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UNIDADE SUPREMA

SCHAYA, Leo. Naissance à l’esprit. Paris: Dervy-Livres, 1987.

  • A Unidade suprema é apresentada como coincidência dos opostos e identidade absoluta situada no Sobre-Ser, onde toda distinção entre Espírito e receptividade, atividade e passividade, é ultrapassada.
    • O único Real é a não-dualidade eterna de todas as coisas.
    • A coincidência suprema situa-se além do Ser e do Espírito.
    • O Sobre-Ser contém indistintamente o Ser causal e suas possibilidades.
    • Toda oposição dissolve-se na identidade absoluta.
  • A possibilidade da matéria é entendida como receptividade ontológica do Espírito que, sendo passiva, é destinada à espiritualização e à reintegração no Absoluto.
    • A receptividade é própria do Espírito em sua natureza.
    • No plano cósmico, ela aparece como receptáculo transitório.
    • O Espírito é ato puro que reabsorve a receptividade.
    • A distinção entre Espírito e matéria é superada no Absoluto.
  • Todas as realidades antinômicas, inclusive a relação entre Senhor e servidor, são resolvidas no Sobre-Ser não dual, único Real.
    • O criado jamais é Senhor enquanto criado.
    • O Senhor reabsorve o servidor em sua Essência comum.
    • Não subsistem distinções de Espírito e matéria.
    • A Treva supra-luminosa liberta de toda condição.
  • A aspiração do homem espiritual dirige-se à contemplação obscura do Nada ou Non-Être, onde se realiza a identidade com o Sobre-Ser absolutamente Real.
    • A passagem vai da ignorância à Essência.
    • O Salmo XXXI é citado: “Em tuas mãos entrego meu espírito”.
    • YHWH é invocado como Deus de verdade.
    • A Verdade suprema liberta de toda condição relativa.
  • Amar a Deus em verdade exige, segundo Mestre Eckhart, despojamento total de espírito e de toda figura, até a simplicidade pura da Essência.
    • Deus deve ser amado como Unidade pura.
    • A espiritualidade figurada ainda contém mediação.
    • A simplicidade depende da unanimidade interior.
    • Amar Deus como Espírito ou Pessoa ainda é amar sob figura.
  • A Unidade suprema é descrita como não-Espírito, não-Pessoa e não-Figura, pura Realidade além de toda dualidade.
    • Deus é Espírito segundo João IV, 24.
    • “Bem-aventurados os pobres em espírito” é citado de Mateus V, 3.
    • O Sobre-Ser transcende o inteligível.
    • A Verdade suprema situa-se além do Espírito.
  • O homem deve adorar Deus em espírito e verdade, deixando-se absorver na Conhecimento total e na Absolutidade divina.
    • O Espírito humano é conduzido além do inteligível.
    • A absorção culmina na Verdade pura.
    • A pobreza de espírito é condição da suprema riqueza.
    • A Essência absoluta subsiste além de todas as coisas.
  • Após a morte espiritual e o renascimento no Absoluto, o realizado desce novamente ao mundo como revelador da Presença divina, à semelhança de Moisés no Sinai.
    • Moisés desceu com o rosto resplandecente segundo Êxodo XXXIV.
    • A luz irradiada manifesta a Onipresença.
    • A identidade absoluta é reconhecida em todas as coisas.
    • O relativo é visto como relativo no seio do Infinito.
  • A pirâmide da existência é superada quando a multiplicidade é reintegrada no ponto supremo e passa da unidade ontológica à não-dualidade supraontológica.
    • O ponto supremo é o Ser divino causal.
    • Os arquétipos da multiplicidade estão nele contidos.
    • A passagem é misteriosa entre relativo e Absoluto.
    • O que atravessa esse limiar torna-se o Absoluto mesmo.
  • O realizado, retornando ao mundo, vê as diferenças à luz da Unidade e percebe todas as formas como essencialmente unas.
    • A visão não dual integra espiritualmente as diferenças.
    • As deformações criaturais são reflexos dos arquétipos.
    • A multiplicidade apresenta-se como essencialmente una.
    • A consciência da Toda-Realidade situa o homem acima dos graus inferiores.
  • O homem plenamente consciente reconhece em cada criatura uma centelha divina e contribui para a redenção universal.
    • Nenhuma criatura é dissociada do Absoluto.
    • O olhar divino reconhece a Origem suprema.
    • As cadeias existenciais são libertadas.
    • Todas as coisas são reunidas na Unidade.
  • A Beatitude infinita consiste em realizar a identidade absoluta com o Real, além de toda noção, onde tudo é um em Deus.
    • A plenitude do Real é encontrada no íntimo.
    • O Absoluto é mais que conceito, é Realidade.
    • Eclesiastes I, 2 é citado: “Vaidade das vaidades”.
    • Isaías XLIV, 6 afirma a unicidade divina.
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