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lings:simbolismo
O QUE É SIMBOLISMO?
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O versículo corânico sobre a glorificação dos sete céus, da terra e de tudo o que neles existe afirma uma glorificação universal incompreendida pelo homem, introduzindo a relação entre louvor e simbolismo.
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Referência explícita ao Qur’ān XVII: 44.
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Glorificação com louvor atribuída a todas as coisas sem exceção.
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Incompreensão humana da glorificação indicada como limite de entendimento.
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Glorificação entendida como expressão do simbolismo das coisas.
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O versículo citado responde à questão do título do capítulo e legitima a exposição ao identificar como simbolismo a glorificação que não é compreendida, o que é deduzido do “dito sagrado” islâmico do Tesouro Oculto que amou ser conhecido e por isso criou o mundo.
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“Dito sagrado” em que a Divindade fala pela língua do Profeta.
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Tesouro Oculto como motivo da criação: ser conhecido.
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Universo criado para tornar conhecido o Criador.
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Tornar conhecido o bem entendido como louvá-lo.
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Símbolo definido como reflexão ou sombra de realidade superior.
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A doutrina do simbolismo é confirmada por versículos que apresentam cada coisa como enviada em medida finita a partir dos Tesouros do Infinito, como empréstimo e não dom durável, devendo tudo reverter à Fonte suprema, de modo que o Arquétipo herda de volta o símbolo.
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“Treasuries” ou “Stores” do Infinito como origem das coisas.
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Descida em medida conhecida como limitação do mundo inferior.
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Tudo aqui abaixo como não permanente e destinado ao retorno.
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Arquétipo como Herdeiro que recolhe o símbolo.
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Referência ao Qur’ān XV: 21 e XV: 23.
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A definição corânica da Divindade como Primeiro, Último, Manifesto e Oculto liga-se ao Tesouro Oculto e esclarece a presença divina no mundo simbólico ao afirmar que céus e terra foram criados a partir da Verdade e por termo assinalado, caracterizando o universo como tecido de eternidade e efemeridade, infinitude e finitude, absolutividade e relatividade.
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Referência ao Qur’ān LVII: 3.
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Primeiro, Último e Oculto relacionados ao Tesouro Oculto.
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Manifesto ligado ao mistério da presença no mundo dos símbolos.
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Criação “from Truth and an appointed term” como fundamento simbólico.
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Referência ao Qur’ān XXX: 8.
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O homem como foi criado, chamado de Homem Verdadeiro pelos taoistas, é o maior símbolo terreno, e a doutrina de que foi feito à imagem de Deus significa que ele simboliza a soma dos atributos e a Natureza divina em totalidade enquanto as demais criaturas refletem apenas aspectos parciais.
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“True Man” atribuído à nomenclatura taoista.
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Referência a Gênesis 1:27 sobre imagem de Deus.
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Homem como símbolo da Essência e totalidade da Natureza divina.
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Criaturas animadas e inanimadas como reflexos de aspectos limitados.
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Macrocosmo como conjunto dos símbolos do mundo exterior.
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Homem como representante de Deus e centro do macrocosmo.
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Microcosmo como pequeno mundo análogo ao macrocosmo e imagem total do Arquétipo.
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Um mundo se abre ao que o transcende por meio de seu centro, sendo o homem a abertura do macrocosmo e sendo o centro do microcosmo o Coração, entendido não como órgão corporal, mas como faculdade central da alma situada além do domínio psíquico.
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Centro como ponto de abertura para o transcendente.
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Homem como abertura do macrocosmo.
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Coração como faculdade central e não como órgão físico.
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Centralidade do Coração como ultrapassagem do psíquico.
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A abertura do Olho do Coração distingue o homem primordial e, por extensão, o santo, do homem caído, e essa abertura é iluminada pela relação simbólica entre sol e lua, que representam Espírito e Coração, com o Coração transmitindo ao mundo da alma a luz do Espírito.
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Olho do Coração ou vigília do Coração como expressão tradicional.
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Sol como símbolo do Espírito e lua como símbolo do Coração.
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Transmissão da luz refletida ao “night of the soul”.
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Continuidade entre Qualidades divinas e a alma para quem tem o Coração desperto.
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A abertura do Espírito à Fonte suprema de luz estabelece, para quem tem o Coração desperto, um raio transmitido das Qualidades ao Espírito e ao Coração, difundindo-se por refração múltipla na substância psíquica, imprimindo virtudes como projeções das Qualidades e conferindo a cada projeção a intuição de seu Arquétipo.
