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AS RELIGIÕES SE CONTRADIZEM?

  • A diversidade das religiões não constitui uma contradição real, mas uma manifestação da Única Realidade Suprema adaptada a diferentes contextos, sendo a negação dessa unidade motivada por superficialidade ou pelo desejo de autojustificação intelectual.
    • Inexistência de base científica para a teoria evolutiva darwinista.
    • Dependência absoluta de toda religião em relação ao Verbo Divino, manifestado como Livro ou como Homem.
    • Identificação do Verbo com Cristo no Cristianismo e com o Alcorão no Islã, enquanto o Hinduísmo preserva ambas as formas de manifestação por meio dos Vedas e dos Avataras.
  • A santidade dos Mensageiros em religiões baseadas no Livro permite que suas palavras procedam diretamente do Verbo Divino, conferindo-lhes uma autoridade que identifica a função de cada profeta como o único caminho para Deus em seu respectivo tempo.
    • Equivalência metafísica entre a declaração de Cristo sobre o acesso ao Pai e a sentença de Muhammad sobre o encontro com Deus.
    • Unidade essencial do Verbo, comparado a uma pedra preciosa de múltiplas facetas.
    • Possibilidade teológica da manifestação de uma Pessoa Divina em múltiplas naturezas humanas, conforme atestado por Thomas Aquinas.
  • O Budismo integra-se à concordância inter-religiosa por sua insistência na Realidade Absoluta, Infinita e Eterna, apesar da ausência de um termo equivalente a Deus em sua doutrina, confirmando a promessa alcorânica de que Mensageiros foram enviados a todos os povos.
    • Reconhecimento de Gautama como um mensageiro no sentido pleno do termo Rasul.
    • Inexistência de contradição entre o silêncio terminológico budista e a teologia monoteísta.
  • A aparente divergência sobre a crucificação de Cristo entre cristãos e muçulmanos resolve-se pela distinção entre a natureza humana e a natureza transcendente do Mensageiro, sendo a negação alcorânica dirigida à pretensão de domínio sobre o Verbo.
    • Erro da interpretação islâmica comum que isola versículos de seu contexto metafísico.
    • Afirmação da natureza atemporal da profecia, existente antes da criação de Adam.
    • Caráter ilusório da percepção judaica de ter assassinado o Messias, enquanto a realidade divina de Cristo permanece intocada.
  • O exoterismo religioso tende a gerar aparentes contradições que desaparecem no nível do esoterismo, onde se reconhece uma Realidade Suprema que transcende as divisões da própria Divindade Manifesta.
    • Correspondência entre a Trindade cristã e as trindades hindus situadas no domínio de Maya.
    • Insistência de santos como Meister Eckhart e Angelus Silesius na Realidade Absoluta além da Trindade.
    • Necessidade pedagógica de apresentar meias-verdades metafísicas para a salvação das almas da maioria dos fiéis.
  • O Sufismo e o Vedanta Advaita coincidem ao reservar o cume da hierarquia espiritual para a Unicidade Infinita e Absoluta que exclui qualquer dualidade.
    • Distinção entre os Nomes Divinos que sugerem pluralidade e os Nomes da Essência que expressam independência absoluta.
    • Identificação do Atma hindu com o Nome alcorânico Al-Haqq e a noção de Si-mesmo Divino.
    • Atribuição da consciência do Eu humano como um empréstimo da subjetividade absoluta de Deus.
  • As diferenças rituais, como as restrições alimentares ou a Eucaristia, não anulam a proteção que uma revelação exerce sobre a essência da outra, conforme demonstrado pelo reconhecimento alcorânico da Transubstanciação.
    • O Alcorão como protetor das escrituras precedentes contra dúvidas heréticas.
    • Confirmação da natureza celestial da mesa servida por Cristo aos apóstolos.
  • Cristo previu a revelação do Alcorão ao mencionar a vinda do Espírito da Verdade, cuja descrição como aquele que fala apenas o que ouve corresponde precisamente ao processo de recepção dos versículos por Muhammad.
    • Insuficiência da identificação do Espírito da Verdade exclusivamente com o Pentecostes devido à natureza legisladora e doutrinária do Islã.
    • Função do Alcorão em guiar a humanidade para a verdade plena sobre a natureza de Deus e dos Mensageiros anteriores.
  • A velhice da humanidade contemporânea oferece a escolha entre a senilidade espiritual e a sabedoria objetiva, permitindo que os homens da hora undécima compreendam a harmonia entre as religiões sem preconceitos passionais.
    • Acúmulo de experiência histórica como virtude potencial das sociedades degeneradas.
    • Valor da visão calma e universalista diante das profecias crísticas sobre o futuro da revelação.
  • A fé autêntica, fundamentada na revelação direta, estabelece a impossibilidade de distinção hierárquica qualitativa entre os Mensageiros de Deus, conforme o preceito alcorânico que proíbe a exaltação de um sobre o outro.
    • Simplicidade e autoridade do credo alcorânico em comparação às fórmulas litúrgicas humanas.
    • Proibição expressa por Muhammad de ser considerado superior a profetas como Moses ou Jonah.
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