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evola:jetia-3
PRINCÍPIO DO EU
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A necessidade de uma abstração radical para a revelação do Eu e a insuficiência da mudança entre ordens de determinação
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A frustração do intento de desvincular o princípio subjetivo limitando-se a passar de uma ordem de determinações a outra
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A inadequação de mover-se em extensão, permanecendo no gênero da determinação, perante a exigência de proceder em profundidade
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A exigência de transcender não esta ou aquela determinação particular, mas a determinação em geral
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A citação de Plotino, segundo a qual “a alma, onde quer que veja ainda uma forma, saiba que há algo de outro a desejar”
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A afirmação de que o Eu não se revela senão efetuando uma abstração radical
A definição do princípio de autorreferência como a categoria elementar de toda a experiência-
O acompanhamento inseparável e uniforme de toda a experiência pela nota implícita ou explícita de ser “minha experiência”
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A conceituação do autorreferimento como a condição elementar sem a qual nenhuma realidade é concebível
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O desprendimento desse princípio de autorreferência de todo o conteúdo particular e o seu redobramento sobre si mesmo
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A obtenção da identidade “Eu = Eu” como uma relação absoluta que é, ao mesmo tempo, experiência pura
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A caracterização dessa experiência como algo simples e inominável, no qual o transcendental e o empírico coincidem
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A conceituação desta experiência eminente como o medium que tudo media e que, ela própria, por nada é mediada
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A comparação dessa experiência a uma tela sobre a qual todas as experiências particulares se desenham
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A designação deste princípio como “puro princípio do indivíduo”, justificada etimologicamente pela sua indivisibilidade
A abordagem necessariamente negativa para a definição do princípio do Eu-
A impossibilidade de dizer algo positivamente sobre tal princípio, podendo-se apenas indicar o que ele não é
A distinção fundamental entre o Eu e o pensamento-
A rejeição da identificação do Eu com o pensamento, particularmente no sistema do idealismo
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A definição do pensamento no idealismo como o “A” da fórmula “X ⊃ A ⊃ S”, expressando a forma genérica da mediação
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A inconcebibilidade prática de um pensamento indeterminado para além dos seus atos particulares
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A significação teórica de um tal pensamento apenas como a forma genérica, ou género, da determinação
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A vacuidade do princípio do subjetivo se não for entendido como transcendente a esse princípio, que permanece determinado pela correlação ao ser
O aprofundamento da distinção mediante a análise da fórmula “X ⊃ A”-
A significação da fórmula parcial “X ⊃ A” como a não precedência do objeto antes de ser posto
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A criação simultânea da objetividade e da subjetividade correlativa no mesmo ponto
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A inexistência de um Eu como pensante antes do seu efetivo e determinado pensar
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O nascimento do Eu somente com o nascimento do pensado
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A conceituação idealista do pensado como um qualquer conteúdo da experiência
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A impossibilidade de esta subjetividade genérica ser o puro princípio do indivíduo
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A necessidade da distinção entre ato e potência da atualidade
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A definição da potência, enquanto distinta do determinado e do real, como o indeterminado e o possível
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A definição específica da potência, com referência ao caráter de atividade de “A”, como indiferença ao pôr e ao não-pôr
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A definição final desta potência como pura liberdade
A síntese da verdadeira distinção entre sujeito e objeto-
A compreensão da distinção apenas quando o objeto é reconduzido a uma qualificação da consciência
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A visão da substância desta consciência na determinação de um ato em geral
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A oposição entre o Eu como indeterminado e o Eu como sujeito atual ou pensante
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A oposição entre o Eu como “possibilidade indiferente” e o Eu que vive em função do determinar e de uma correlação afetada por necessidade interna
A crítica ao idealismo que se reduz a uma espécie de fenomenismo-
A identificação de um idealismo que se limita a reconduzir a realidade do real à sua idealidade
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A substituição dos dados da experiência por “atos” do pensamento, sem admitir nada além da atualidade pensante
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A consequência de, permanecendo nesse ponto, reduzir a coisa a uma subjetividade e a subjetividade a uma coisa
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A exacerbação do mistério gnoseológico inicial, sem tornar os “duplos” mais inteligíveis que os dados existenciais
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A comparação com o absurdo de quem, devendo contar, começasse por duplicar, usando a expressão aristotélica
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A exigência de superar o fenomenismo remontando ao puro princípio do individual, que transcende a ordem do pensamento
A situação habitual de se deixar pensar pelo pensamento e as suas consequências filosóficas-
A suspeita de que esta situação vale como base para concepções imanentistas confusas
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A referência a Bertrando Spaventa e à assunção de um “fazer-se” do pensamento como princípio explicativo
