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evola:jetia-3

PRINCÍPIO DO EU

Teoria do Indivíduo Absoluto

  • A necessidade de uma abstração radical para a revelação do Eu e a insuficiência da mudança entre ordens de determinação
    • A frustração do intento de desvincular o princípio subjetivo limitando-se a passar de uma ordem de determinações a outra
    • A inadequação de mover-se em extensão, permanecendo no gênero da determinação, perante a exigência de proceder em profundidade
    • A exigência de transcender não esta ou aquela determinação particular, mas a determinação em geral
    • A citação de Plotino, segundo a qual “a alma, onde quer que veja ainda uma forma, saiba que há algo de outro a desejar”
    • A afirmação de que o Eu não se revela senão efetuando uma abstração radical
  • A definição do princípio de autorreferência como a categoria elementar de toda a experiência
    • O acompanhamento inseparável e uniforme de toda a experiência pela nota implícita ou explícita de ser “minha experiência”
    • A conceituação do autorreferimento como a condição elementar sem a qual nenhuma realidade é concebível
    • O desprendimento desse princípio de autorreferência de todo o conteúdo particular e o seu redobramento sobre si mesmo
    • A obtenção da identidade “Eu = Eu” como uma relação absoluta que é, ao mesmo tempo, experiência pura
    • A caracterização dessa experiência como algo simples e inominável, no qual o transcendental e o empírico coincidem
    • A conceituação desta experiência eminente como o medium que tudo media e que, ela própria, por nada é mediada
    • A comparação dessa experiência a uma tela sobre a qual todas as experiências particulares se desenham
    • A designação deste princípio como “puro princípio do indivíduo”, justificada etimologicamente pela sua indivisibilidade
  • A abordagem necessariamente negativa para a definição do princípio do Eu
    • A impossibilidade de dizer algo positivamente sobre tal princípio, podendo-se apenas indicar o que ele não é
  • A distinção fundamental entre o Eu e o pensamento
    • A rejeição da identificação do Eu com o pensamento, particularmente no sistema do idealismo
    • A definição do pensamento no idealismo como o “A” da fórmula “X ⊃ A ⊃ S”, expressando a forma genérica da mediação
    • A inconcebibilidade prática de um pensamento indeterminado para além dos seus atos particulares
    • A significação teórica de um tal pensamento apenas como a forma genérica, ou género, da determinação
    • A vacuidade do princípio do subjetivo se não for entendido como transcendente a esse princípio, que permanece determinado pela correlação ao ser
  • O aprofundamento da distinção mediante a análise da fórmula “X ⊃ A”
    • A significação da fórmula parcial “X ⊃ A” como a não precedência do objeto antes de ser posto
    • A criação simultânea da objetividade e da subjetividade correlativa no mesmo ponto
    • A inexistência de um Eu como pensante antes do seu efetivo e determinado pensar
    • O nascimento do Eu somente com o nascimento do pensado
    • A conceituação idealista do pensado como um qualquer conteúdo da experiência
    • A impossibilidade de esta subjetividade genérica ser o puro princípio do indivíduo
    • A necessidade da distinção entre ato e potência da atualidade
    • A definição da potência, enquanto distinta do determinado e do real, como o indeterminado e o possível
    • A definição específica da potência, com referência ao caráter de atividade de “A”, como indiferença ao pôr e ao não-pôr
    • A definição final desta potência como pura liberdade
  • A síntese da verdadeira distinção entre sujeito e objeto
    • A compreensão da distinção apenas quando o objeto é reconduzido a uma qualificação da consciência
    • A visão da substância desta consciência na determinação de um ato em geral
    • A oposição entre o Eu como indeterminado e o Eu como sujeito atual ou pensante
    • A oposição entre o Eu como “possibilidade indiferente” e o Eu que vive em função do determinar e de uma correlação afetada por necessidade interna
  • A crítica ao idealismo que se reduz a uma espécie de fenomenismo
    • A identificação de um idealismo que se limita a reconduzir a realidade do real à sua idealidade
    • A substituição dos dados da experiência por “atos” do pensamento, sem admitir nada além da atualidade pensante
    • A consequência de, permanecendo nesse ponto, reduzir a coisa a uma subjetividade e a subjetividade a uma coisa
    • A exacerbação do mistério gnoseológico inicial, sem tornar os “duplos” mais inteligíveis que os dados existenciais
    • A comparação com o absurdo de quem, devendo contar, começasse por duplicar, usando a expressão aristotélica
    • A exigência de superar o fenomenismo remontando ao puro princípio do individual, que transcende a ordem do pensamento
  • A situação habitual de se deixar pensar pelo pensamento e as suas consequências filosóficas
