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CARÁTER MODERNO DO ESPIRITISMO
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A novidade do espiritismo não reside nos fenômenos, que são conhecidos desde sempre, mas sim na interpretação moderna que os espíritas lhes dão, a qual constitui a própria essência da doutrina, contradizendo a pretensão espírita de que sua crença seria tão antiga quanto o mundo.
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A reiteração de que os fenômenos, se reais, não poderiam ter esperado a época moderna para se manifestar, e que é a teoria que os explica que constitui propriamente o espiritismo.
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A necessidade de insistir nesse ponto devido à confusão reinante e ao fato de os próprios espíritos, com seu apego sentimental à crença, alimentarem a ilusão de uma antiguidade que fortaleceria sua doutrina, embora isso seja ilógico para quem professa a crença no progresso.
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A constatação de que a inteligência pouco participa da convicção espírita, de origem e essência sentimentais, o que explica as contradições e o apego a teorias consideradas consoladoras.
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A crença no progresso, elemento importante no espiritismo, e a ideia de reencarnação, seu principal dogma na França, são noções essencialmente modernas, tendo a reencarnação sido formulada por Lessing no fim do século XVIII e posteriormente adotada por socialistas franceses como Fourier e Pierre Leroux, de quem Allan Kardec a tomou, não tendo, portanto, qualquer relação com as antigas doutrinas da metempsicose ou transmigração.
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A datação recente da crença no progresso (segunda metade do século XVIII) como prova da modernidade do espiritismo.
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A identificação de Lessing como o primeiro formulador da ideia de reencarnação no fim do século XVIII, possivelmente por influência da maçonaria alemã e sociedades secretas.
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A transmissão dessa ideia aos socialistas franceses, notadamente Fourier e Pierre Leroux, que a usaram para explicar a desigualdade social, e a posterior adoção por Allan Kardec.
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A importância atual da concepção reencarnacionista, difundida pelo espiritismo e aceita mesmo fora dos meios neoespiritualistas, e a ressalva de que ela nada tem em comum com a metempsicose e a transmigração dos antigos.
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O adiamento do exame aprofundado da reencarnação para a segunda parte do estudo, onde as diferenças serão explicadas com base na constituição do ser humano.
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É um erro generalizado pretender vincular o espiritismo ao culto dos mortos, pois este, seja nas religiões ou em tradições como o confucionismo, não implica comunicação efetiva com os mortos, sendo a confusão alimentada pela existência, na China, de práticas divinatórias com instrumentos como mesas girantes, que, no entanto, pertencem ao domínio da magia e são completamente separadas dos ritos confucianos e até mesmo desprezadas pelos seus praticantes profissionais.
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A distinção fundamental entre o culto dos mortos, que não implica comunicação efetiva, e o postulado espírita da comunicação por meios materiais.
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O exemplo da China, onde o culto dos ancestrais segundo os ritos confucianos nada tem a ver com práticas evocatórias, embora existam, à parte, práticas divinatórias com instrumentos semelhantes aos dos espíritas.
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A separação absoluta, na China, entre a magia (onde se inserem tais práticas divinatórias) e o culto dos ancestrais, sendo os magos profissionais desprezados.
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A observação de que a magia, mesmo quando emprega procedimentos análogos, difere teoricamente do espiritismo, pois o mago é ativo, ao contrário do médium passivo, e não atribui os fenômenos a espíritos de mortos.
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A menção de que práticas divinatórias semelhantes existiam na antiguidade greco-romana, como as descritas por Tertuliano, Teócrito e Luciano, e que mesmo quando as almas dos mortos podiam estar envolvidas, tratava-se de algo diferente dos espíritos espíritas.
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O livro do Dr. Paul Gibier, apesar de sua aparência séria e de sua pretensa imparcialidade científica, contém graves erros sobre a Índia, ao afirmar, com base em fontes fantasiosas como Louis Jacolliot e a Société Atmique, que o espiritismo se harmoniza com um pretenso bramanismo esotérico e que a evocação dos mortos é a base da liturgia brâmane, o que é exatamente o oposto da verdade, pois os brâmanes proíbem absolutamente tais práticas, que, quando ocorrem, são relegadas às castas mais inferiores.
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A estranha tendência de autores que estudam o espiritismo, como o Dr. Gibier, a exibirem opiniões anticatólicas sem relação direta com o assunto.
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A identificação das fontes errôneas do Dr. Gibier: os relatos fantasiosos de Louis Jacolliot e os documentos da Société Atmique, de Tremeschini.
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A refutação categórica da pretensa concordância do espiritismo com um bramanismo esotérico, pois tal esoterismo não existe e, se existisse, não poderia ter relação com uma doutrina grosseiramente exotérica como o espiritismo.