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A equivocidade da fórmula “o pensamento que se faz”
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O seu caráter analítico, e não sintético, se o que se faz é já pensamento
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A exigência de, se o pensamento “se faz” verdadeiramente, não o antedatar
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A necessidade de remeter o pensamento a uma potência que em si não é já pensamento, determinação ou atualidade
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A definição dessa potência como possibilidade pura que se apreende a si mesma como Eu
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A correção da fórmula para “o Eu se faz pensamento”
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A abertura do campo de problemas sobre as relações entre este princípio superior e a ordem das determinações
O esclarecimento das relações entre o princípio do individual e o pensamento mediante o “cogito” cartesiano-
O uso por René Descartes do termo “cogitare” num sentido genérico, coincidindo com o aperceber-se de algo
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A inclusão do sonho na formulação da sua “dúvida radical”
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A aproximação com a “syngkatathesis” dos Estoicos e com o termo “A” da fórmula
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A confirmação de duas vias de interpretação pelo desenvolvimento da filosofia posterior
A primeira via de interpretação: a leitura racionalista-
A expressão pela fórmula cartesiana da identidade do ser do Eu com o ser lógico
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A redução da certeza de si ao pensamento de si, e de todo o processo a um auto testemunho
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A conceituação do pensamento como o “prius” absoluto, e o Eu como um “posterius” por ele posto e condicionado
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A afirmação de Johann Gottlieb Fichte de que “não é o Eu ou o homem que pensa, mas o 'saber'”
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A conceituação do Eu como o “fenômeno” de um saber que reflete sobre si
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A exacerbação do ponto de vista de Immanuel Kant, onde o Eu também é condicionado pelas categorias
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A consideração do sujeito, porque afirmado através do “cogitare”, como um objeto de facto
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A inversão dos justos relacionamentos e a sujeição à inclinação dogmática da reificação
A segunda via de interpretação: a leitura como transparência direta do Eu a si mesmo-
A contestação do caráter de inferência lógica da fórmula cartesiana
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O equívoco racionalista de tomar o Eu mediado, que é a ideia do Eu, pelo Eu imediato
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A compreensão do “cogito” como pura transparência direta do Eu a si mesmo
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A conceituação do pensamento como existindo em e para o Eu
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O condicionamento do ato mental elementar pelo Eu real
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A percepção imediata dos dois termos da correlação com dignidade diversa
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A sujeição, na posição racionalista, à sugestão do modo das representações espaciais
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A referência a Maine de Biran e à sua advertência contra este perigo
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A necessidade de superar este atitude abstrato com um método metafísico e psicológico
A citação de Maine de Biran sobre o facto originário da consciência-
A caracterização deste facto como reunindo as condições e caracteres próprios ao princípio da ciência humana
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O seu implícito sentimento de evidência que se reflete sobre todas as verdades que dele dependem
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A impossibilidade de alguma verdade se fosse possível duvidar desta primeira experiência interna imediata
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A manifestação do Eu a si mesmo como força ou causa livre, idêntica, permanente
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A constituição da força, da causalidade interna, da atividade livre como uma apercepção primária e imediata
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A impossibilidade de discutir este facto ou pretender deduzi-lo de um princípio anterior
A conceituação do possuir-se do sujeito como experiência transcendental-
A sua não redução a uma experiência psicológica estrita, entendida como o jogo contingente das modificações mentais
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A designação deste ser, deste Eu, como um dado imediato da consciência e, simultaneamente, um princípio de direito
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A sua caracterização como “scientia certa et clamans conscientia”
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A remissão a este princípio do sentido último da fórmula cartesiana na presente doutrina
A prevenção contra as objeções racionalistas de base gramatical-
A objeção sofística de que definir o Eu como antecedente recorre à categoria do tempo
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A objeção de que defini-lo como causa recorre à categoria da causalidade
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A consequente redução do Eu assim definido a um condicionado, um pensado, e não a um condicionante
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A refutação pela natureza figurativa e simbólica destas determinações
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A antecedência do Eu como não temporal, e a sua causalidade como não categorial
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A dádiva direta de ambos os elementos numa experiência super racional inominável
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A fuga do Eu a toda a definição, pois todo o nome provém de uma categoria do pensamento
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A afirmação do Eu como sujeito no qual as categorias existem, mas que existe apenas em si mesmo
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A citação de Mestre Eckhart: “Um nada, um nada indizível: eu sou!”
