====== PRINCÍPIO DO EU ====== //[[jctia|Teoria do Indivíduo Absoluto]]// * A necessidade de uma abstração radical para a revelação do Eu e a insuficiência da mudança entre ordens de determinação * A frustração do intento de desvincular o princípio subjetivo limitando-se a passar de uma ordem de determinações a outra * A inadequação de mover-se em extensão, permanecendo no gênero da determinação, perante a exigência de proceder em profundidade * A exigência de transcender não esta ou aquela determinação particular, mas a determinação em geral * A citação de Plotino, segundo a qual "a alma, onde quer que veja ainda uma forma, saiba que há algo de outro a desejar" * A afirmação de que o Eu não se revela senão efetuando uma abstração radical * A definição do princípio de autorreferência como a categoria elementar de toda a experiência * O acompanhamento inseparável e uniforme de toda a experiência pela nota implícita ou explícita de ser "minha experiência" * A conceituação do autorreferimento como a condição elementar sem a qual nenhuma realidade é concebível * O desprendimento desse princípio de autorreferência de todo o conteúdo particular e o seu redobramento sobre si mesmo * A obtenção da identidade "Eu = Eu" como uma relação absoluta que é, ao mesmo tempo, experiência pura * A caracterização dessa experiência como algo simples e inominável, no qual o transcendental e o empírico coincidem * A conceituação desta experiência eminente como o medium que tudo media e que, ela própria, por nada é mediada * A comparação dessa experiência a uma tela sobre a qual todas as experiências particulares se desenham * A designação deste princípio como "puro princípio do indivíduo", justificada etimologicamente pela sua indivisibilidade * A abordagem necessariamente negativa para a definição do princípio do Eu * A impossibilidade de dizer algo positivamente sobre tal princípio, podendo-se apenas indicar o que ele não é * A distinção fundamental entre o Eu e o pensamento * A rejeição da identificação do Eu com o pensamento, particularmente no sistema do idealismo * A definição do pensamento no idealismo como o "A" da fórmula "X ⊃ A ⊃ S", expressando a forma genérica da mediação * A inconcebibilidade prática de um pensamento indeterminado para além dos seus atos particulares * A significação teórica de um tal pensamento apenas como a forma genérica, ou género, da determinação * A vacuidade do princípio do subjetivo se não for entendido como transcendente a esse princípio, que permanece determinado pela correlação ao ser * O aprofundamento da distinção mediante a análise da fórmula "X ⊃ A" * A significação da fórmula parcial "X ⊃ A" como a não precedência do objeto antes de ser posto * A criação simultânea da objetividade e da subjetividade correlativa no mesmo ponto * A inexistência de um Eu como pensante antes do seu efetivo e determinado pensar * O nascimento do Eu somente com o nascimento do pensado * A conceituação idealista do pensado como um qualquer conteúdo da experiência * A impossibilidade de esta subjetividade genérica ser o puro princípio do indivíduo * A necessidade da distinção entre ato e potência da atualidade * A definição da potência, enquanto distinta do determinado e do real, como o indeterminado e o possível * A definição específica da potência, com referência ao caráter de atividade de "A", como indiferença ao pôr e ao não-pôr * A definição final desta potência como pura liberdade * A síntese da verdadeira distinção entre sujeito e objeto * A compreensão da distinção apenas quando o objeto é reconduzido a uma qualificação da consciência * A visão da substância desta consciência na determinação de um ato em geral * A oposição entre o Eu como indeterminado e o Eu como sujeito atual ou pensante * A oposição entre o Eu como "possibilidade indiferente" e o Eu que vive em função do determinar e de uma correlação afetada por necessidade interna * A crítica ao idealismo que se reduz a uma espécie de fenomenismo * A identificação de um idealismo que se limita a reconduzir a realidade do real à sua idealidade * A substituição dos dados da experiência por "atos" do pensamento, sem admitir nada além da atualidade pensante * A consequência de, permanecendo nesse ponto, reduzir a coisa a uma subjetividade e a subjetividade a uma coisa * A exacerbação do mistério gnoseológico inicial, sem tornar os "duplos" mais inteligíveis que os dados existenciais * A comparação com o absurdo de quem, devendo contar, começasse por duplicar, usando a expressão aristotélica * A exigência de superar o fenomenismo remontando ao puro princípio do individual, que transcende a ordem do pensamento * A situação habitual de se deixar pensar pelo