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XAMANISMO E FEITIÇARIA
REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS
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A época atual, situada nas últimas fases do ciclo, esgota as possibilidades mais inferiores da manifestação.
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Utiliza tudo o que fora negligenciado anteriormente.
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As ciências experimentais e quantitativas são “resíduos” de antigas ciências tradicionais.
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A exumação obsessiva de vestígios do passado liberta influências sutis ainda ligadas a eles.
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Tais influências podem exercer ação desagregadora sobre o mundo moderno.
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A concepção moderna de coisas puramente “materiais” é uma ilusão própria do ponto de vista profano.
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Supõe a existência de seres exclusivamente corporais.
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Resulta da ausência de referência a princípios superiores.
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As ciências profanas são “residuais” porque isolam o objeto de seus princípios.
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O descrédito lançado sobre outras concepções visa preservar esse isolamento.
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A caricatura do chamado “animismo” é produto dessa incompreensão.
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O mundo corporal não é autossuficiente nem isolado na manifestação universal.
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Procede do domínio sutil, que é seu princípio imediato.
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Liga-se, por graus, ao informe e ao não-manifestado.
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Nada existe corporalmente sem elementos sutis subjacentes.
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Esses elementos correspondem analogicamente ao “psíquico”.
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Não existem objetos verdadeiramente “inanimados”.
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A distinção entre “vivo” e “não-vivo” é apenas diferença de grau.
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O verdadeiro “animismo”, entendido etimologicamente, exprime uma concepção cosmológica normal.
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Afirma a presença de elementos anímicos em todas as coisas.
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Opõe-se ao mecanicismo moderno.
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É comum a todas as doutrinas tradicionais.
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Não implica personificação nem culto das forças naturais.
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Não se confunde com o espiritual propriamente dito.
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Nas formas degeneradas, o aspecto metafísico desaparece e o aspecto cosmológico predomina.
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O lado “psíquico” torna-se dominante.
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Observadores modernos reduzem tudo à magia ou à feitiçaria.
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Perdem o sentido profundo dos símbolos e ritos.
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O “xamanismo” ilustra uma forma tradicional degenerada.
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Possui cosmologia desenvolvida e estrutura dos “três mundos”.
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Conserva traços comparáveis a ritos védicos.
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Mantém transmissão de poderes tradicionais.
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Foca-se principalmente em magia e divinação.
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Indica degeneração e possível desvio.
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O vínculo individual com um animal sugere identificação suspeita.
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Aproxima-se, em certos casos, da licantropia.
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O xamanismo distingue influências psíquicas benéficas e maléficas.
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Ocupa-se sobretudo das influências maléficas.
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Visa neutralizá-las, não cultuá-las.
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Não constitui necessariamente satanismo consciente.
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O manejo constante dessas forças conduz à feitiçaria.
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Trata-se de magia mais vital e perigosa que as formas ocidentais degeneradas.
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O contato contínuo com forças psíquicas inferiores é altamente perigoso.
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É nocivo ao próprio xamã.
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Pode servir a fins alheios aos praticantes.
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Certos agentes mais conscientes utilizam tais forças deliberadamente.
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Os praticantes tornam-se instrumentos inconscientes.
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Existem “reservatórios” de influências distribuídos estrategicamente.
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Esses reservatórios servem aos desígnios das potências da perdição moderna.
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Resíduos de tradições autênticas podem ser instrumentalizados na subversão.
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A vitalidade remanescente torna-os aptos a manipulação.
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A degeneração facilita sua utilização para fins inferiores.
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O problema exige explicações adicionais sobre essa subversão.
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