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PSICANÁLISE
Máscara e Rosto do espiritualismo contemporâneo
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A psicanálise como superação potencial da atitude do espiritismo e da pesquisa psíquica
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A possibilidade da psicanálise, enquanto impulso geral, proporcionar a primeira superação da atitude própria do espiritismo e da pesquisa psíquica.
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O princípio desta disciplina de não se limitar à verificação ou provocação de fenômenos psíquicos, mas antes proceder em profundidade para explorar a zona subterrânea da alma e as forças que nela habitam e atuam.
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A formação original da psicanálise no estudo das neuroses, do histerismo e de outros distúrbios psíquicos, como um novo ramo da psicoterapia moderna.
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A rápida transcendência deste campo especializado, com a generalização abusiva das concepções psicanalíticas para incluir o homem e a vida da alma em geral, trespassando para domínios alheios à medicina e à psicopatologia.
A caracterização da psicanálise como um delírio de interpretação e a sua metodologia aberrante-
A aplicação abusiva de hipóteses e princípios formados em relação a casos patológicos a fenômenos culturais, sociais, morais, artísticos, religiosos, mitológicos, sociológicos e políticos.
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A consideração destas hipóteses e princípios como tão obsessivos quanto os complexos que procuram descobrir sob a consciência vigil ordinária dos neuróticos.
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A condução da psicanálise a interpretações aberrantes e contaminantes de uma quantidade de fenômenos, que são remetidos às águas baixas do inconsciente.
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A caracterização desta abordagem como um delírio de interpretação, no sentido psiquiátrico de mania ou obsessão, por supor e descobrir em toda parte um fundo turvo e obscuro.
O interesse crítico na psicanálise como fenômeno antropológico e cultural e os seus perigos análogos ao neo-espiritualismo-
O desinteresse pelo campo terapêutico e o foco no campo antropológico, isto é, na teoria psicanalítica do homem e na psicanálise como fenômeno cultural.
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O interesse no que o clima da psicanálise, as suas sugestões e a sua ética podem provocar, de modo análogo aos perigos do neo-espiritualismo.
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A orientação principal pela escola ortodoxa de Sigmund Freud e a consideração secundária das visões de Adler, Jung e Reich.
O contexto moderno da descoberta do inconsciente e a sua hipóstase como entidade dualista-
O reconhecimento de que a psicanálise não foi a primeira a descobrir o inconsciente, sendo esta ideia já conhecida na psicologia moderna e nas doutrinas tradicionais antigas.
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O caráter polêmico da descoberta moderna do subconsciente, voltado contra o intelectualismo da época precedente.
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A tendência para hipostasiar o subconsciente, concebendo-o como uma entidade distinta e criando um genuíno dualismo no ser humano, especialmente quando se fala de inconsciente em vez de subconsciente ou pré-consciente.
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A inversão da relação hierárquica entre os dois princípios, exasperando a fratura em vez de a recompor, como propunham os textos medievais com o símbolo da espada partida que deve ser reforjada.
Os princípios fundamentais da doutrina freudiana: o id como força motriz e a libido como raiz do inconsciente-
A localização no inconsciente da principal força motriz da psique em termos mecanicistas e deterministas, com impulsos e complexos possuindo uma carga fatal que deve descarregar.
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A definição do inconsciente como id e a oposição fundamental entre o ego (das Ich) e o id.
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A inversão de valores lexicalmente verificável, onde o id é o sujeito agente e o ego se torna o objeto sobre o qual se age.
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A concepção das relações entre o id e o ego como relações de pura causalidade, semelhantes a uma coação física.
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A caracterização da libido, o impulso para o prazer que se manifesta principalmente no prazer sexual, como a raiz fundamental do inconsciente.
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O desenvolvimento da mitologia dos complexos, como o complexo de Édipo, através de uma interpretação mais ou menos fantasiosa, sempre na chave sexual, da vida infantil ou dos costumes dos selvagens.
A negação freudiana do eu soberano e a sua substituição pelo superego-
A desautorização, no homem, da presença e do poder de qualquer centro espiritual soberano, isto é, do eu como tal.
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A consideração do eu, enquanto princípio capaz de reconhecer valores verdadeiros e dar normas autônomas, como uma ilusão, possivelmente produzida por algum complexo.
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A substituição do verdadeiro eu por um fantoche conformista e histérico, o superego, definido pela introjeção de todas as proibições, tabus e limitações do ambiente.
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A possível participação de um complexo, como o complexo de Narciso ou autista, derivado da fase do erotismo infantil, na construção deste superego.
