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MISTÉRIO DO GRAAL

EVOLA, Julius. Il mistero del Graal. 5. Aufl ed. Rom: Edizioni Mediterranee, 1994.

PREFÁCIO

Na época imediatamente anterior à nossa, as tradições referentes ao Graal suscitaram principalmente duas espécies de interesse.

Foi, em primeiro lugar, um interesse ao mesmo tempo literário e espiritualista, romântico e místico, com fortes colorações de Cristianismo. Aqui, mais do que um contacto sério e directo com as fontes da lenda, entrou em jogo o que dela nos revelou, através de interpretações em grande medida deformadoras e arbitrárias, o «pathos» musical do «Parsifal» de Richard Wagner.

Em segundo lugar surgiu uma longa série de estudos acadêmicos sobre o Graal, em que se manifestou o mecanismo crítico, analítico e comparativo de pesquisa de fontes, exame dos textos, verificação de cronologias e de influências empíricas, próprios do método que, nos nossos dias, se concordou em designar como «científico».

A essência do Graal escapa completamente quer a um quer a outro destes modos de encarar o problema. O Graal não tem nada a ver, nem com as divagações místicas de uns, nem com as anatomias eruditas dos outros. O Graal tem um conteúdo vivo, um «mistério», que até ao momento presente podemos considerar largamente ignorado. Só do ponto de vista de uma disciplina que saiba colher a realidade daquilo que se esconde por detrás de símbolos e de mitos primordiais e, portanto, de uma metafísica da História, é que ele pode ser atingido segundo o seu significado mais verdadeiro e mais profundo. O presente ensaio pretende contribuir para a interpretação da lenda do Graal, considerada nas suas fontes originais, e partindo deste ponto de vista.

PRIMEIRA PARTE Aproximando-se do Mistério do Graal

  • 1 O Preconceito Literário
  • 2 O Preconceito Etnológico
  • 3 Sobre o Método Tradicional
  • 4 O Contexto Histórico do Mistério do Graal

SEGUNDA PARTE Princípios e Eventos Anteriores

  • 5 O Ciclo Olímpico
  • 6 Sobre o “Herói” e a “Mulher”
  • 7 O Tema Hiperbóreo
  • 8 A Tradição na Irlanda
  • 9 O Ciclo Arturiano
  • 10 A Saga Imperial e o Governante Universal
  • 11 Frederico, Preste João e a Árvore do Império
  • 12 Dante: O Lebrel e o Dux

TERCEIRA PARTE O Ciclo do Graal

QUARTA PARTE O Legado do Graal

  • 24 O Graal e os Cavaleiros Templários
  • 25 O Graal, os Cátaros e os Fiéis do Amor
  • 26 Dante e os Fiéis do Amor como Milícia Gibelina
  • 27 O Graal e a Tradição Hermética
  • 28 O Graal e os Rosa-cruzes
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