    • A suspeita de que esta situação vale como base para concepções imanentistas confusas
    • A referência a Bertrando Spaventa e à assunção de um “fazer-se” do pensamento como princípio explicativo
    • A equivocidade da fórmula “o pensamento que se faz”
    • O seu caráter analítico, e não sintético, se o que se faz é já pensamento
    • A exigência de, se o pensamento “se faz” verdadeiramente, não o antedatar
    • A necessidade de remeter o pensamento a uma potência que em si não é já pensamento, determinação ou atualidade
    • A definição dessa potência como possibilidade pura que se apreende a si mesma como Eu
    • A correção da fórmula para “o Eu se faz pensamento”
    • A abertura do campo de problemas sobre as relações entre este princípio superior e a ordem das determinações
  • O esclarecimento das relações entre o princípio do individual e o pensamento mediante o “cogito” cartesiano
    • O uso por René Descartes do termo “cogitare” num sentido genérico, coincidindo com o aperceber-se de algo
    • A inclusão do sonho na formulação da sua “dúvida radical”
    • A aproximação com a “syngkatathesis” dos Estoicos e com o termo “A” da fórmula
    • A confirmação de duas vias de interpretação pelo desenvolvimento da filosofia posterior
  • A primeira via de interpretação: a leitura racionalista
    • A expressão pela fórmula cartesiana da identidade do ser do Eu com o ser lógico
    • A redução da certeza de si ao pensamento de si, e de todo o processo a um auto testemunho
    • A conceituação do pensamento como o “prius” absoluto, e o Eu como um “posterius” por ele posto e condicionado
    • A afirmação de Johann Gottlieb Fichte de que “não é o Eu ou o homem que pensa, mas o 'saber'”
    • A conceituação do Eu como o “fenômeno” de um saber que reflete sobre si
    • A exacerbação do ponto de vista de Immanuel Kant, onde o Eu também é condicionado pelas categorias
    • A consideração do sujeito, porque afirmado através do “cogitare”, como um objeto de facto
    • A inversão dos justos relacionamentos e a sujeição à inclinação dogmática da reificação
  • A segunda via de interpretação: a leitura como transparência direta do Eu a si mesmo
    • A contestação do caráter de inferência lógica da fórmula cartesiana
    • O equívoco racionalista de tomar o Eu mediado, que é a ideia do Eu, pelo Eu imediato
    • A compreensão do “cogito” como pura transparência direta do Eu a si mesmo
    • A conceituação do pensamento como existindo em e para o Eu
    • O condicionamento do ato mental elementar pelo Eu real
    • A percepção imediata dos dois termos da correlação com dignidade diversa
    • A sujeição, na posição racionalista, à sugestão do modo das representações espaciais
    • A referência a Maine de Biran e à sua advertência contra este perigo
    • A necessidade de superar este atitude abstrato com um método metafísico e psicológico
  • A citação de Maine de Biran sobre o facto originário da consciência
    • A caracterização deste facto como reunindo as condições e caracteres próprios ao princípio da ciência humana
    • O seu implícito sentimento de evidência que se reflete sobre todas as verdades que dele dependem
    • A impossibilidade de alguma verdade se fosse possível duvidar desta primeira experiência interna imediata
    • A manifestação do Eu a si mesmo como força ou causa livre, idêntica, permanente
    • A constituição da força, da causalidade interna, da atividade livre como uma apercepção primária e imediata
    • A impossibilidade de discutir este facto ou pretender deduzi-lo de um princípio anterior
  • A conceituação do possuir-se do sujeito como experiência transcendental
    • A sua não redução a uma experiência psicológica estrita, entendida como o jogo contingente das modificações mentais
    • A designação deste ser, deste Eu, como um dado imediato da consciência e, simultaneamente, um princípio de direito
    • A sua caracterização como “scientia certa et clamans conscientia”
    • A remissão a este princípio do sentido último da fórmula cartesiana na presente doutrina
  • A prevenção contra as objeções racionalistas de base gramatical
    • A objeção sofística de que definir o Eu como antecedente recorre à categoria do tempo
    • A objeção de que defini-lo como causa recorre à categoria da causalidade
    • A consequente redução do Eu assim definido a um condicionado, um pensado, e não a um condicionante
    • A refutação pela natureza figurativa e simbólica destas determinações
    • A antecedência do Eu como não temporal, e a sua causalidade como não categorial
    • A dádiva direta de ambos os elementos numa experiência super racional inominável
    • A fuga do Eu a toda a definição, pois todo o nome provém de uma categoria do pensamento
    • A afirmação do Eu como sujeito no qual as categorias existem, mas que existe apenas em si mesmo
    • A citação de Mestre Eckhart: “Um nada, um nada indizível: eu sou!”