Os mecanismos de descarga do inconsciente: sublimação, repressão e neurose-
A necessidade de descarga da carga do inconsciente, restando como única escolha guiar os impulsos correspondentes para evitar consequências indesejáveis.
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A oferta de um modus vivendi através da satisfação transposta e variada desta carga inconsciente, no processo de transposição ou sublimação.
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A realização da maior parte destes processos de substituição no inconsciente, sem o conhecimento do indivíduo.
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A repressão dos impulsos, que os faz entrar no inconsciente, barricando-se nele, enriquecendo-o com novos complexos ou despertando outros latentes.
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A intoxicação da vida consciente por graus variados de neuroses, podendo intervir o princípio de nirvana como evasão de tensões intoleráveis.
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A satisfação dos impulsos do subterrâneo psíquico nos momentos em que as faculdades de controlo e censura do ego estão reduzidas, como nas experiências dos sonhos.
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A intervenção ativa dos impulsos para provocar a exclusão da consciência ou da memória, ou mesmo distúrbios psico-físicos.
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A possibilidade oferecida pelos estados de loucura, onde o indivíduo perde a angústia social e o sentido de responsabilidade, permitindo o irromper dos impulsos reprimidos.
A psicanálise de Adler e o complexo de inferioridade-
A tomada de um ponto de referência diferente por Adler, o Geltungstrieb, ou impulso do indivíduo para ter valor e afirmar-se.
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O nascimento do famoso complexo de inferioridade quando o indivíduo é impedido pelas condições do ambiente, pela sua situação ou pela sua fraqueza.
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O recurso à supercompensação, isto é, a afirmações transpostas e histerias vicárias do mesmo impulso, para esconder o próprio impulso de si mesmo e evitar agir.
A crítica ao pansexualismo freudiano e a redução da existência à chave sexual-
A acusação de pansexualismo contra Freud devido à caracterização da libido como raiz fundamental do inconsciente.
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A tentativa de Freud de se exonerar, definindo a libido como a energia dos instintos relacionados com tudo o que pode ser compreendido sob a palavra amor, incluindo o amor dos poetas e o apego a objetos ou ideias abstratas.
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A insistência de Freud em que todas estas tendências são expressão das mesmas atividades instintivas, que nas relações entre sexos forçam o caminho para a união sexual, mas noutras circunstâncias são desviadas desse objetivo.
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A resolução essencial da psicanálise numa interpretação geral da existência individual e coletiva na chave sexual, refletindo a pandemia do sexo da época contemporânea.
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A suspeita de que a psicanálise só poderia ter emergido na mente de uma pessoa para quem o sexo constituía uma verdadeira monomania.
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A afirmação decisiva de que a oposição à doutrina não significa que os psicanalistas tenham acertado no ponto, mas sim o contrário.
A dimensão transcendente do sexo ignorada pelo freudismo-
O reconhecimento do grande papel que o sexo desempenha na existência humana, mas a necessidade de estabelecer limites para evitar interpretações sexuais absurdas e contaminantes.
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A focalização de Freud apenas nos aspectos mais baixos, obscuros e sujos do sexo, no quadro de uma espécie de demonização do sexo e da libido.
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A existência de outra dimensão do sexo, a de uma possível transcendência, reconhecida explicitamente em múltiplas tradições que atribuíram possibilidades sacras, místico-extáticas e mágicas ao sexo.
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A consideração das formas mais turvas do sexo como uma degradação involutiva desse impulso superior.
A tentativa de ampliação de Reich e a persistência da qualidade inferior do sexo-
A tentativa de Wilhelm Reich de alargar os horizontes, elevando o sexo da abjeção da análise de casos freudianos e trazendo-o de volta a uma energia de caráter quase cósmico, a energia orgone ou orgástica.
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A aplicação da teoria psicanalítica do bloqueio a esta energia, falando de repressões e da armadura patogênica usada pelo ego para se proteger dela.
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A persistência da qualidade inferior da sexualidade concebida em sentido freudiano neste alargamento, que é mais quantitativo e intensivo do que qualitativo.
O reconhecimento parcial de um ensino tradicional sobre o desejo como raiz da vida natural-
A potencial vantagem da atribuição de um caráter generalizado à libido, permitindo o retorno a um ensino tradicional fundamental sobre a ideia de que o desejo ou anseio é a raiz da vida natural como tal.
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A necessidade de se transportar para um plano metafísico, considerando a alteração profunda em que o espírito deixa de ser si mesmo, mas se perde no gozo de si e em identificações ansiadas, como o princípio e a força primária que leva ao mundo condicionado.