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O tema upanishádico de que o “vidente não é visto, o ouvinte não é ouvido, o pensador não é pensado”
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A citação da “Brihadaranyaka-upanishad”: “Ele é o teu Eu, o imortal, o reitor interno”
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A impossibilidade analítica de o sujeito puro cair sob uma “conhecimento”, decorrente da sua própria definição
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A base da irredutibilidade do Eu ao ato que põe o ser lógico no facto de o pensante não poder ser pensado
A possessão do Eu em imanência absoluta como via de acesso superior ao conhecimento-
A impossibilidade de “conhecer” o Eu ou dizer “o que” ele é
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A possibilidade de, em contrapartida, possuí-lo, sê-lo, em absoluta imanência
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A não conceituação do puro princípio do indivíduo como um mistério, um númeno ou um inconhecível
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A sua caracterização como a evidência por excelência
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A citação do antigo dito: “Como a escuridão não é escuridão por si mesma, mas pelo facto de não ser luz”
A distinção entre o Eu e a autoconsciência-
A necessidade de não identificar o puro princípio com a autoconsciência, se entendida como mais que imanência absoluta
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A conceituação, na filosofia transcendental, da autoconsciência como a forma genérica do objetivo
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O desenvolvimento coerente no neo-hegelismo, como em Giovanni Gentile, da autoconsciência como mera reflexão dos conteúdos
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A posição de que o Eu não “é” autoconsciência, mas a possui, segundo Max Stirner
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A conceituação da autoconsciência como a exterioridade do Eu, a sua manifestação correlativa a uma ordem de qualificações
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A visão da especulação tradicional do princípio primeiro da auto limitação na autoconsciência
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A repetição do jogo da crítica racionalista, invertendo os relacionamentos, como em Friedrich Wilhelm Joseph Schelling
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A conceituação schellinguiana da autoconsciência como uma lanterna que deixa atrás de si a mais densa escuridão
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A necessidade de banir as entidades abstratas e penetrar no ser puro e central
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O medo usual deste passo, referido por Arthur Schopenhauer como um recuar diante de uma angustiante escuridão
A impossibilidade de chegar ao ponto da imanência se não for posto desde o princípio-
A possibilidade de deduzir, por abstração, uma “autoconsciência em geral” a partir do Eu inominável
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A absurdidade da passagem inversa, da autoconsciência para o Eu
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A consequente última instância como um mundo de aparências apolínicas, no sentido de Friedrich Nietzsche
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O desprendimento deste mundo do substrato profundo, intensivo e irracional da realidade
A interpretação racionalista do “cogito” como a fórmula da não centralidade-
A expressão do sentido de que o Eu não é si mesmo, mas pensamento de si
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A não possessão de si, mas a apreensão de si como imagem, representação
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A referência a Carlo Michelstaedter para a compreensão desta interpretação como via para a corrupção
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A identificação, na base da filosofia crítica moderna, da certeza com a existência lógica
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A mútua tomada do sistema da razão pelo absoluto ser, como em Immanuel Kant
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A coincidência do sujeito, nessa via, com o processo do fazer-se do saber, como em Louis Weber
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A significação da imanência como condicionar as coisas através do “pensamento em geral”
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O progresso desta filosofia, desde René Descartes, como uma progressiva negação do princípio do Eu
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A construção da pior das transcendências
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A condição da possibilidade do saber objetivo como a translação para o “Eu penso” kantiano
A distinção necessária para a saída de um mundo de formas vazias-
A admissão de que algo existe para além do pensamento e do ser que lhe é próprio
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A conversão, para a filosofia que identifica o Eu com o pensamento, deste “além” em algo transcendente
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As aporias evidentes resultantes desta conversão, como no caso do númeno kantiano
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A identificação, na presente doutrina, do Eu com este “além” do pensamento
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A conceituação do Eu como o imanente absoluto, a evidência mais próxima
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A exorcização do fantasma da “coisa em si”
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A conceituação do pensamento como transcendente, quando hipostasiado num pensamento universal
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A possibilidade de manter a distinção requerida por toda a filosofia do real e o ponto de vista crítico da imanência
A admissão forçada, nas filosofias transcendentais, de determinações a priori inexplicadas-
A base da possibilidade das suas várias deduções em certas determinações que assumem de facto
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A repressão de qualquer veleidade de explicação sobre a sua génese, dado o círculo vicioso implicado