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Qualidades divinas como origem do raio.
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Espírito como mediador do raio até o Coração.
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Refração múltipla pelos canais da substância psíquica.
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Virtudes como projeções das Qualidades.
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Intuição do Arquétipo atribuída às imagens projetadas.
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A mente com razão, imaginação e memória recebe do Coração uma medida de “moonlight” que alcança os sentidos e os objetos, e nesse contato extremo o raio se inverte ao reconhecer as coisas do macrocosmo como símbolos com correspondentes no microcosmo, de modo que para o homem primordial tudo era transparente e a experiência do símbolo era experiência do Arquétipo, resultando em alegria por presenças divinas externas e internas.
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Mente como receptora secundária da luz do Coração.
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Transmissão da luz aos sentidos e aos objetos percebidos.
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Reversão do raio na periferia do contato sensível.
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Símbolos reconhecidos como manifestações do Tesouro Oculto.
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Correspondência entre macrocosmo e microcosmo.
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Transparência do inward e do outward no homem primordial.
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Alegria por estar cercado e adornado por Presenças divinas.
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Comer o fruto da árvore proibida consistiu em apego ao símbolo por si mesmo sem seu significado superior, barrando o acesso ao centro interior e tornando o homem incapaz de cumprir sua função mediadora entre Céu e terra, enquanto o macrocosmo permaneceu não caído e seus símbolos conservaram perfeição apesar de menos transparentes à percepção humana.
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Fruto proibido como apego ao símbolo desligado do sentido superior.
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Violação da norma como causa do bloqueio do centro interior.
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Função mediadora entre Céu e terra como missão original.
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Macrocosmo como não caído.
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Menor transparência ao homem e manutenção da perfeição simbólica.
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Apenas o homem primordial faz justiça à perfeição simbólica do macrocosmo e ao mesmo tempo é independente dela por ser símbolo da Essência absolutamente independente das Qualidades, enquanto o homem caído deve aprender com o mundo exterior para orientar o retorno e aperfeiçoar os correspondentes internos feridos pela Queda, num quadro em que o véu interior resulta de uma barreira entre alma e Espírito que se torna mais opaca pela degeneração cíclica mas permanece relativamente transparente onde há intuição dos Arquétipos, ligando-se a ciência dos símbolos ao caminho de retorno como aumento de transparência contra a corrente do ciclo.
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Independência do homem primordial fundada na Essência.
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Homem caído orientado por símbolos como guias de retorno.
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Perfeição macrocósmica como auxílio ao aperfeiçoamento interno.
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Nuvens como não permanentes e luminares como constantes.
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Alma caída como não mais vasto espelho do Infinito.
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Firmamento interior velado como resultado decisivo da Queda.
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Conexão não rompida, mas obscurecida por barreira opaca.
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Degeneração gradual como aumento de opacidade na maioria.
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Simbolismo exigindo alguma intuição, ainda que fraca.
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Ciência dos símbolos vinculada ao retorno e ao aumento de transparência.
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Os símbolos do macrocosmo lembram ao viajante espiritual a perfeição perdida, mas os lembretes mais diretos podem ser microcósmicos na figura do Homem Verdadeiro personificado por Profetas, Santos e pelo Mestre espiritual vivo, sem que isso permita rebaixar os símbolos macrocósmicos em sentido absoluto, pois a eficácia depende do indivíduo e das circunstâncias e a alteridade tem impacto próprio, sendo confirmada a dupla eficácia por versículo corânico sobre sinais nos horizontes e em si mesmos.
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Homem Verdadeiro personificado por Profetas e Santos.
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Mestre espiritual vivo como lembrete imediato.
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Dependência de indivíduo e circunstância na eficácia simbólica.
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Alteridade como força própria além da semelhança.
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Referência ao Qur’ān XLI: 53.
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A virtude da dignidade, entendida como majestade em repouso, pode ser intensificada por símbolos não humanos como o cisne, que encarna um aspecto particular com perfeição e produz impressão nítida por ser apresentado em modo não humano e além do alcance, e o mesmo vale para grandes símbolos como céu, planície, oceano, deserto, montanha, floresta e rio, formando linguagem comum às raças branca, amarela e negra.
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Dignidade descrita como majestade em repouso.
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Cisne como símbolo de um aspecto isolado e perfeito da dignidade.
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Clareza e irresistibilidade da impressão simbólica.
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Modo não humano como além do alcance humano.
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Retorno ao Arquétipo favorecido pela “beyondness”.
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Série de grandes símbolos naturais enumerados.