    • O tema upanishádico de que o “vidente não é visto, o ouvinte não é ouvido, o pensador não é pensado”
    • A citação da “Brihadaranyaka-upanishad”: “Ele é o teu Eu, o imortal, o reitor interno”
    • A impossibilidade analítica de o sujeito puro cair sob uma “conhecimento”, decorrente da sua própria definição
    • A base da irredutibilidade do Eu ao ato que põe o ser lógico no facto de o pensante não poder ser pensado
  • A possessão do Eu em imanência absoluta como via de acesso superior ao conhecimento
    • A impossibilidade de “conhecer” o Eu ou dizer “o que” ele é
    • A possibilidade de, em contrapartida, possuí-lo, sê-lo, em absoluta imanência
    • A não conceituação do puro princípio do indivíduo como um mistério, um númeno ou um inconhecível
    • A sua caracterização como a evidência por excelência
    • A citação do antigo dito: “Como a escuridão não é escuridão por si mesma, mas pelo facto de não ser luz”
  • A distinção entre o Eu e a autoconsciência
    • A necessidade de não identificar o puro princípio com a autoconsciência, se entendida como mais que imanência absoluta
    • A conceituação, na filosofia transcendental, da autoconsciência como a forma genérica do objetivo
    • O desenvolvimento coerente no neo-hegelismo, como em Giovanni Gentile, da autoconsciência como mera reflexão dos conteúdos
    • A posição de que o Eu não “é” autoconsciência, mas a possui, segundo Max Stirner
    • A conceituação da autoconsciência como a exterioridade do Eu, a sua manifestação correlativa a uma ordem de qualificações
    • A visão da especulação tradicional do princípio primeiro da auto limitação na autoconsciência
    • A repetição do jogo da crítica racionalista, invertendo os relacionamentos, como em Friedrich Wilhelm Joseph Schelling
    • A conceituação schellinguiana da autoconsciência como uma lanterna que deixa atrás de si a mais densa escuridão
    • A necessidade de banir as entidades abstratas e penetrar no ser puro e central
    • O medo usual deste passo, referido por Arthur Schopenhauer como um recuar diante de uma angustiante escuridão
  • A impossibilidade de chegar ao ponto da imanência se não for posto desde o princípio
    • A possibilidade de deduzir, por abstração, uma “autoconsciência em geral” a partir do Eu inominável
    • A absurdidade da passagem inversa, da autoconsciência para o Eu
    • A consequente última instância como um mundo de aparências apolínicas, no sentido de Friedrich Nietzsche
    • O desprendimento deste mundo do substrato profundo, intensivo e irracional da realidade
  • A interpretação racionalista do “cogito” como a fórmula da não centralidade
    • A expressão do sentido de que o Eu não é si mesmo, mas pensamento de si
    • A não possessão de si, mas a apreensão de si como imagem, representação
    • A referência a Carlo Michelstaedter para a compreensão desta interpretação como via para a corrupção
    • A identificação, na base da filosofia crítica moderna, da certeza com a existência lógica
    • A mútua tomada do sistema da razão pelo absoluto ser, como em Immanuel Kant
    • A coincidência do sujeito, nessa via, com o processo do fazer-se do saber, como em Louis Weber
    • A significação da imanência como condicionar as coisas através do “pensamento em geral”
    • O progresso desta filosofia, desde René Descartes, como uma progressiva negação do princípio do Eu
    • A construção da pior das transcendências
    • A condição da possibilidade do saber objetivo como a translação para o “Eu penso” kantiano
  • A distinção necessária para a saída de um mundo de formas vazias
    • A admissão de que algo existe para além do pensamento e do ser que lhe é próprio
    • A conversão, para a filosofia que identifica o Eu com o pensamento, deste “além” em algo transcendente
    • As aporias evidentes resultantes desta conversão, como no caso do númeno kantiano
    • A identificação, na presente doutrina, do Eu com este “além” do pensamento
    • A conceituação do Eu como o imanente absoluto, a evidência mais próxima
    • A exorcização do fantasma da “coisa em si”
    • A conceituação do pensamento como transcendente, quando hipostasiado num pensamento universal
    • A possibilidade de manter a distinção requerida por toda a filosofia do real e o ponto de vista crítico da imanência
  • A admissão forçada, nas filosofias transcendentais, de determinações a priori inexplicadas
    • A base da possibilidade das suas várias deduções em certas determinações que assumem de facto
    • A repressão de qualquer veleidade de explicação sobre a sua génese, dado o círculo vicioso implicado
