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PEDRA FUNDAMENTAL
SCHAYA, Leo. Naissance à l’esprit. Paris: Dervy-Livres, 1987.
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A Pedra Fundamental é apresentada como a Receptividade infinita do Ser divino, princípio passivo e universal que sustenta e recebe a criação ao mesmo tempo em que permanece inseparável do Princípio ativo.
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A Infinidade divina implica o Ser como causalidade universal e como fundamento da existência.
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A Pedra não é uma realidade suprema distinta, mas o aspecto receptivo do próprio Espírito.
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A relação entre Criador e criatura é compreendida como polaridade entre atividade e receptividade.
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A espiritualização humana realiza-se quando a receptividade interior se torna consciente e ativa.
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A interpretação cabalística do versículo do Gênesis sobre os céus e a terra revela a polarização interna do Princípio único em aspectos ativo e receptivo.
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“No princípio” é entendido como no Princípio divino, identificado à Sabedoria.
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Os céus e a terra simbolizam respectivamente os aspectos masculino e feminino da Causa única.
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A criação manifesta a complementaridade entre “Pai” e “Mãe” enquanto polos do mesmo Ser.
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A Receptividade divina contém virtualmente toda a criação.
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A criação é descrita como manifestação gradual da polarização do Princípio único, que permanece transcendente e imanente.
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A terra representa o polo receptivo final da luz criadora.
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A matéria é compreendida como receptáculo ativo e passivo ao mesmo tempo.
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A Causa receptiva atua tanto no alto quanto embaixo, absorvendo e reintegrando a criação.
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O Alfa e o Ômega simbolizam a totalidade do processo criador.
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A Casa divina ou Templo universal é simbolizada pelas letras hebraicas e expressa a estrutura metafísica da criação.
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O beth indica a “Casa” como lugar da Presença divina.
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A unidade divina manifesta-se na dualidade complementar das letras iniciais.
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A estrutura da Casa une céu e terra em síntese simbólica.
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A criação inteira é figurada como morada da Glória divina.
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A letra lamed simboliza o ponto supremo e a descida da influência divina através da Coluna do Meio.
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Representa a “Cabeça” ou princípio ativo que penetra os mundos.
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A Pedra fundamental corresponde ao fundamento inferior da mesma coluna.
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A dinâmica descendente e ascendente estrutura a economia cósmica.
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A Cidade universal é figurada como culminação dessa arquitetura espiritual.
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A visão de Jacó da escada celeste simboliza a união entre céu e terra realizada pela Pedra fundamental.
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A pedra tomada por Jacó torna-se monumento e casa de Deus.
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A escada representa a Coluna do Meio ligando todos os estados de existência.
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O movimento dos anjos expressa a reciprocidade entre princípio ativo e receptivo.
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Betel é identificada como centro espiritual e arquétipo da morada divina.
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A Shekhinah manifesta a Presença divina como Receptividade luminosa que habita o Templo e o centro do mundo.
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Jerusalém simboliza o ponto central da criação.
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O Santo dos Santos figura o núcleo oculto da Presença.
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A Arca da Aliança cobre a Pedra fundamental.
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O centro terrestre reflete o Centro supremo.
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A tradição bíblica e islâmica associa a Pedra fundamental ao centro do Templo e ao eixo do mundo.
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O sacrifício de Isaac e o de Ismael são vinculados ao mesmo centro sagrado.
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O Trono divino corresponde ao arquétipo celeste desse centro.
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A Kaaba é descrita como símbolo equivalente do fundamento.
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O centro terrestre contém simbolicamente céus e terra.
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A Cidade santa e o Templo espiritual encontram sua plenitude em Cristo como Pedra angular.
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Cristo é apresentado como fundamento superior e inferior do edifício espiritual.
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Ele é simultaneamente Porta, Caminho e Centro.
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A Igreja é figurada como templo vivo composto de pedras espirituais.
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A unidade entre Céu e Terra realiza-se na Pessoa divina.
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A criação inteira é estruturada por círculos concêntricos em torno da Pedra central, símbolo do ponto de irradiação.
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Jerusalém é representada como imagem arquetípica do centro.
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O “umbigo do mundo” indica o ponto de expansão cósmica.
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O olho humano simboliza essa estrutura concêntrica.
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Todos os mundos gravitam em torno desse centro.
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A cosmologia cabalística descreve a expansão da criação a partir da Sabedoria divina simbolizada como pedra lançada nas águas.
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A pedra gera círculos correspondentes às esferas de existência.
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O Espírito divino atua como força criadora.
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A expansão não limita a infinitude divina.
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A presença permanece simultaneamente transcendente.
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A distinção entre Absoluto e relativo não implica separação real, pois toda substância criada participa da Luz divina.
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A substância é mais ou menos luminosa conforme sua proximidade do Princípio.
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O Éter primordial precede os quatro elementos.
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Os elementos manifestam graus de densidade espiritual.
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A matéria conserva reflexos da Luz original.
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A queda do homem é descrita como obscurecimento da receptividade espiritual, convertendo transparência em opacidade.
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O corpo glorioso primordial torna-se corpo material.
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A Pedra fundamental permanece como núcleo oculto.
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A purificação espiritual restaura a receptividade.
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A reintegração culmina na união com o Centro divino.
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A via espiritual consiste em reencontrar a Pedra fundamental interior, identificada à receptividade pura do coração.
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A tradição islâmica denomina islâm essa submissão essencial.
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Maria é apresentada como arquétipo da receptividade perfeita.
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A religião pura coincide com a entrega total ao Princípio.
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O coração torna-se morada viva da Presença divina.
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