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Linguagem comum compartilhada pelas três raças mencionadas.
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O fato de nada existir sem raiz divina permite dizer que tudo é símbolo e ao mesmo tempo não permite, pois símbolo implica poder operativo de lembrar o Arquétipo, de modo que a atribuição de simbolismo depende da força do “louvor”, reservando-se o termo para o que é particularmente impressionante na glorificação.
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Existência fundada em raiz divina.
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Símbolo como “sign” ou “token” com potência evocativa.
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Dependência da potência do louvor: poderoso ou fraco.
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Restrição usual do termo ao que impressiona na glorificação.
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A distinção entre símbolos fortes e fracos é elucidada pela teia de aranha como imagem do universo, tecida da substância do “criador”, em que círculos concêntricos figuram a hierarquia dos mundos e os raios figuram a Misericórdia divina conectando centro e existência, com lacunas crescentes entre raios conforme a distância do mundo ao Tesouro Oculto, e com a explicação de que não há vazios reais porque cada raio possui aura que preenche os intervalos, embora fora do raio não haja reflexão direta excepcional, o que ajuda a explicar disparidades qualitativas no mundo material.
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Teia como imagem apta por ser feita da substância do criador.
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Círculos como planos de existência em graus hierárquicos.
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Circunferências como projeções desconectadas do centro.
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Raios como radiância da Misericórdia e conexão universal.
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Lacunas proporcionais à distância do Tesouro Oculto.
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Mundo material como limite inferior com lacunas mais amplas.
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Ausência de vazios reais assegurada por auras dos raios.
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Disparidades qualitativas explicadas pela posição em relação aos raios.
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As disparidades relevantes não são as grandes distinções entre reinos ou subdivisões, pois leão, águia e abelha são símbolos verdadeiros por serem cumes em seus domínios e por se situarem em raios que podem colocar o observador na mesma linha do Espírito criador para ascensão inversa à Fonte, enquanto outros seres afins são menos favorecidos e exibem sinais da distância ao Princípio no mundo mais remoto.
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Exclusão de disparidades gerais entre animal, vegetal e mineral.
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Leão, águia e abelha como símbolos verdadeiros e cumes.
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Posição nos raios como fundamento da potência simbólica.
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Ascensão inversa à Fonte como efeito da colocação no raio.
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Existência de seres menos favorecidos sem essa potência.
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Condição remota do Princípio como causa de sinais no mundo extremo.
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Em síntese, todas as coisas criadas são ao mesmo tempo projeções desconectadas e radiações conectadas do Princípio criador, definindo-se o símbolo como aquilo em que predomina a conexão sobre a desconexão, enquanto a predominância da desconexão impede potência excepcional de reconectar ao Arquétipo e é essa potência que confere o estatuto de símbolo.
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Dupla relação: projeção e radiação.
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Predomínio de conexão como critério de simbolicidade.
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Predomínio de desconexão como limite da evocação do Arquétipo.
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Estatuto de símbolo ligado à potência de conexão.
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A inseparabilidade entre simbolismo e religião é afirmada pela ideia de religião como restabelecimento de um ligamento com o Arquétipo supremo, exigindo recurso a símbolo, e o homem primordial personifica essa ligação por estar ciente de sua conexão e por mediar entre a Divindade e suas reflexões microcósmica e macrocósmica.
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Religião entendida como re-ligação com o Arquétipo.
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Símbolo como meio necessário de restabelecimento do vínculo.
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Homem primordial como personificação do vínculo.
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Mediação entre Divindade e reflexos: homem ou alma e o estado terreno inteiro.
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Centro humano incluído no macrocosmo.
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Se religião significa espiritualidade, o homem primordial é sua corporificação, mas no sentido etimológico estrito ele não tem religião por não haver conexão a restabelecer, e tampouco necessita de ciência de símbolos em sentido negativo, embora como imagem total do divino reflita a alegria do Tesouro Oculto em ver-se espelhado na criação, fazendo coincidir felicidade paradisíaca com simbolismo sob a beatitude da gnose.
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Distinção entre sentido espiritual e sentido etimológico de religião.
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Ausência de necessidade de reestabelecer conexão jamais rompida.
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Reflexo inevitável da alegria “I loved to be known”.
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Beatitude suprema da gnose como consciência de identidade com o Absoluto.
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Felicidade da alma em bem-aventurança coincidindo com simbolismo paradisíaco.
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Presença de si e de outros microcosmos santos no simbolismo do Paraíso.
