====== SEGREDO DO PAR PAI-FILHO ====== //DAUGE, Yves Albert. L’ ésotérisme: pour quoi faire? Paris: Dervy-Livres, 1986.// * A relação do homem com Deus constitui o núcleo do problema religioso e conduz ao mistério do Nome divino como chave da unidade. * Quatro grandes concepções históricas são evocadas: Deus criador, Deus Mãe, Deus Espírito e Deus Salvador. * Cada concepção exprime um aspecto da mesma realidade divina. * A síntese exige penetração no segredo do Pai e do Filho. * A unidade divina comporta uma estrutura relacional interna em que Pai e Filho não se opõem, mas se implicam numa dinâmica de vida. * A expressão Eu-Sou indica presença absoluta. * A pessoa singular participa de uma unidade comum. * A dualidade interna não rompe a unidade essencial. * A filiação exprime a vocação profunda do homem como imagem viva do Pai no Filho. * A afirmação “Eu e o Pai somos um” manifesta identidade de natureza. * A noção de filhos de Deus remete à descendência espiritual. * A referência aos Evangelhos segundo João e segundo Tomé sustenta essa compreensão. * O Tetragrama YHWH simboliza a arquitetura interna da relação divina e o circuito da manifestação. * Yod, Hé, Waw, Hé correspondem a Pai, Espírito, Filho e manifestação. * A disposição vertical indica eixo de circulação. * A inserção do Shin forma o Nome de Jesus e introduz dimensão redentora. * O homem ocupa simbolicamente o lugar do Waw como elo entre alto e baixo e como imagem icônica do Pai. * A recepção do Espírito vincula-se à participação na dimensão materna. * A reunião das letras do Nome restitui unidade. * O reconhecimento da imagem interior conduz ao centro. * A ruptura entre Pai e Filho corresponde à queda na exterioridade e à perda da visão profunda. * A encarnação excessiva obscurece a interioridade. * O espaço do casal divino torna-se bloqueado. * O Nome aparece fragmentado. * A reunificação do Nome implica recomposição da circulação da energia divina no interior do homem. * Reunir o Nome equivale a recompor o Tetragrama. * O Amor move-se ascendentemente ao Pai. * A palavra de Jesus em Mateus vincula reintegração e unidade. * A oração ensinada por Jesus comporta dimensão individual e dimensão comunitária ordenadas ao Nome. * A oração no segredo dirige-se ao Pai no interior. * A oração eclesial manifesta comunhão. * A santificação do Nome constitui eixo da reintegração. * O monachos designa o homem uno que vive o Nome no segredo do coração sem intermediários. * A unidade interior coincide com coincidência de vontades. * A claridade nasce do recolhimento. * A auto-iniciação corresponde ao despertar interior. * A entrada na câmara interior identifica-se com o Coração como lugar do encontro com o Pai. * O silêncio favorece a descida do Espírito. * O circuito Pai-Filho realiza-se no interior. * O Coração torna-se espaço da união. * O reconhecimento simultâneo do Pai e do Filho desencadeia unificação do Nome e participação na vida divina. * A pureza de coração condiciona a visão. * O segredo comunica-se por experiência. * Fora da interioridade o Reino permanece inacessível. * A descoberta do Filho conduz à descoberta do Pai numa visão vertical que une luz e diálogo silencioso. * Théos é associado ao centro interior. * A luz encarnada opera reintegração. * O acesso ao Um exige via estreita. * A conversão interior funda o verdadeiro monaquismo e define o esoterismo como universal. * O monaquismo corresponde a espaço interior concreto. * O amigo de Deus é identificado com o sufi e o justo. * O Homem de Luz constitui eixo da criação e realização da filiação. {{tag>Dauge YDE}}