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REI PESCADOR

MISTÉRIO DO GRAAL

  • O título de Rei Pescador ou Rico Pescador, atribuído à linhagem do Graal a partir de José de Arimateia, fundamenta-se na equivalência entre o alimento sobrenatural do vaso sagrado e a pesca milagrosa, estabelecendo uma providência metafísica que supre a carência espiritual daqueles que não são nutridos diretamente pelo Graal.
    • Alano recebe a designação de Rico Pescador após alimentar os cavaleiros com um peixe capturado sobrenaturalmente no Grand St. Graal.
    • Robert de Boron associa o conhecimento do verdadeiro nome do vaso ao título de pescador, vinculando-o ao início do mistério do Graal.
    • O peixe atua como um complemento necessário à eficácia do Graal, estendendo sua função nutritiva a um grupo específico de iniciados.
  • A tradição céltica contribui para esse simbolismo através do salmão da sabedoria e da figura de Tuan, representando a preservação da memória da raça primordial e a transmissão de uma herança profética que sobrevive às catástrofes cíclicas.
    • O salmão da sabedoria confere conhecimento imediato ao ser provado, apesar de queimar as mãos de quem o manipula.
    • Tuan, o sobrevivente da raça de Partholan no Leabhar na huidhe, conserva a tradição ao transmutar-se em peixe antes de renascer como profeta humano.
    • A função de pescador do rei do Graal reflete o esforço de retomar a recordação da geração primordial como um alimento espiritual.
  • O tema do peixe nas lendas árabes e no ciclo de Alexandre Magno vincula a autoridade real à recuperação de um anel ou pedra de poder ocultos no mar, simbolizando o restabelecimento do domínio sobre os planos visível e invisível.
    • Salomão recupera sua soberania e o comando sobre demônios e animais ao reencontrar o anel de fogo no ventre de um peixe.
    • Alexandre Magno encontra em um peixe gigantesco uma pedra luminosa cujas propriedades de claridade noturna espelham as do Graal.
    • A pedra ou anel representa a potência real que, uma vez perdida, mergulha o monarca em um estado de decadência.
  • A ocupação do rei ferido como pescador de homens, utilizando um anzol de ouro, transpõe o simbolismo apostólico de Pedro para o contexto da busca pelo eleito, indicando que a função do monarca paralisado é a identificação e orientação do herói restaurador.
    • Chrestien de Troyes apresenta a pesca como a única atividade possível para o rei incapacitado por sua ferida.
    • O anzol de ouro em Perceval li Gallois e em Wolfram caracteriza a natureza solar e nobre dessa busca pelo sucessor qualificado.
    • O pescador atua como o guia que aponta a Parsifal o caminho para o castelo, ocultando sua identidade sob a forma de um doente.
    • A insuficiência do que o rei pesca para saciar suas próprias dores enfatiza a necessidade de uma intervenção externa do herói.
  • A origem nórdica e hiperbórea do simbolismo do peixe, manifesta no Matsya-avatara de Vishnu e no Oannes caldeu, revela que o Rei Pescador é o guardião de uma ciência primordial que precede os cataclismos e sustenta os germes da civilização futura.
    • Guénon identifica a presença desse símbolo na Alemanha setentrional, Escandinávia e Escócia como evidência de sua matriz hiperbórea.
    • Vishnu, na forma de peixe, protege os Veda e guia a arca durante a dissolução do ciclo, preservando o saber integral.
    • Oannes representa o mestre que, emergindo das águas, transmite a doutrina primordial à humanidade.
    • O Rei Pescador encarna o dominador decadente empenhado em reanimar a herança hiperbórea através da descoberta de homens qualificados para a restauração do regnum.
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