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O reconhecimento de uma força elementar, um id, que atua na própria consciência das coisas, em qualquer experiência do mundo externo, onde bhoga constitui a tela na qual a experiência humana se forma.
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A redescoberta dos vestígios do mesmo ensino na ideia cristã de pecado original ou cupiditas.
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A conclusão de que o freudismo, com a pansexualidade, toma a parte pelo todo, o derivado pelo originante.
O Todestrieb ou impulso para a morte e as suas interpretações-
O reconhecimento posterior por Freud de um Todestrieb, um impulso para a morte, refletindo uma tendência geral do orgânico para regressar à êxtase do mundo inorgânico, ou mais genericamente, um impulso para a destruição.
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A utilização do princípio da morte para explicar os fenômenos de sadismo e masoquismo.
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A afirmação por certos psicanalistas de que o segundo impulso deriva do primeiro, sendo a repressão do impulso de prazer que dá lugar neuroticamente ao impulso destrutivo.
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As generalizações mais amplas, relacionando a agressividade com descargas impostas pelo impulso de prazer quando este é reprimido.
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As aplicações tipológicas, sociológicas e sociopolíticas desta ideia, interpretando as tendências para a autoridade, o comando e o domínio como manifestação sádica, e as tendências para obedecer, seguir e sacrificar-se como manifestação masoquista.
A ambivalência da libido e a sua relação com a morte nas tradições superiores-
A possibilidade de o Todestrieb constituir um passo em frente para uma erotologia mais profunda, se não for desacoplado do impulso de prazer e for visto a atuar em conjunto com ele.
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A verdade profunda de que toda a libido sexual, todo o desejo ansiado, já em si é ambivalente, contendo também uma carga destrutiva e mortal inconsciente.
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A compreensão desta ambivalência num sentido diferente da tendência para a destruição e para uma estase análoga à do mundo inorgânico.
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A existência, em toda a volúpia suficientemente intensa, de uma volúpia de autodestruição e de destruição.
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A referência a ensinamentos de ordem superior, onde Vênus como Libitina, Priapo, o dionisismo e as divindades orientais Kama, Mara e Durga são simultaneamente divindades do desejo e da morte.
O valor potencial de alerta da crítica psicanalítica e os seus dois caminhos de abdicação-
O reconhecimento de que vários aspectos aparentemente iconoclásticos da crítica freudiana da realidade poderiam ter alguma justificação, se perdessem a sua tendenciosidade inconsciente.
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A consideração do primeiro passo para um desenvolvimento verdadeiramente espiritual como a tomada de consciência da não-espiritualidade de muitas coisas tidas como espirituais pelos homens.
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A aplicação eminente deste princípio ao quadro de uma civilização de tipo inteiramente humano, como a moderna, onde muitos valores são explicáveis com base numa dedução do género psicanalítico.
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A explosão de todas estas superestruturas pseudoespirituais como um princípio para quem é firme na sua vontade absoluta de superação.
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A incapacidade da psicanálise, tal como a mediunidade, de oferecer meios de defesa ou método de controle eficaz após abrir a porta das coisas inferiores.
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A redução dos caminhos possíveis para o homem moderno a dois: o regresso consciente ao compromisso das transposições e sublimações, ou o recrutamento dos impulsos da libido e do id para a sua satisfação direta.
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A caracterização de ambos os caminhos como uma abdicação.
A escola de Jung e a mistificação da integração com o inconsciente-
A consideração de C. G. Jung como o espiritualista entre os psicanalistas, com uma moralidade pintada com tons espiritualistas.
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A moralidade de Jung de que o ego deve chegar a um acordo com o id, e o homem com o seu inconsciente, através de uma harmonização e um estreitamento do limite entre um e outro.
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A impossibilidade de se falar de uma superação deste limite, pois o pressuposto é que o outro é um inconsciente, e não um subconsciente.
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A essência do processo de individuação de Jung no mysterium conjunctionis, a união entre o consciente e o inconsciente.
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O caráter coativo desta união para Jung, pressionada pela força vingativa de um arquétipo, de um id, com o consciente tendo um papel passivo.
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A caracterização do verdadeiro sentido do mistério psicanalítico do sacrifício e da rendição como um método para a possessão, obtido através do desfazer de toda a tensão moral.
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A confusão do sentido de libertação e satisfação dado a este détente com o sentido de uma consciência desapegada e de uma existência mais bela e profunda.