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A explicação do ser, causalidade, espaço, tempo, etc., como categorias, na sua própria existência
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A citação de Louis Weber sobre o conceito deixado inexplorado e usado como uma categoria irredutível
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A citação sobre os resultados obtidos pelo método dedutivo, abstraindo do dado, exceto as categorias fundamentais
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A citação sobre a impossibilidade de explicar a origem da noção de causa
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A citação sobre a identidade do ser com a ideia, e a ciência como o único dado irredutível
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A referência a Louis Weber como aquele que pensou coerentemente a premissa do racionalismo
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A questão da compreensibilidade superior da presença transcendental de uma categoria face a um fenômeno natural
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A pertença do empirismo e do racionalismo, “mutatis mutandis”, a um mesmo nível da consciência
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A resolução da consciência do Eu, neste plano, na luz do espetáculo das coisas, isto é, no fenomenismo
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A admissão coerente por Louis Weber de que o sistema do saber se explica absolutamente em si e por si
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A conclusão legítima de que tal processo não é senão uma espécie de sonho incompreensível
A ilusão inerente aos sistemas idealistas que parecem pressupor apenas o “Eu”-
A conceituação do Eu nesses sistemas não como princípio, mas como a ideia do Eu
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A observação de Henri Bergson, no caso de Johann Gottlieb Fichte, sobre a condensação do que se queria deduzir
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A citação de Jules Lagneau sobre o elemento pretensamente originário sendo uma ideia composta
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A colocação, como verdade evidente em si mesma, da proposição “o espírito é”
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A transferência imediata e ilegítima dessa evidência para uma determinação não evidente em si
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O exemplo da determinação do ser do espírito como alienar-se de si e realizar-se como autoconsciência
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A percepção de que se dá muito mais e, simultaneamente, muito menos do que a simples potência do subjetivo
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A assunção de uma determinação segundo uma lei não compreendida analiticamente no conceito daquela potência
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A falta de fundamento, em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, para a “longa via” da fenomenologia e para as suas estações específicas
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A não percepção destes paralogismos pela hipostasia do modo habitual do pensamento humano
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A consumação coerente dos resíduos ontológicos do hegelismo numa pura “teoria da mentalidade”
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A revelação, nesta teoria, da aceitação passiva de uma natureza, a da mentalidade humana
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A referência a Johann Gottlieb Fichte sobre as “leis naturais da natureza racional”
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A ocultação de um mistério na “lei immanente do pensamento” e no “dialetismo do Espírito”
A refutação do argumento da contradição em pedir uma explicação da natureza racional-
A validade deste argumento apenas num certo plano, dado o atitude interior que define o racionalismo
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A impossibilidade, com a forma cognitiva como instância extrema, de uma dedução do conhecer
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A abertura deste círculo fechado pela ação
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A imagem de Henri Bergson sobre o aprender a nadar, que não pode começar sem já saber nadar
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A comparação deste raciocínio paralisante com o auto bloqueio do racionalismo
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A citação de Henri Bergson: “É um nó que não deve ser desatado, mas cortado”
O esquema de Jules Lagneau para as fases do desenvolvimento filosófico e a sua utilização-
A primeira fase da “razão pura” submetendo-se a si mesma, espontaneamente em ato, como na antiga metafísica
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A nota sobre a justificação das metafísicas antigas em função de conteúdos supra racionais e tradicionais
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A segunda fase da filosofia crítica, da autoconsciência das formas, sem a sua compreensão livre e ativa
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A terceira fase do “idealismo moral” ou “racionalismo ético”
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A ideia de uma metafísica em que a razão pura objetiva se explique mediante a razão prática subjetiva
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A explicação da própria razão pura e do conjunto das suas formas a partir deste centro
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A afranquiação da razão pura, mostrando a irrealidade em si dos seus produtos objetivos e formas transcendentais
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A condição primeira deste superamento: a realização do puro princípio do individual
A crítica à filosofia do irracional, da “Vida” e da intuição-
A inadequação desta corrente à exigência de fundo de que nasce o problema do valor
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A não confusão do puro princípio do individual com o fundo último da realidade suposto por tais conceções
A análise da visão de Arthur Schopenhauer como exemplo paradigmático-
A concepção do “mundo como vontade” para além do “mundo como representação”
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A possibilidade de uma conhecimento direto e essencial do próprio ser, do in-sí
