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gordon:hermes-pedra
HERMES-PEDRA. OS HERMAI.
GORDON, Pierre. Le Mythe d’Hermès. Paris: Arma Artis, 1984.
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A identificação ontológica entre pedras e seres humanos fundamenta a prática iniciática de depositar seixos junto ao omphalos para a absorção contínua de emanações sobrenaturais.
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O depósito de pedras ou fragmentos de vegetais sagrados por passantes em locais sacrossantos deriva do costume de representar neófitos e iniciados por minerais.
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A proximidade com a pedra-omphalos permite que os indivíduos figurem como receptáculos da radiância eterna e do mana.
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Philocore relata que Cécrops, ao recensear a Ática no segundo milênio antes da era cristã, instruiu os habitantes a portarem pedras fundamentadas nessa identidade iniciática.
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O mito de Deucalion, ao criar homens a partir de pedras retiradas do corpo da Mãe iniciadora, reforça a santidade eminente do mineral como face de Deus.
O conceito de hermai manifesta-se sob a forma do amontoado sagrado ou da pedra erguida, representando respectivamente o grupo de iniciados e o princípio do iniciador transcendente.-
O hermaios lophos, ou monte de Hermes, simboliza a coletividade reunida em torno da fonte de energia vital, assemelhando-se a estruturas como o cairn celtante, tumuli e mounds.
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A pedra erguida e quadrangular personifica o iniciador e o suporte do universo dinâmico, irradiando o fluido vivificante para os quatro pontos cardinais.
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A divisão quadripartite do espaço e o simbolismo da cruz, observados também em contextos da Caldeia akkadiana, indicam que a vitalização emana de um ponto transcendente exterior ao mundo físico.
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