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A realização de ritos é aspecto essencial de toda religião, mas para o homem primordial cada ato pode ser rito por consciência simbólica e por possuir natureza espiritual acima da humana que transcende estado terreno e condição temporal, permitindo ver o Espírito como domínio que abarca todo o tempo e situar símbolos como já reabsorvidos nos Arquétipos, enquanto o homem caído não alcança essa perspectiva por ter perdido acesso ao Coração como portal do Espírito e por ter perdido as asas que o santo pode emprestar ao símbolo.
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Ritos como dimensão essencial das religiões.
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Consciência simbólica tornando atos potencialmente rituais.
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Natureza espiritual superior permitindo transcendência do tempo.
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Espírito como abrangendo simultaneamente o antes e o depois.
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Reabsorção simbólica nos Arquétipos como perspectiva elevada.
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Queda como perda de acesso ao Coração.
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Santo como capaz de emprestar asas ao símbolo.
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Asas naturais da alma primordial perdidas na Queda.
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O santo pode alegrar-se com ritos prescritos e é seu performer exemplar, mas o homem caído necessita deles imperativamente como resposta celeste à condição sem asas, podendo defini-los como atos simbólicos dotados providencialmente de asas para retorno à Fonte por identificação com o ato, como linha de vida lançada do Céu que reencena a conexão entre símbolo e Arquétipo e desperta o vínculo adormecido pela repetição constante.
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Ritos como resposta do Céu ao estado caído.
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Definição de rito como símbolo em ato.
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Asas adquiridas pelo performer via identificação com o rito.
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Rito como linha de vida lançada do Céu e aderência do adorador.
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Reencenação da conexão homem-Arquétipo.
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Vínculo não rompido mas dormente.
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Necessidade de repetição para passar do sono à vigília.
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A relação entre ritos e as categorias de símbolos inclui a capacidade do Tesouro Oculto de irradiar novos aspectos com intensidade e modo adaptados a tempos e lugares para vencer limitações humanas, e tais intervenções fundam religiões e criam símbolos excepcionais que não se reduzem às definições comuns, pois embora todo símbolo tenha identidade misteriosa com seu Arquétipo ele permanece sujeito às condições mundanas, enquanto a Revelação e seus símbolos sacramentais, embora em forma finita, são intrusões de outro mundo e presença real do Infinito no finito, estendendo-se isso às Revelações como Vedas, Pentateuco, Salmos, Tao-Te-King e Qur’ān e às descidas da Palavra como Avataras, Buddha e Jesus, de modo que não é adequado chamá-los de meros símbolos.
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Irradiação renovada do Tesouro Oculto conforme necessidade e receptividade.
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Intervenções divinas como estabelecimento das religiões.
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Símbolos excepcionais gerados em momentos cíclicos.
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Símbolos ordinários como sujeitos a condições e limites do mundo.
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Revelação como “não criada” e não “of this world” apesar de forma finita.
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Intrusão do Infinito no finito e do transformacional no formal.
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Lista de Revelações: Vedas, Pentateuco, Salmos, Tao-Te-King, Qur’ān.
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Descidas da Palavra: Avataras, Buddha, Jesus.
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Inadequação de reduzir tais realidades a meros símbolos.
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Para distinguir o símbolo sacramental, a expressão “begotten not made” é transposta para afirmar que ele procede da Fonte por pura radiação e pode ser dito “de uma substância” com o Arquétipo, diferindo dos símbolos comuns.
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Critério anterior: predomínio de radiação sobre projeção.
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Símbolo sacramental como radiação quase pura.
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“Begotten not made” aplicado de modo universal.
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“Of one substance” com o Arquétipo como caracterização.
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A Eucaristia como exemplo de símbolo sacramental tem sua alteridade afirmada também pela Revelação islâmica ao mencionar a Última Ceia no capítulo “The Banquet” como resposta à oração de Jesus por um banquete do Céu que fosse sinal, e a identidade do símbolo sacramental com o Arquétipo funda o rito esotérico universal de invocar o Nome divino, como no japa-yoga hindu e equivalentes, garantidos pela verdade sufi de que o Nome é o Nomeado.
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Eucaristia como exemplo central.
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Qur’ān V: 114 associado ao pedido de Jesus e dos discípulos.
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Banquete do Céu como festa para primeiros e últimos e como sinal.
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Dogma islâmico de que o Qur’ān é “não criado”.
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Identidade sacramental como base da invocação do Nome divino.
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japa-yoga como união pela invocação.
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Fórmula sufi: “the Name is the Named”.
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