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MACHADO

EVOLA, Julius. Symboles et “mythes” de la Tradition Occidentale. Milano: Archè, 1980.

  • Afirma-se que, no mundo das origens, onde faltam testemunhos ditos positivos ou onde estes se mostram ambíguos, o símbolo e o mito podem oferecer um fio condutor mais profundo do que superficial para a investigação das tradições.
    • O racismo alemão admitiu tal princípio ao complementar pesquisas antropológicas e biológicas com uma espiritualidade e uma visão de mundo.
    • Essa orientação foi aplicada à história das religiões, à mitologia comparada, às tradições primordiais e às sagas.
    • Na Itália, esse campo permaneceu quase inexplorado.
    • A antiga península itálica, marcada por influências diversas e por ausência de paralelismo rigoroso entre pureza étnica e pureza tradicional, oferece terreno propício para investigação simbólica tratada como documento.
  • Sustenta-se que o estudo simbólico exige qualificação específica e discernimento, pois símbolos e mitos podem transitar entre raças e civilizações, alterando função e significado.
    • Assim como a língua, o símbolo pode mudar de suporte e sentido.
    • Impõe-se capacidade de orientação para integrar os dados sólidos de ordem tradicional.
    • A investigação deve distinguir significações originárias de apropriações posteriores.
  • Define-se como ponto de partida o exame de símbolos presentes no mundo itálico e romano que testemunham a existência de uma tradição de origem nórdico-ariana ou hiperbórea.
    • Prefere-se o termo hiperbóreo para evitar interpretações pangermanistas.
    • O termo refere-se a uma matriz primordial comum às civilizações arianas.
    • As raças nórdico-germânicas são consideradas apenas uma ramificação.
    • As civilizações da Índia antiga, do Irã, da primeira Hélade e de Roma reivindicam origem idêntica ou dignidade equivalente.
  • Delimita-se o conjunto de símbolos a examinar — Machado, Lobo, Cisne, Águia e Cruz radiada — mediante método comparativo aplicado ao ciclo das civilizações e mitos arianos.
    • Cada tradição ariana esclarece, confirma ou integra as demais.
    • A investigação busca a significação mais pura e profunda dos símbolos.
  • Restringe-se a análise presente ao Machado, considerado símbolo característico da tradição hiperbórea primordial e atestado desde a pré-história.
    • Paulsen mapeou sua ampla difusão na Europa pré-histórica.
    • O tipo mais antigo é o machado sideral, feito de sílex ou ferro meteórico, substância caída do céu.
    • Seu uso era ritual e sagrado.
    • Relaciona-se ao simbolismo das pedras divinas, do Umbigo de Delfos, da pedra do destino das tradições britânicas, dos escudos sagrados confeccionados com pedras caídas do céu na Roma antiga como penhor do império, e do Graal referido por Wolfram von Eschenbach como pedra caída do céu.
  • Afirma-se que, no caso do Machado, o simbolismo das pedras celestes assume significado específico ligado à tradição heroica e sagrada.
    • As pedras meteóricas simbolizam a força celeste do raio, origem da expressão pedra de raio.
    • O machado sideral partilha dessa potência que fende e destrói.
    • Tal sentido fundamenta sua presença nas tradições arianas e nórdico-arianas até Roma e a época dos Vikings.
  • Na concepção ariana da guerra, o elemento material é inseparável do espiritual, refletindo conflito metafísico entre potências olímpicas e luminosas e forças obscuras da matéria e do caos.
    • O Machado é arma celeste empunhada pelo guerreiro ou pelo sacerdote.
    • Em Fossum, na Suécia, figuras com machado associam-se a símbolos solares.
    • Vestígios da civilização franco-cantábrica da Madeleine ou de Cro-Magnon, dita civilização do rena, estendem-se até a região ligur.
    • Na civilização itálico-ligur, o machado aparece com símbolos hiperbóreos como o cisne e a cruz radiada.
    • Franz Altheim demonstrou correspondências entre Val Camonica e vestígios suecos, sugerindo paralelos com a civilização dórica e a formação de Roma e Esparta.
  • A significação espiritual do machado sideral reaparece no culto nórdico-ariano de Thor, cujo atributo é o machado ou o martelo de duas cabeças.
    • Ambas as armas simbolizam a potência do raio.
    • O martelo duplo aproxima-se formalmente do machado bipene de dois gumes.
    • Thor combate forças elementares que tentam apoderar-se do Sol e da Lua.
    • O obscurecimento do divino, interpretado como fim trágico de um ciclo hiperbóreo, aparece no mito como luta escatológica.
  • Até a época dos Vikings, Thor permanece deus guerreiro, e o Machado simboliza transmissão de virtudes divinas à realeza nórdica.
    • Reis dinamarqueses e suecos utilizam o Machado como emblema dinástico.
    • O símbolo aparece nos estandartes de Sven da Dinamarca na conquista da Inglaterra e nas armas reais da Noruega.
    • Na cristianização, o culto de São Olaf conserva traços de Thor.
    • São Olaf torna-se rei eterno da Noruega, e soberanos posteriores governam sob seu nome.
  • A ligação entre poder supremo e consagração transcendental pelo signo do Machado manifesta-se também na Itália e em Roma.
    • Entre os Ligures, o Machado associa-se à realeza.
    • Em Roma, integra o símbolo dos lictores como emblema de poder e direito.
    • Sua significação primordial é sagrada, anterior à interpretação meramente jurídica e política.
  • Confirmações adicionais provêm de outras tradições arianas, como a indo-ariana de Paraçu-Rama, Rama do Machado.
    • Com o machado bipene, extermina os mlecchas, raça titânica e guerreira degradada que tentou usurpar a autoridade espiritual.
    • No ciclo mediterrâneo, Zeus de Labraunda empunha a dupla Hache associada ao raio.
    • Zeus utiliza o raio contra Titãs e Gigantes na tentativa de tomar o Olimpo.
    • O Machado figura em empreendimentos guerreiros e ritos sacrificiais, mas perde sentido sagrado quando o conceito de sagrado se identifica ao de santo.
  • No mundo pélasgico pré-ariano, o Machado surge quebrado nos cultos mais antigos, indicando inversão de significado.
    • A civilização pélasgique pertence ao ciclo mediterrâneo pré-helênico dominado por figura feminina divina.
    • Zeus aparece como divindade sujeita à morte, com túmulo mostrado na Creta.
    • Misturam-se cultos aquáticos, ígneos subterrâneos, vegetais e práticas de êxtase desordenado associadas a influências semítico-asiáticas.
  • No ciclo mediterrâneo pré-ariano, o Machado é associado a divindades femininas e às Amazonas, representando tentativa simbólica de suplantar a tradição heroica solar e celeste.
    • As Amazonas figuram como expressão mítica de espiritualidade feminina insurgente.
    • Hércules, herói das estirpes dórico-arianas, combate as Amazonas.
    • Entre os troféus retomados figura o Machado, símbolo hiperbóreo usurpado.
  • Conflitos análogos manifestam-se na história itálica e romana como lutas entre forças espirituais e raciais divergentes.
    • A civilização etrusca é situada no ciclo mediterrâneo-oriental pré-ariano.
    • Roma incorpora o Machado etrusco no emblema dos lictores.
    • A grandeza romana resulta de esforço de purificação e superação de elementos não-arianos.
    • Machado, Loba, Águia e Cruz radiada reaparecem como sinais do mistério hiperbóreo na Roma imperial.
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