu progressivamente sentido simbólico nas lendas de profetas, heróis e iniciados, enquanto símbolos da raça primordial reapareceram enigmaticamente onde surgiram reis e dinastias dominadoras tradicionais.
    • As elites sobreviventes fundaram novos centros.
    • O motivo passou a integrar narrativas de profetas, heróis e iniciados.
    • Símbolos da raça das origens reapareceram até época relativamente recente.
    • Tais reaparições associaram-se a reis e dinastias tradicionais.
  • Entre os helenos, a doutrina segundo a qual os deuses gregos «nasceram» do oceano pode referir-se ao Ocidente atlântico como antiga morada de Urano, Atlas e Saturno, região igualmente identificada com o jardim divino — θών κήπο'ζ — residência originária de Zeus e com o jardim das Hespérides, filhas de Atlas, alcançado por Héracles sob a guia de Atlas na empresa ligada à conquista da imortalidade olímpica.
    • Urano, Atlas e Saturno são situados no Ocidente atlântico ou norte-atlântico.
    • O jardim divino associa-se à morada primitiva de Zeus.
    • As Hespérides são consideradas filhas de Atlas.
    • Héracles atinge esse jardim em ligação com sua imortalidade.
    • Atlas é descrito como conhecedor das profundezas do mar.
  • O equivalente helénico da via nórdico-solar e do deva-yâna indo-ariano assume forma ocidental como via de Zeus que parte da fortaleza de Cronos na ilha dos Heróis até o Olimpo, incluindo identificações da ilha de Radamante com a Nekya, a viagem de Ulisses ao Ocidente e o mito de Calipso, filha de Atlas, rainha de Ogígia, pólo ou Omphalos do mar, paralelo a tradições celtas e irlandesas do Eliseu insular.
    • A via de Zeus corresponde ao deva-yâna dos indo-arianos.
    • A ilha dos Heróis situa-se no mar longínquo.
    • Radamante reina em ilha por vezes identificada com a Nekya.
    • Ulisses dirige-se ao Ocidente para alcançar o outro mundo.
    • Calipso, filha de Atlas, governa Ogígia como pólo ou Omphalos.
    • Tradições celtas e irlandesas associam mulher e Eliseu a ilha ocidental.
  • Segundo a tradição caldaica, o jardim divino situado no Ocidente além das águas profundas da morte é governado por Atrachasis-Shamashnapishtin, herói sobrevivente ao dilúvio e possuidor da imortalidade, jardim alcançado por Gilgamesh seguindo o rumo ocidental do Sol e relacionado com Sabitu, «a virgem sentada no trono dos mares».
    • O jardim localiza-se além das águas profundas da morte.
    • Atrachasis-Shamashnapishtin conserva a imortalidade por ter escapado ao dilúvio.
    • Gilgamesh dirige-se ao Ocidente para obter o dom da vida.
    • Sabitu figura como virgem sentada no trono dos mares.
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