    • A explicação do ser, causalidade, espaço, tempo, etc., como categorias, na sua própria existência
    • A citação de Louis Weber sobre o conceito deixado inexplorado e usado como uma categoria irredutível
    • A citação sobre os resultados obtidos pelo método dedutivo, abstraindo do dado, exceto as categorias fundamentais
    • A citação sobre a impossibilidade de explicar a origem da noção de causa
    • A citação sobre a identidade do ser com a ideia, e a ciência como o único dado irredutível
    • A referência a Louis Weber como aquele que pensou coerentemente a premissa do racionalismo
    • A questão da compreensibilidade superior da presença transcendental de uma categoria face a um fenômeno natural
    • A pertença do empirismo e do racionalismo, “mutatis mutandis”, a um mesmo nível da consciência
    • A resolução da consciência do Eu, neste plano, na luz do espetáculo das coisas, isto é, no fenomenismo
    • A admissão coerente por Louis Weber de que o sistema do saber se explica absolutamente em si e por si
    • A conclusão legítima de que tal processo não é senão uma espécie de sonho incompreensível
  • A ilusão inerente aos sistemas idealistas que parecem pressupor apenas o “Eu”
    • A conceituação do Eu nesses sistemas não como princípio, mas como a ideia do Eu
    • A observação de Henri Bergson, no caso de Johann Gottlieb Fichte, sobre a condensação do que se queria deduzir
    • A citação de Jules Lagneau sobre o elemento pretensamente originário sendo uma ideia composta
    • A colocação, como verdade evidente em si mesma, da proposição “o espírito é”
    • A transferência imediata e ilegítima dessa evidência para uma determinação não evidente em si
    • O exemplo da determinação do ser do espírito como alienar-se de si e realizar-se como autoconsciência
    • A percepção de que se dá muito mais e, simultaneamente, muito menos do que a simples potência do subjetivo
    • A assunção de uma determinação segundo uma lei não compreendida analiticamente no conceito daquela potência
    • A falta de fundamento, em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, para a “longa via” da fenomenologia e para as suas estações específicas
    • A não percepção destes paralogismos pela hipostasia do modo habitual do pensamento humano
    • A consumação coerente dos resíduos ontológicos do hegelismo numa pura “teoria da mentalidade”
    • A revelação, nesta teoria, da aceitação passiva de uma natureza, a da mentalidade humana
    • A referência a Johann Gottlieb Fichte sobre as “leis naturais da natureza racional”
    • A ocultação de um mistério na “lei immanente do pensamento” e no “dialetismo do Espírito”
  • A refutação do argumento da contradição em pedir uma explicação da natureza racional
    • A validade deste argumento apenas num certo plano, dado o atitude interior que define o racionalismo
    • A impossibilidade, com a forma cognitiva como instância extrema, de uma dedução do conhecer
    • A abertura deste círculo fechado pela ação
    • A imagem de Henri Bergson sobre o aprender a nadar, que não pode começar sem já saber nadar
    • A comparação deste raciocínio paralisante com o auto bloqueio do racionalismo
    • A citação de Henri Bergson: “É um nó que não deve ser desatado, mas cortado”
  • O esquema de Jules Lagneau para as fases do desenvolvimento filosófico e a sua utilização
    • A primeira fase da “razão pura” submetendo-se a si mesma, espontaneamente em ato, como na antiga metafísica
    • A nota sobre a justificação das metafísicas antigas em função de conteúdos supra racionais e tradicionais
    • A segunda fase da filosofia crítica, da autoconsciência das formas, sem a sua compreensão livre e ativa
    • A terceira fase do “idealismo moral” ou “racionalismo ético”
    • A ideia de uma metafísica em que a razão pura objetiva se explique mediante a razão prática subjetiva
    • A explicação da própria razão pura e do conjunto das suas formas a partir deste centro
    • A afranquiação da razão pura, mostrando a irrealidade em si dos seus produtos objetivos e formas transcendentais
    • A condição primeira deste superamento: a realização do puro princípio do individual
  • A crítica à filosofia do irracional, da “Vida” e da intuição
    • A inadequação desta corrente à exigência de fundo de que nasce o problema do valor
    • A não confusão do puro princípio do individual com o fundo último da realidade suposto por tais conceções
  • A análise da visão de Arthur Schopenhauer como exemplo paradigmático
