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schaya:abismo

ABYSSUS ABYSSUM INVOCAT

SCHAYA, Leo. Naissance à l’esprit. Paris: Dervy-Livres, 1987.

  • O Salmo 42 é apresentado como expressão da sede da alma por Deus vivo, simbolizando a experiência de afastamento da Realidade pura e o sofrimento que daí decorre.
    • A imagem do cervo que suspira pelas águas exprime a aspiração da alma.
    • A alma anseia pelo Deus vivo e pela manifestação de Sua Face.
    • A sede do absoluto nasce do sentimento de separação da Realidade.
    • O sofrimento espiritual acompanha o afastamento interior.
  • A expressão “abyssus abyssum invocat” é interpretada além do sentido proverbial, como símbolo de uma dinâmica espiritual profunda entre abismos.
    • “O abismo chama o abismo” é associado às cataratas, vagas e torrentes.
    • A interpretação meramente moral é considerada inadequada.
    • O simbolismo aponta para uma significação metafísica.
    • O sofrimento possui reverso espiritual e beatífico.
  • A exegese metafísica ultrapassa o plano da dor e revela a realidade interior e espiritual dos abismos e das águas.
    • A analogia eleva-se do sentido literal ao simbólico.
    • A leitura especulativa conduz ao plano metafísico.
    • Os elementos de sofrimento manifestam aspecto interior luminoso.
    • A finalidade beatífica das provações é afirmada.
  • O texto hebraico de “tehom el-tehom qore” é analisado como invocação do Nome divino no nível supremo da exegese.
    • Qara significa chamar, invocar, proclamar.
    • Genyah designa a invocação do Nome de Deus.
    • O abismo invocado representa Deus mesmo.
    • A invocação é auto-invocação divina.
  • Tehom é identificado ao Nada divino, ao Não-Ser ou Sobre-Ser, à Treva mais luminosa e ao Silêncio supremo.
    • “Trevas sobre a face do abismo” é citado de Gênesis.
    • O silêncio diante da Face é referido em Habacuc.
    • O Salmo XXXIX afirma que a noite brilha como o dia.
    • A treva não é privação, mas ocultação da Essência.
  • Dionísio Areopagita é citado como testemunha da teologia da Treva supra-luminosa acessível no Silêncio.
    • A ascensão vai além da luz e da ignorância.
    • Os mistérios revelam-se na Treva luminosa.
    • O Silêncio ensina os segredos divinos.
    • A luz resplandece na obscuridade intangível.
  • Abd al-Karim al-Jili descreve a Obscuridade divina como Realidade das realidades, além de divindade ou criatura.
    • A Unidade é incognoscível em si.
    • A Obscuridade é o Absoluto real.
    • Não há divindade acima dela.
    • A palavra profética sobre o Nuvem obscuro é evocada.
  • O Abismo transcendente é apresentado como única Realidade que, ao se afirmar como Ser e Nome, manifesta-se como luz.
    • O Sobre-Ser é indeterminado e eterno.
    • O Nome YHWH deriva de Hayah, “ser”.
    • A autoafirmação do Ser procede do Abismo.
    • O Abismo chama o Abismo por autodeterminação.
  • A invocação do Ser provém do Abismo essencial e implica que todos os seres participam dessa autoafirmação.
    • A Essência é origem e finalidade.
    • Todo ser afirma com sua própria essência.
    • A invocação consciente ou inconsciente remete ao Absoluto.
    • A Absolutidade é comum a todos os seres.
  • Mestre Eckhart descreve a permanência no Fundo ou Abismo da Deidade onde apenas o “Si” divino subsiste.
    • No Fundo não há distinção pessoal.
    • A emanação faz as criaturas dizerem “Deus”.
    • O Corão VII, 172 é citado sobre o testemunho primordial.
    • O conhecimento de si conduz ao conhecimento do Senhor.
  • O prólogo do Evangelho de João é invocado para afirmar que o Verbo é Luz que as trevas não recebem.
    • “No princípio era o Verbo”.
    • A vida é luz dos homens.
    • As trevas não acolheram a luz.
    • A obscuridade criatural é privação relativa.
  • A separação entre finito e Infinito é relativa, pois a obscuridade criatural é também receptividade.
    • A receptividade é feminina e maternal.
    • O Abismo é Mãe divina.
    • A treva é preenchida de luz.
    • O Cântico dos Cânticos é citado: “Sou negra, mas bela”.
  • O Dom eterno do Pai à Mãe, identificado ao Filho ou Verbo, é descrito como movimento de descida e retorno do chamado.
    • O Nome de Deus é o Filho.
    • O chamado alcança inclusive os que negam.
    • A revelação concede tornar-se filhos de Deus segundo João I, 12-13.
    • A invocação consciente participa da vida divina.
  • A treva criatural iluminada torna-se receptividade espiritual onde os fluxos de graça transformam a dor em união com o Bem supremo.
    • Tiago I, 17 é citado sobre o Pai das luzes.
    • O Salmo 41 menciona cataratas e ondas.
    • A invocação une-se ao som das cataratas.
    • A existência dolorosa converte-se em união beatífica.
  • A alma que clama das profundezas encontra paz no silêncio de seu próprio abismo, onde resta apenas o Único, o Verdadeiro e o Real.
    • O Salmo CXXX, “De profundis”, é evocado.
    • O chamado torna-se o próprio chamado divino.
    • A treva mais luminosa é silêncio do que não é Deus.
    • Do Abismo surge apenas invocação dirigida ao próprio Abismo.
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