A técnica psicanalítica e a sua oposição à integração da personalidade-
A movimentação da técnica psicanalítica ao longo das mesmas linhas da prática da mediunidade, consistindo em remover o censor e as inibições inconscientes e semiconscientes.
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A redução de tudo, no que diz respeito ao sujeito, à prática de uma faculdade de détente e de regressão, condição oposta à da integração da personalidade.
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A técnica do transferência e o papel do psicanalista como um movimento adicional contra esta integração, com o ego a abandonar-se a outra pessoa.
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A condução a situações equívocas e patológicas no relacionamento entre psicanalista e psicanalisado.
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A identificação dos vários impulsos feita essencialmente pelo psicanalista através de um procedimento indutivo e hermenêutico, sempre hipotético, e a potencial influência da sugestão neste processo.
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A exclusão a priori da consciência direta quando se considera o id como uma inconsciência.
O caminho para a integração da personalidade e a exploração do genuíno subconsciente-
O primeiro passo no caminho da integração da personalidade como o ter um sentido do outro que o ego transporta no seu seio, separando-se dele.
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A dissolução, tanto quanto possível, dos amálgamas que o deseja estabeleceu entre aquele que experimenta e o material da sua experiência.
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A possibilidade de, ao desprender-se, se encontrar o si mesmo, por assim dizer, diante de si.
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A tomada de consciência, através da investigação psicanalítica, de dois tipos de inconsciente: os dinamismos ativos do id e um inconsciente que atua de forma sutil e inteligente no tecido da própria consciência vigil.
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A tendência, numa disciplina de verdadeira superação, para um refinamento da percepção direta que permite surpreender as ações sutis e infraconscientes que determinam certos processos, juízos e resoluções da consciência vigil.
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A possibilidade, numa fase subsequente, de alcançar, através de uma visão direta, a emanação extraindividual de tais ações.
A concepção tradicional do subconsciente como barreira a superar e o estado de ser sobrenatural-
A concepção tradicional do inconsciente como tendo o caráter de uma barreira, com a qual só se deve contactar para a atravessar, conquistar e superar.
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A expressão simbólica deste processo no mito do herói que desce ao mundo inferior, confronta a serpente ou o dragão e obtém uma vitória que traz um renascimento ou a posse da água da vida.
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A compreensão desta ação como uma ação transcendental sobre a força que põe e mantém a consciência sob a condição de um corpo animal, visando reintegrar a pessoa no estado de ser.
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A identificação deste estado de ser como o verdadeiro sobrenatural, o estado metafísico, cujo contato reestabelecido é o despertar.
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A abertura do caminho para a resolução e eliminação daquilo que os psicólogos modernos conceberam erroneamente como um princípio em si.
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A correspondência das camadas ou graus do inconsciente com potências de graus da superconsciência e da integração da personalidade.
Os horizontes desconhecidos da psicanálise e o seu caráter de signo dos tempos-
A completa ignorância pela psicanálise destes horizontes da superconsciência e da personalidade no verdadeiro sentido.
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A redução da sua psicologia das profundezas a um roçar incerto da questão, que deforma o que toca, em vez de se desenvolver numa psicologia transcendental.
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A redução da sua moralidade, no melhor dos casos, a um misticismo do instinto e do irracional, e da sua visão da vida a um mero naturalismo.
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A limitação da psicanálise a levantar um alarme e a colocar um problema para o homem moderno, sem nada fazer para a formação da superconsciência que possa verdadeiramente resolvê-lo.
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A apresentação de um dos espetáculos mais lastimáveis ou mais preocupantes quando pressiona as suas fronteiras e pensa-se capaz de lançar luz sobre o primordial e o arcaico.
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A criação da psicanálise ortodoxa por um judeu e a percentagem excessivamente alta de judeus entre os psicanalistas, com a consequência que cada pessoa entender, dependendo do seu ponto de vista sobre a questão judaica.
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A existência, no fundo da psicanálise como fenômeno geral, de uma Schadenfreude, um prazer maligno em desmoralizar e contaminar, aplicado não só aos outros e ao mundo espiritual, mas também a si mesmo na visão geral da vida.
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A caracterização da psicanálise como o contrapartida do mito darwiniano, manifestando a mesma tendência, o mesmo prazer inconsciente em reduzir o superior ao inferior, o humano ao animal e ao primitivo-selvagem.
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A consideração da psicanálise como um símbolo, um signo dos tempos, cabendo ao homem ocidental provar amanhã se este mito psicanalista será verdadeiro ou falso.
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