    • A concepção do “mundo como vontade” para além do “mundo como representação”
    • A possibilidade de uma conhecimento direto e essencial do próprio ser, do in-sí
    • A revelação da vontade, propriamente a “vontade de viver”, como o lado interno do corpo
    • A extensão por analogia a uma vontade cósmica como essência universal
    • A crítica ao método como um desvio, e não uma integração, da filosofia transcendental da imanência
    • O desprendimento do mundo das categorias do mundo da vontade em Schopenhauer
    • A não conceituação da vontade como raiz do Eu transcendental ou do “eu penso” kantiano
    • A referência à negação schopenhaueriana da apercepção do sujeito puro
    • A referência da experiência schopenhaueriana ao mundo orgânico da corporeidade
    • A ausência de um lugar para o sentido central do Eu na concepção schopenhaueriana
    • A redução da individualidade a um fragmento da geral vontade de viver
    • A manutenção do tema illusionista do Eu-fenômeno kantiano
    • A localização do encontrado no voltar-se para si mesmo como estando abaixo, e não além, da pessoa
    • A equivocidade do termo “vontade” em Schopenhauer, devendo antes usar-se “ânsia”, “instinto”, “desejo”
    • A desconexão deste elemento tanto do puro princípio do Eu quanto da vontade normal
    • A sua afirmação como a cedência e a falha da vontade verdadeira
  • A extensão da crítica a outras entidades postas em primeiro plano pelas filosofias anti-intelectualistas
    • A interpretação transcendental dessas entidades como hipóstases do termo “A” da fórmula no plano da pura existência de facto
    • A sugestão mais próxima para o género do ato da experiência, nesse nível, dada pelo que os irracionalistas entendem por “Vida”
    • A revelação por essas filosofias do subsolo do mundo condicionado, próximo de um momento afetivo
    • A traição do princípio da imanência pela substantivação deste elemento como uma força universal objetiva
  • A necessidade de criar distância em relação a estas correntes
    • A ausência, na compulsão da “Vida” e do “élan vital” bergsoniano, do Eu ou de caráter de Eu
    • A não localização, nisso, do ponto do infinito e do incondicionado transcendental
    • A proveniência da sua realidade da determinação e do ato no signo de uma extroversão
    • A impossibilidade de possessão do próprio princípio neste plano
    • A oposição fundamental entre o ato em que o possível é idêntico ao real e o ato em que o real é contingente
    • A conceituação do rapport entre o plano da “Vida” e o plano do Eu nestes termos
    • A esfera “vital” como um bloqueio, e não uma passagem, para o verdadeiro princípio transcendental
    • O único aporte positivo desta corrente: a indicação do sentido do facticidade transcendental
  • A crítica específica à filosofia da intuição de Henri Bergson
    • A conceituação correta da intuição como a mediação na forma da imediatez
    • O seu correlativo gnoseológico como o grau mais elementar do dado existencial, não resolvido
    • A referência do dado resolvido à “intuitio intellectualis” da filosofia medieval
    • A expressão do método irracionalista como uma regressão do elemento intelectual no elemento sensível
    • A conceituação bergsoniana da “duração” como expressão do dissolver-se do centro do Eu
    • A associação, por alguns representantes, da “Vida” ao inconsciente ou subconsciente
    • A comparação com o elemento “sensação” em Gottfried Wilhelm Leibniz, o diferencial indistinto da perceção
    • A direção do intuicionismo moderno para este elemento sub racional de intensidade exacerbada
    • A confusão da sua imediatez confusa com a transparência própria ao valor e ao significado
    • A comparação, em termos de tradições helênicas, com o caminho para os “inferos”
  • A referência à “filosofia da existência” (Existenzialphilosophie) e a sua relação com a presente doutrina
    • A nota do autor sobre a adição destas considerações na segunda edição e a sua anterior desconexão desta filosofia
    • A aproximação do conceito de “existência” ao dado elementar da consciência empírica
    • A conceituação da existência humana como a unidade e a implicação da relação a si e da relação a outro
    • A sua dupla qualidade de presença física individual no mundo e presença metafísica do ser no Eu
    • A formulação em Søren Kierkegaard como o encontro irracional e real de dois mundos que se excluem e implicam
    • A conceituação do relacionamento “existencial” como a dúvida de si implicando a dúvida do ser, e vice-versa