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A afirmação de que a teoria da reencarnação, tal como concebida pelos modernos, nunca foi ensinada na Índia, mesmo pelos budistas.
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A inversão completa da verdade na asserção de que a evocação dos mortos é fundamental na liturgia brâmane, quando, na realidade, tais práticas são absolutamente proscritas por todos os brâmanes e, quando inevitáveis, deixadas a homens das classes mais inferiores, como os chândâlas.
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A sugestão de que Jacolliot e outros podem ter sido mistificados e que, mesmo quando testemunharam fenômenos reais na Índia, a verdadeira explicação lhes foi ocultada.
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Na Índia, a manifestação espontânea da mediunidade é considerada uma calamidade, atribuída pelo povo ao diabo ou à intervenção dos pretas (elementos inferiores ligados ao cadáver, identificáveis aos manes latinos), e os médiuns naturais são vistos como possuídos ou obsedados, dos quais se procura livrar e curar, ao contrário do que fazem os espíritas, que promovem essa enfermidade como um privilégio e a cultivam, agravando o desequilíbrio e tornando-se um perigo para a salubridade pública.
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A consideração da mediunidade espontânea como uma calamidade para o médium e seu entorno na Índia.
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A atribuição popular dos fenômenos ao diabo ou à intervenção dos pretas, elementos inferiores ligados ao cadáver e identificáveis aos manes latinos, que não representam o espírito.
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A visão tradicional dos médiuns naturais como possuídos ou obsedados, dos quais se busca a cura, em oposição à veneração espírita que cultiva essa enfermidade.
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A denúncia do espiritismo como perigoso para a salubridade pública por propagar o desequilíbrio, em vez de remediá-lo.
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A qualificação do espiritismo como fakirismo ocidental é fruto do desconhecimento do fakirismo, pois o fakir, ao contrário do médium passivo, é um agente ativo e consciente, um mago ou, em certos casos, um magnetizador, cujos fenômenos, reais ou simulados por sugestão coletiva, nada devem a espíritos ou almas de mortos, e cujas explicações tradicionais, quando dadas a europeus como Jacolliot, eram apenas para satisfazer suas ideias preconcebidas.
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A definição do fakir como um indivíduo pouco considerado na Índia, possuidor de poderes especiais de ordem inferior adquiridos por longo treinamento, cuja busca é vista como um obstáculo a resultados superiores.
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A distinção entre os fenômenos reais dos fakires, que são de ordem mágica, e os fenômenos simulados, obtidos por poderosa sugestão coletiva, ambos sem relação com a mediunidade passiva.
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A afirmação de que nenhum fakir atribui seus fenômenos a espíritos ou almas de mortos, e que, se o fizeram a europeus, foi para não revelar a verdadeira natureza das forças que manejavam.
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A ignorância geral na Europa sobre o fakirismo e questões conexas, compartilhada por ocultistas, espíritas, psicistas e até mesmo por escritores católicos que reproduzem erros alheios, enquanto os cientistas oficiais negam ou silenciam o que não podem explicar.
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As civilizações antigas, como a egípcia e a caldeia, baseadas em princípios tradicionais análogos aos das civilizações orientais atuais, devem ter tido concepções semelhantes sobre a constituição do ser humano e os estados post mortem, das quais não consta nada que se assemelhe ao espiritismo, e a coerência e analogia levam a crer que, mesmo no que se perdeu, não haveria fundamento para as pretensões espíritas.
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A presunção, baseada no que se sabe das civilizações antigas (Egito, Caldeia), de que elas compartilhavam das mesmas concepções tradicionais encontradas na Índia e na China, com as consequentes conclusões sobre evocações e estados post mortem.
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A unidade fundamental das tradições, apesar da diversidade de pontos de vista e formas, e a perda parcial dessa compreensão por gregos e romanos, cujos mistérios, de origem oriental, ainda continham ensinamentos que os modernos não mais entendem.
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A ausência de qualquer vestígio, no que restou das antiguidades, de algo que se assemelhe ao espiritismo.
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A distinção entre magia e espiritismo é fundamental, pois a magia é uma ciência experimental consciente de seus perigos e reservada a poucos, enquanto o espiritismo, por ignorar as leis e os perigos das forças que desencadeia, expõe passivamente a todos a riscos muito maiores, sendo, portanto, mais perigoso do que a própria magia, que ao menos se cerca de precauções e regras rigorosas.
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A caracterização da magia como uma ciência experimental, distinta de concepções religiosas ou pseudorreligiosas, e reservada a poucos devido aos seus perigos.
