Action unknown: copypageplugin__copy
evola:ject-8
VIDA
-
O fundamento elementar para a transmutação dos aspectos positivos da dissolução reside na posse de uma diretriz fundamental e de uma dimensão existencial ausente no tipo humano predominante da modernidade, a saber, a dimensão da transcendência.
-
Diferenciação entre a substância mutável da massa e a unidade interna do homem de tradição
-
Identificação da transcendência como componente essencial para a superação do nada
-
Presença de impulsos secundários que não anulam a “dominante” da personalidade
-
A obra de Nietzsche exemplifica a ação inconsciente da dimensão transcendente, o que explica o caráter contraditório de suas afirmações e permite integrar seu pensamento sem recair em um naturalismo simplista.
-
Nietzsche como vocacionado para a destruição de valores e superação do ponto zero
-
Atuação da energia transcendente como sujeito oculto em sua filosofia
-
Reconhecimento da transcendência como chave para evitar a interpretação puramente fisiológica
-
A solução para a visão absurda da vida, que consiste na afirmação de que o sentido reside na própria existência, só possui validade para um ser cuja constituição essencial inclua a transcendência como componente ontológico.
-
Inexistência de sentido externo à vida como pressuposto de força
-
Dependência da qualidade do ser para a validade do mito do eterno retorno
-
Crítica à aplicação universal dessa solução a tipos humanos ordinários
-
A vontade de poder, longe de ser uma característica geral da vida, é o reflexo de uma vocação particular projetada como visão de mundo, contrastando com a vontade de viver schopenhaueriana que prevalece na maioria dos seres como desejo inexaurível.
-
A vida que supera a si mesma como projeção de uma natureza excepcional
-
Contradição entre a vontade de poder ascendente e o instinto de conservação biológica
-
Caráter subjetivo e não objetivo da teleologia nietzschiana
-
A incompreensão de Nietzsche sobre a dimensão superior que atuava em si gerou uma oscilação trágica entre a exaltação naturalista dos instintos e a percepção do espírito como uma força que corta e nega a própria vida biológica.
-
Perigo da afirmação absoluta dos instintos como servidão da vontade
-
O espírito definido como o princípio superior que se volta contra a vida (Geist ist das Leben, das selber ins Leben schneidet)
-
Dualidade entre a rendição à physis e a disciplina de um princípio transcendente
-
Os aspectos positivos do super-homem, como a capacidade de ditar a própria lei, o ascetismo livre e o domínio das paixões, são valores que o homem de tradição reconhece como próprios, sendo atingíveis apenas quando a vida é percebida como algo mais que vida.
-
Poder de recusa e inação diante de tensões externas
-
Aceitação do obstáculo e da dor como testes de resistência da vontade
-
Distinção entre grandeza de caráter e a simples ausência de paixões
-
Afirmação da liberdade como indiferença às privações e à própria finitude
-
Superação da imagem da “besta loira” em favor da generosidade e magnanimidade
-
A confusão entre o sagrado e o profano na filosofia de Nietzsche resulta de sua polêmica anticristã, mimetizando valores de dignidade e responsabilidade com impulsos de animosidade e vingança sob uma única rubrica de afirmação vital.
-
Misturança entre ideais de distância aristocrática e a apoteose das paixões
-
Crítica à enumeração indiferenciada de virtudes intelectuais e instintos belicosos
-
Identificação das consequências negativas da redução de valores à imanência
-
A tentativa de fundamentar um ascetismo como fim em si mesmo, sem referência a uma dignidade superior ao humano, corre o risco de converter a disciplina em um mero auto-sadismo ou em uma busca desesperada por sensações exasperadas de si.
-
Risco de fechamento da experiência no campo da sensação bruta
-
O perigo do “Dionisismo” como intensificação selvagem do eu
-
Conexão entre essa falha teórica e as experiências desastrosas das gerações contemporâneas
-
A experiência pessoal de Nietzsche, marcada pelo impulso incoercível de superação e pela quebra de todos os vínculos, manifesta a ação de uma transcendência que, ao permanecer enclausurada na imanência, gera uma voltagem superior à que o circuito humano pode sustentar.
-
O impulso de movimento puro como forma de manifestação do transcendente
-
Causa profunda do colapso psíquico de Nietzsche no conflito entre energia e limites
-
A sensação de viver perigosamente como sintoma de uma máquina prestes a explodir
-
O caso de Nietzsche serve como índice simbólico para o tipo humano em que a transcendência despertou, mas permanece descentrada, antecipando os temas fundamentais do existencialismo contemporâneo.
-
Nietzsche como figura exemplar do despertar transcendente sem eixo
-
Paralelismo entre a crise nietzschiana e as angústias do pensamento existencial
-
Necessidade de uma demarcação clara para o homem que possui outra constituição
-
Para aqueles que seguem o caminho da afirmação absoluta sem a raiz tradicional, a única solução salvadora reside em uma ruptura ontológica de nível, onde o viver mais (mehr leben) seja transmutado em um mais que viver (mehr-als-leben).
-
Possibilidade de mudança de polaridade em situações extremas
-
Referência à expressão de Georg Simmel sobre a qualidade da vida superior
-
Alcance de uma qualificação análoga à do tipo humano não moderno
-
Tentativas contemporâneas de abertura à transcendência, como o interesse da Geração Beat pelo Zen, exigem uma iluminação súbita (satori) para evitar que o despertar de energias superiores no mundo sem Deus conduza inevitavelmente ao abismo.
-
O Zen como referência para a ruptura de nível existencial
-
Crítica ao romantismo dos “santos malditos” e criminosos angelicais
-
O abismo como destino para a transcendência ativada sem direção
-
A solução positiva definitiva consiste na transição do plano dionisíaco para uma superioridade espiritual simbolizada pelo ideal Apolíneo ou Olímpico, representando a antítese de qualquer regressão religiosa ou devocional.
-
Superioridade espiritual como única via que não implica retrocesso
-
Rejeição das “conversões” de intelectuais incapazes de sustentar a tensão niilista
-
Caráter não devocional da solução proposta pelo homem de tradição
-
evola/ject-8.txt · Last modified: by 127.0.0.1
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
-
