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SINAL DA CRUZ

HANI, Jean. Mythes, rites et symboles: les chemins de l’invisible. Paris: G. Trédaniel, 1992.

  • Universalidade e fundamentação geométrica do símbolo cruciforme nas civilizações tradicionais.
    • Estabelecimento da relação com o centro por meio da intersecção de duas retas e a geração do quadrado pela união das extremidades.
    • Inscrição da cruz no círculo como representação sagrada da totalidade e da relação entre o centro e a periferia.
    • Adoção da cruz pelo cristianismo como signo de catolicidade e convergência de significados universais e teológicos.
  • Evidências arqueológicas da cruz em culturas pré-cristãs e civilizações arcaicas.
    • Presença de cruzes de mármore e altares cruciformes com aves nos santuários de Palenque, na América antiga, e no palácio de Cnossos, em Creta.
    • Uso da cruz associada a divindades solares e reais na Suméria e na Assíria, simbolizando o deus Anu.
    • Identificação da quadruplicação iconográfica como fórmula para o universo no silabário acadiano (an-ub-dalimmu).
    • Ocorrência da cruz ansada (ankh) no Egito e do hieróglifo nfr (cruz sobre coração) indicando beleza e bondade.
    • Configuração do ideograma chinês wang (rei) como um eixo vertical que atravessa três planos horizontais.
  • Função cosmológica da cruz como instrumento de orientação espacial e temporal.
    • Articulação do eixo Leste-Oeste conforme o ciclo solar e do eixo Norte-Sul conforme o eixo de rotação do mundo.
    • Constituição da cruz tridimensional (estereométrica) que permite a orientação total do homem em seu meio vital e no plano transcendente.
    • Papel do Axis mundi como via de conexão entre o ambiente terrestre e o mundo supratemporal.
  • Simbolismo do centro e a geração do esferoide universal a partir das três dimensões.
    • Representação do cosmos total entre os Bantus do Kasaï, onde o deus supremo habita o centro do cruzamento.
    • Identificação do deus Xiuhtecatli no México como o foco do universo situado no centro da grande cruz cósmica.
    • Evolução genética do símbolo: a expansão do centro gera o esferoide indefinido e a totalidade dos estados do Ser.
    • Importância do vazio central nas cruzes sumérias como signo da transcendência da Energia criadora.
  • Aplicação do esquema cruciforme na arquitetura sagrada e na fundação de cidades.
    • Estruturação das cidades romanas pelo cardo e decumanus, dividindo o espaço terrestre à imagem do templum celeste.
    • Presença de fossas centrais (mundus) como germes embriológicos e centros de comunicação com o sagrado.
    • Configuração de centros urbanos e templos como Angkor Thom e o Bayon segundo o modelo do Monte Meru.
    • Significado do hieróglifo niout como cidade circular com eixos cruzados, evidenciando o centro como fonte de vida.
  • Analogia entre a cruz e o conceito de Homem Universal nas tradições metafísicas.
    • Correspondência microcosmo-macrocosmo evidenciada pela postura humana de braços estendidos.
    • Presença do conceito de Homem Universal como Adam Qadmon no judaísmo, insanu-l-kamil no islão e chen-jen na China.
    • Definição da cruz tridimensional inscrita na esfera como o símbolo adequado do Ser total e incondicionado.
  • Reinterpretação teológica da Redenção como restauração do estado primordial e récapitulation da criação.
    • Crítica à visão meramente jurídica da Redenção em favor de uma perspectiva cosmológica e metafísica fundamentada em São Paulo.
    • Indissociabilidade entre os mistérios da Criação e da Redenção na restauração da ordem universal.
    • Descrição do Logos por São Clemente de Alexandria como o Coração do universo de onde partem as seis direções infinitas.
  • A cruz como instrumento do Logos construtor e suporte da ordem cósmica.
    • Comentário de São Irineu sobre a presença invisível do Logos que penetra a largura, comprimento, altura e profundidade do mundo.
  • Afirmação de que o Fils de Dieu imprime sua marca cruciforme em todas as coisas visíveis para iluminar as alturas e as profundezas.
  • Cântico de Santo André de Creta exaltando a cruz como delimitação das extensões terrestres e vínculo da criação.
  • Definição do Golgotha por São Cirilo de Jerusalém como o polo do mundo e o ponto central do turbilhão divino.
  • Identificação da cruz com a Árvore de Vida (Arbre de Vie) e o ponto polaire cosmique.
    • Descrição de Santo Hipólito de Rome sobre a árvore que se estende entre o céu e a terra como ponto de repouso de todas as coisas.
    • Função da cruz em reunir a diversidade da natureza humana em uma unidade divina através de braços infinitos.
    • Caráter do Cristo como Adão cósmico em Máximo o Confessor e homme maximum em Nicolau de Cusa.
  • O chrisme como síntese geométrica do Verbo cósmico e do Verbo encarnado.
    • Análise dos monogramas cristológicos (constantiniano e IX) como projeções planas da cruz tridimensional.
    • Significado do círculo que envolve o chrisme como a corte horizontal da esfera universal.
    • Identidade entre o chrisme e a roda cósmica, integrando aspectos estáticos e dinâmicos do tempo e do espaço.
  • Dinâmica metafísica do fluxo e refluxo entre o Ser e a multiplicidade das criaturas.
    • Descrição da criação como descida do Rayon céleste e da Redenção como retorno dos seres ao centro originário.
    • Definição do pecado como ruptura com a unidade e dispersão na multiplicidade das coisas.
    • Atração de todos os seres pelo Christ elevado na cruz, identificada com o eixo polar da criação.
  • O esquema cruciforme na estrutura do templo e na gestualidade da liturgia.
    • Construção da igreja como imagem do cosmos e do corpo humano, com o altar situado no ponto de intersecção com o eixo celeste.
    • Desenvolvimento da celebração eucharistique como um movimento para reconduzir o homem ao centro e elevá-lo à região superior.
    • Significado do sinal da cruz manual como traçado dos eixos macrocósmicos sobre o microcosmo corporal.
    • Concentração do mistério no coração, centro vital do ser e análogo individual do Cœur divin.
  • Conclusão sobre a unificação final no Ponto eterno segundo a mística de Ruysbroeck.
    • Necessidade de estar em Deus além do mental e acima do ser criado.
    • Resolução de todas as linhas e distinções no Ponto onde o nome e a forma se perdem na unidade absoluta.
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