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A revelação da vontade, propriamente a “vontade de viver”, como o lado interno do corpo
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A extensão por analogia a uma vontade cósmica como essência universal
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A crítica ao método como um desvio, e não uma integração, da filosofia transcendental da imanência
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O desprendimento do mundo das categorias do mundo da vontade em Schopenhauer
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A não conceituação da vontade como raiz do Eu transcendental ou do “eu penso” kantiano
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A referência à negação schopenhaueriana da apercepção do sujeito puro
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A referência da experiência schopenhaueriana ao mundo orgânico da corporeidade
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A ausência de um lugar para o sentido central do Eu na concepção schopenhaueriana
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A redução da individualidade a um fragmento da geral vontade de viver
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A manutenção do tema illusionista do Eu-fenômeno kantiano
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A localização do encontrado no voltar-se para si mesmo como estando abaixo, e não além, da pessoa
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A equivocidade do termo “vontade” em Schopenhauer, devendo antes usar-se “ânsia”, “instinto”, “desejo”
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A desconexão deste elemento tanto do puro princípio do Eu quanto da vontade normal
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A sua afirmação como a cedência e a falha da vontade verdadeira
A extensão da crítica a outras entidades postas em primeiro plano pelas filosofias anti-intelectualistas-
A interpretação transcendental dessas entidades como hipóstases do termo “A” da fórmula no plano da pura existência de facto
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A sugestão mais próxima para o género do ato da experiência, nesse nível, dada pelo que os irracionalistas entendem por “Vida”
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A revelação por essas filosofias do subsolo do mundo condicionado, próximo de um momento afetivo
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A traição do princípio da imanência pela substantivação deste elemento como uma força universal objetiva
A necessidade de criar distância em relação a estas correntes-
A ausência, na compulsão da “Vida” e do “élan vital” bergsoniano, do Eu ou de caráter de Eu
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A não localização, nisso, do ponto do infinito e do incondicionado transcendental
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A proveniência da sua realidade da determinação e do ato no signo de uma extroversão
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A impossibilidade de possessão do próprio princípio neste plano
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A oposição fundamental entre o ato em que o possível é idêntico ao real e o ato em que o real é contingente
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A conceituação do rapport entre o plano da “Vida” e o plano do Eu nestes termos
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A esfera “vital” como um bloqueio, e não uma passagem, para o verdadeiro princípio transcendental
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O único aporte positivo desta corrente: a indicação do sentido do facticidade transcendental
A crítica específica à filosofia da intuição de Henri Bergson-
A conceituação correta da intuição como a mediação na forma da imediatez
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O seu correlativo gnoseológico como o grau mais elementar do dado existencial, não resolvido
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A referência do dado resolvido à “intuitio intellectualis” da filosofia medieval
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A expressão do método irracionalista como uma regressão do elemento intelectual no elemento sensível
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A conceituação bergsoniana da “duração” como expressão do dissolver-se do centro do Eu
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A associação, por alguns representantes, da “Vida” ao inconsciente ou subconsciente
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A comparação com o elemento “sensação” em Gottfried Wilhelm Leibniz, o diferencial indistinto da perceção
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A direção do intuicionismo moderno para este elemento sub racional de intensidade exacerbada
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A confusão da sua imediatez confusa com a transparência própria ao valor e ao significado
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A comparação, em termos de tradições helênicas, com o caminho para os “inferos”
A referência à “filosofia da existência” (Existenzialphilosophie) e a sua relação com a presente doutrina-
A nota do autor sobre a adição destas considerações na segunda edição e a sua anterior desconexão desta filosofia
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A aproximação do conceito de “existência” ao dado elementar da consciência empírica
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A conceituação da existência humana como a unidade e a implicação da relação a si e da relação a outro
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A sua dupla qualidade de presença física individual no mundo e presença metafísica do ser no Eu
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A formulação em Søren Kierkegaard como o encontro irracional e real de dois mundos que se excluem e implicam
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A conceituação do relacionamento “existencial” como a dúvida de si implicando a dúvida do ser, e vice-versa
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A expressão por Gabriel Marcel do ato e presença de um sendo também o ato e presença do outro