    • A expressão por Gabriel Marcel do ato e presença de um sendo também o ato e presença do outro
    • O relevo dado ao princípio da implicação do positivo no negativo
    • A indicação por Karl Jaspers da situação dialética em que o próprio insucesso fala da possessão
    • A formulação do princípio do estar já presente na pesquisa aquilo que é procurado
    • A referência ao dito místico: “Não me procurarias se não me tivesses já em ti”
    • O uso por Jean-Paul Sartre da noção de funcionalidade e “utilidade” para potenciar uma visão análoga
    • A reprodução e reforço das ideias da seção anterior pela filosofia existencialista
    • A divergência relevante devido à atitude de não centralidade prevalecente no existencialismo
    • A recepção, existencialisticamente, do transcendente, do positivo e do incondicionado como o outro em relação ao Eu
    • A afirmação por Karl Jaspers de um estado de “infinita dependência” face à transcendência
    • O prejuízo da coexistência de duas direções, duas possibilidades, dois atitudes
    • A interrogação sobre a possibilidade de considerar o outro de mim como sendo antes tudo o que é finito
    • A conceituação da situação de paradoxo como instável, de transição, postulando uma escolha
    • A impossibilidade da sua hipostasia em uma estrutura ontológica definitiva
    • A demonstração pela diferenciação da corrente existencialista em um ramo transcendentalista e outro imanentista
    • A aparência de ambos os ramos como perspectivas parciais face à teoria do Indivíduo absoluto
  • A pressuposição da penetração no puro princípio do individual e as suas consequências
    • A atualização da antítese e do elemento problemático latentes na existência comum
    • A suscetibilidade do que é pura potência de assumir notas dadas, face ao “outro” excitado por este movimento
    • O carácter relativo destas notas, procedente da natureza dual da consciência empírica
    • A não redução imediata destas notas a meras determinações lógicas
  • A conjuntura própria a uma filosofia transcendental que seja simultaneamente um sistema de experiência
    • A condução da dedução lógica a posições cuja necessidade indica a direção de possíveis atos internos
    • A libertação dos conteúdos ideais correspondentes da mediação, quando estes atos ocorrem
    • A assunção pelas notas lógicas de um mero valor simbólico, como sinais evocadores de uma experiência
  • Os pontos principais para a definição transcendental do subjetivo na sua contraposição ao “outro”
    • A definição do subjetivo como o ponto do eterno presente, face à temporalidade do outro
    • A justificação transcendental pela possibilidade da experiência de um tempo postular um ponto livre do devir
    • A posição do subjetivo como o imutável ou permanente, face à alteração e à sucessão do diverso
    • A definição da simplicidade ou imaterialidade como correlativo transcendental da experiência do espaço
    • A pressuposição, para a síntese do muito espacial, do uno metaspacial e imaterial
    • A nota da unicidade do subjetivo, como presença de si a si sem um segundo, inconvertível
    • A sua caracterização como o “isto” absoluto que é também o “não-isto”
    • A referência à condição genérica de identidade-diferença da relação para a sua compreensão
    • A consideração da nota de incoercibilidade como aspecto especial da simplicidade
    • A impenetrabilidade e incoercibilidade do simples, expressa pela própria palavra “indivíduo”
    • A nota fundamental da possibilidade indeterminada da pura potência do Eu
    • O condicionamento do ingresso na esfera do Eu por um assenso
    • A capacidade do Eu de assumir, em princípio, toda a forma, mantendo-se igual a si mesmo
    • A definição deste aspecto face ao momento da necessidade e da inconvertibilidade no objetivo
    • A promessa de um desenvolvimento adequado deste ponto no seu justo lugar
  • A conclusão sobre o significado destas determinações lógicas para o Eu
    • O seu encerramento do Eu que reflete num círculo
    • A indicação do que o Eu é de direito e, portanto, do que é obrigado a assumir
    • A comparação com a indicação do trono ao qual é destinado, sem escapatória nem desculpa
    • A possibilidade do não reconhecimento pela consciência comum, como referiu Johann Gottlieb Fichte
    • A possível associação a uma transposição dos atributos divinos
    • A citação de Johannes Tauler: “Procurei-Te por toda a parte e não Te encontrei: porque Tu estavas dentro e eu fora”
    • A referência às mesmas expressões em Santo Agostinho
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