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A diferença entre o mago, que age conscientemente com base no estudo das leis, e o espírita, que passivamente se coloca à mercê de forças desconhecidas.
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A negligência completa dos espíritas em relação às regras elementares da magia, agindo como crianças que brincam com máquinas perigosas.
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A conclusão de que o espiritismo é mais perigoso que a magia por ser de domínio público, enquanto a magia sempre foi restrita, e por expor a todos indiscriminadamente aos seus riscos.
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Na magia evocatória, a única que poderia ter alguma relação com o espiritismo, os antigos sabiam que o que se podia evocar não eram os espíritos dos mortos, mas sim elementos inferiores deixados por eles, como os manes latinos ou o ob hebraico, que não são conscientes nem representam o ser real, e que só adquirem uma aparência de consciência quando revivificados temporariamente pelo mago para fins divinatórios, o que constitui a necromancia.
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A referência às interdições formais das práticas evocatórias na antiguidade, mesmo sabendo-se que o evocado não era o espírito do morto.
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A identificação do elemento evocável com os manes latinos ou o ob hebraico, que não são o espírito (neshamah), nem a alma sensitiva (ruahh), nem a alma vegetativa (nephesh), mas algo ligado ao corpo, como o habal de garmin (sopro dos ossos).
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A distinção entre esse elemento e o perispírito espírita ou o corpo astral dos ocultistas, pois não é um corpo, mas uma forma sutil que pode tomar uma aparência corporal ilusória.
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A natureza não consciente desse elemento, que só adquire um simulacro de consciência quando o mago o revivifica temporariamente para obter respostas, na prática da necromancia.
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A dificuldade de expressar essas noções em linguagem moderna, inadequada devido à ignorância filosófica sobre tais questões.
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A distinção entre essa doutrina e a teoria teosofista das coques (cadáveres astrais), considerada uma deformação materialista da concepção tradicional.
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A mentalidade positivista dos ocidentais atuais, inclusive dos religiosos influenciados pelo meio, dificulta a compreensão de realidades que escapam à vida ordinária, tornando necessário esclarecer que as considerações expostas pertencem a um domínio distinto do religioso, embora possam ajudar a compreender certos pontos da própria religião, como o culto das relíquias e a ideia de lugares santos como centros de forças, que remetem a noções de influências espirituais de ordem superior, completamente diversas tanto da magia quanto do espiritismo.
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A descrição da mentalidade ocidental atual como praticamente positivista, que ao tentar sair dessa atitude só encontra as extravagâncias do neoespiritualismo.
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A resistência mesmo de pessoas religiosas, influenciadas pelo meio, em aceitar as consequências de certas possibilidades, limitando-se à vida ordinária.
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A afirmação de que o ponto de vista adotado não é o religioso, mas sim o da verdade puramente intelectual, embora possa esclarecer pontos da religião.
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O questionamento sobre como justificar o culto das relíquias ou a peregrinação aos túmulos dos santos sem admitir que algo não material permaneça ligado ao corpo após a morte.
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A distinção entre essas forças, de ordem superior, e as da magia, aproximando-se da teurgia dos neoplatônicos.
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O exemplo do culto das imagens e dos lugares privilegiados como centros de forças, e a referência à arca da aliança e ao templo de Jerusalém na Bíblia.
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A menção à barakah no esoterismo islâmico, a influência espiritual do fundador de uma escola, que atua independentemente de sua personalidade real, situada além deste mundo e de todos os estados transitórios.
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A constatação de que a diferença entre essa ordem de coisas e as outras (magia e espiritismo) é a mais profunda de todas.
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Antes dos tempos modernos, não houve nada comparável ao espiritismo, e, se forçando uma analogia apenas com suas práticas (já que as teorias são inéditas), o que mais se aproxima é a feitiçaria, pois os feiticeiros, como empíricos que lidam com as forças mais inferiores, estão no mesmo domínio dos espíritas, e os casos de possessão e obsessão, associados à feitiçaria, são as únicas manifestações autênticas de mediunidade conhecidas antes do espiritismo, não havendo razão para que os mesmos termos não se apliquem ainda hoje.
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A confirmação de que na antiguidade e no medievo ocidental não se encontra paralelo para o espiritismo.
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A identificação da feitiçaria como a única prática à qual o espiritismo poderia ser assimilado, e apenas em suas práticas, pois os feiticeiros, embora empíricos, lidam com as mesmas forças inferiores.
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A correlação entre os casos de possessão e obsessão, manifestações autênticas de mediunidade, e as práticas de feitiçaria, anteriores ao espiritismo.
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O conselho aos espíritas para que, em boa lógica, aceitem a modernidade de seu movimento, em vez de reivindicarem uma filiação suspeita e pouco invejável.
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