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O relevo dado ao princípio da implicação do positivo no negativo
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A indicação por Karl Jaspers da situação dialética em que o próprio insucesso fala da possessão
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A formulação do princípio do estar já presente na pesquisa aquilo que é procurado
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A referência ao dito místico: “Não me procurarias se não me tivesses já em ti”
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O uso por Jean-Paul Sartre da noção de funcionalidade e “utilidade” para potenciar uma visão análoga
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A reprodução e reforço das ideias da seção anterior pela filosofia existencialista
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A divergência relevante devido à atitude de não centralidade prevalecente no existencialismo
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A recepção, existencialisticamente, do transcendente, do positivo e do incondicionado como o outro em relação ao Eu
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A afirmação por Karl Jaspers de um estado de “infinita dependência” face à transcendência
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O prejuízo da coexistência de duas direções, duas possibilidades, dois atitudes
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A interrogação sobre a possibilidade de considerar o outro de mim como sendo antes tudo o que é finito
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A conceituação da situação de paradoxo como instável, de transição, postulando uma escolha
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A impossibilidade da sua hipostasia em uma estrutura ontológica definitiva
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A demonstração pela diferenciação da corrente existencialista em um ramo transcendentalista e outro imanentista
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A aparência de ambos os ramos como perspectivas parciais face à teoria do Indivíduo absoluto
A pressuposição da penetração no puro princípio do individual e as suas consequências-
A atualização da antítese e do elemento problemático latentes na existência comum
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A suscetibilidade do que é pura potência de assumir notas dadas, face ao “outro” excitado por este movimento
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O carácter relativo destas notas, procedente da natureza dual da consciência empírica
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A não redução imediata destas notas a meras determinações lógicas
A conjuntura própria a uma filosofia transcendental que seja simultaneamente um sistema de experiência-
A condução da dedução lógica a posições cuja necessidade indica a direção de possíveis atos internos
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A libertação dos conteúdos ideais correspondentes da mediação, quando estes atos ocorrem
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A assunção pelas notas lógicas de um mero valor simbólico, como sinais evocadores de uma experiência
Os pontos principais para a definição transcendental do subjetivo na sua contraposição ao “outro”-
A definição do subjetivo como o ponto do eterno presente, face à temporalidade do outro
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A justificação transcendental pela possibilidade da experiência de um tempo postular um ponto livre do devir
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A posição do subjetivo como o imutável ou permanente, face à alteração e à sucessão do diverso
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A definição da simplicidade ou imaterialidade como correlativo transcendental da experiência do espaço
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A pressuposição, para a síntese do muito espacial, do uno metaspacial e imaterial
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A nota da unicidade do subjetivo, como presença de si a si sem um segundo, inconvertível
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A sua caracterização como o “isto” absoluto que é também o “não-isto”
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A referência à condição genérica de identidade-diferença da relação para a sua compreensão
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A consideração da nota de incoercibilidade como aspecto especial da simplicidade
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A impenetrabilidade e incoercibilidade do simples, expressa pela própria palavra “indivíduo”
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A nota fundamental da possibilidade indeterminada da pura potência do Eu
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O condicionamento do ingresso na esfera do Eu por um assenso
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A capacidade do Eu de assumir, em princípio, toda a forma, mantendo-se igual a si mesmo
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A definição deste aspecto face ao momento da necessidade e da inconvertibilidade no objetivo
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A promessa de um desenvolvimento adequado deste ponto no seu justo lugar
A conclusão sobre o significado destas determinações lógicas para o Eu-
O seu encerramento do Eu que reflete num círculo
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A indicação do que o Eu é de direito e, portanto, do que é obrigado a assumir
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A comparação com a indicação do trono ao qual é destinado, sem escapatória nem desculpa
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A possibilidade do não reconhecimento pela consciência comum, como referiu Johann Gottlieb Fichte
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A possível associação a uma transposição dos atributos divinos
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A citação de Johannes Tauler: “Procurei-Te por toda a parte e não Te encontrei: porque Tu estavas dentro e eu fora”
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A referência às mesmas expressões em Santo Agostinho
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