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FIM DE UM CICLO

Cavalgar o Tigre

  • A perspectiva acerca de um futuro imprevisível ou de circunstâncias exteriores não deve integrar o núcleo da conduta pessoal presente, visto que o comportamento interior deve guardar autonomia em face de realidades que transcendem o domínio do agir imediato.
    • Distinção entre a conduta de ordem interna e as configurações do ambiente externo
    • Independência do agir individual em relação a prognósticos históricos
  • A era contemporânea é interpretada como uma fase de transição que encontra seu referencial explicativo na doutrina tradicional dos ciclos, situando a atualidade no estágio terminal de um processo orgânico de desenvolvimento e queda.
    • Aplicação da doutrina dos ciclos à análise da modernidade
    • Identificação do tempo presente como fase terminal de um ciclo civilizacional
  • O aforismo extremo-oriental de montar o tigre simboliza a estratégia de assumir o controle sobre uma força perigosa e indomada, permitindo que, ao manter a firmeza sobre o dorso do animal, o indivíduo evite ser devorado e possa, eventualmente, triunfar sobre ele quando a exaustão o atingir.
    • Simbolismo da montaria do tigre como técnica de sobrevivência e domínio
    • Paralelismo com o episódio do pastoreio do boi no Zen nipônico
    • Analogia com o mito de Mithras e a domesticação do touro na antiguidade clássica
  • A doutrina das quatro eras descreve uma descendência progressiva da humanidade a partir de uma Idade de Ouro até atingir a Idade de Ferro de Hesíodo ou o Kali Yuga da tradição hindu, caracterizado pelo despertar de forças elementares e caóticas anteriormente contidas.
    • Hierarquia das eras desde a Idade de Ouro até a Idade do Ferro
    • Caracterização do Kali Yuga como a era da escuridão e da dissolução
    • Simbolismo de Kali desperta como a ativação das forças orgiásticas e primordiais da vida
  • A civilização ocidental constitui o epicentro da atual fase de dissolução planetária, cujas características fluídas e informes encontram correspondência simbólica no signo zodiacal de Aquário e em vaticínios tradicionais milenares que descrevem a presente liquefação da ordem.
    • O Ocidente como foco irradiador da crise cíclica global
    • Correspondência astrológica entre a era de Aquário e o estado fluído da modernidade
    • Atualidade das previsões tradicionais sobre a fase final do ciclo
  • As normas de vida e os preceitos sagrados válidos para épocas de vigor espiritual perdem a eficácia no Kali Yuga, exigindo a revelação de verdades e ritos outrora secretos que se adequem ao tipo humano diferenciado deste tempo de anomalia.
    • Caducidade dos preceitos antigos perante o novo tipo humano
    • Levantamento do segredo sobre doutrinas perigosas ou esotéricas em tempos de crise
    • Convergência das perspectivas tradicionais sobre situações de exceção histórica
  • A estratégia externa de montar o tigre prescreve que não se deve resistir diretamente às forças irresistíveis da época, mas sim acompanhar o seu curso mantendo a integridade interior, aguardando o momento em que a energia do ciclo se esgote por si mesma.
    • Ineficácia da oposição direta às correntes de força da modernidade
    • Preservação da distância interior frente ao triunfo aparente da dissolução
    • Reinterpretação da injunção cristã de não resistir ao mal como recuo estratégico
  • A continuidade entre o ciclo que finda e o que se inicia permanece uma incógnita, exigindo que a conduta do indivíduo possua um valor imanente e autônomo, desvinculado da esperança de presenciar pessoalmente a aurora de uma nova era.
    • Imprecisão sobre os planos de continuidade entre ciclos sucessivos
    • Valor da firmeza individual independentemente de resultados externos imediatos
    • Possibilidade de que a renovação após o ponto zero beneficie apenas gerações futuras
  • A busca por referências orientais para a regeneração do Ocidente revela-se ilusória, uma vez que o próprio Oriente atravessa um processo acelerado de modernização e sujeição ao materialismo secular, perdendo seus traços tradicionais remanescentes.
    • Crítica ao mito do Oriente como reserva espiritual intacta
    • Processo de ocidentalização e adoção do progresso material pelas nações orientais
    • Limitação do contato com o Oriente ao plano estritamente intelectual e individual
  • O legado tradicional subsistente em outras latitudes representa apenas um estágio menos avançado de declínio, sendo a celeridade das transformações na China contemporânea um exemplo da rapidez com que civilizações milenares sucumbem ao materialismo.
    • Caráter residual e provisório das formas tradicionais extra-europeias
    • Exemplo da transição chinesa do império tradicional ao comunismo ateu
  • A ausência de suporte em qualquer outra civilização força o homem de tradição a enfrentar isoladamente os seus problemas, restando apenas a hipótese de que o Ocidente, por ter sido o primeiro a mergulhar na dissolução, possa ser o primeiro a ultrapassar o ponto zero e assumir uma nova função de comando.
    • Solidão existencial e ausência de modelos externos de civilização
    • Possibilidade de inversão de papéis entre Ocidente e Oriente no final do ciclo
    • Potencial de uma nova liderança ocidental de natureza não técnica ou industrial
  • O estabelecimento de posições autônomas e independentes das contingências do futuro configura o objetivo primordial para o indivíduo que busca atribuir um sentido superior às experiências vividas no crepúsculo da civilização.
    • Primazia da vida pessoal e da posição metafísica individual
    • Independência da conduta em relação ao sucesso ou fracasso da história exterior
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