pensamento e as suas consequências filosóficas * A suspeita de que esta situação vale como base para concepções imanentistas confusas * A referência a Bertrando Spaventa e à assunção de um "fazer-se" do pensamento como princípio explicativo * A equivocidade da fórmula "o pensamento que se faz" * O seu caráter analítico, e não sintético, se o que se faz é já pensamento * A exigência de, se o pensamento "se faz" verdadeiramente, não o antedatar * A necessidade de remeter o pensamento a uma potência que em si não é já pensamento, determinação ou atualidade * A definição dessa potência como possibilidade pura que se apreende a si mesma como Eu * A correção da fórmula para "o Eu se faz pensamento" * A abertura do campo de problemas sobre as relações entre este princípio superior e a ordem das determinações * O esclarecimento das relações entre o princípio do individual e o pensamento mediante o "cogito" cartesiano * O uso por René Descartes do termo "cogitare" num sentido genérico, coincidindo com o aperceber-se de algo * A inclusão do sonho na formulação da sua "dúvida radical" * A aproximação com a "syngkatathesis" dos Estoicos e com o termo "A" da fórmula * A confirmação de duas vias de interpretação pelo desenvolvimento da filosofia posterior * A primeira via de interpretação: a leitura racionalista * A expressão pela fórmula cartesiana da identidade do ser do Eu com o ser lógico * A redução da certeza de si ao pensamento de si, e de todo o processo a um auto testemunho * A conceituação do pensamento como o "prius" absoluto, e o Eu como um "posterius" por ele posto e condicionado * A afirmação de Johann Gottlieb Fichte de que "não é o Eu ou o homem que pensa, mas o 'saber'" * A conceituação do Eu como o "fenômeno" de um saber que reflete sobre si * A exacerbação do ponto de vista de Immanuel Kant, onde o Eu também é condicionado pelas categorias * A consideração do sujeito, porque afirmado através do "cogitare", como um objeto de facto * A inversão dos justos relacionamentos e a sujeição à inclinação dogmática da reificação * A segunda via de interpretação: a leitura como transparência direta do Eu a si mesmo * A contestação do caráter de inferência lógica da fórmula cartesiana * O equívoco racionalista de tomar o Eu mediado, que é a ideia do Eu, pelo Eu imediato * A compreensão do "cogito" como pura transparência direta do Eu a si mesmo * A conceituação do pensamento como existindo em e para o Eu * O condicionamento do ato mental elementar pelo Eu real * A percepção imediata dos dois termos da correlação com dignidade diversa * A sujeição, na posição racionalista, à sugestão do modo das representações espaciais * A referência a Maine de Biran e à sua advertência contra este perigo * A necessidade de superar este atitude abstrato com um método metafísico e psicológico * A citação de Maine de Biran sobre o facto originário da consciência * A caracterização deste facto como reunindo as condições e caracteres próprios ao princípio da ciência humana * O seu implícito sentimento de evidência que se reflete sobre todas as verdades que dele dependem * A impossibilidade de alguma verdade se fosse possível duvidar desta primeira experiência interna imediata * A manifestação do Eu a si mesmo como força ou causa livre, idêntica, permanente * A constituição da força, da causalidade interna, da atividade livre como uma apercepção primária e imediata * A impossibilidade de discutir este facto ou pretender deduzi-lo de um princípio anterior * A conceituação do possuir-se do sujeito como experiência transcendental * A sua não redução a uma experiência psicológica estrita, entendida como o jogo contingente das modificações mentais * A designação deste ser, deste Eu, como um dado imediato da consciência e, simultaneamente, um princípio de direito * A sua caracterização como "scientia certa et clamans conscientia" * A remissão a este princípio do sentido último da fórmula cartesiana na presente doutrina * A prevenção contra as objeções racionalistas de base gramatical * A objeção sofística de que definir o Eu como antecedente recorre à categoria do tempo * A objeção de que defini-lo como causa recorre à categoria da causalidade * A consequente redução do Eu assim definido a um condicionado, um pensado, e não a um condicionante * A refutação pela natureza figurativa e simbólica destas determinações * A antecedência do Eu como não temporal, e a sua causalidade como não categorial * A dádiva direta de ambos os elementos numa experiência super racional inominável * A fuga do Eu a toda a definição, pois todo o nome provém de uma categoria do pensamento * A afirmação do Eu como sujeito no qual as categorias existem, mas que existe apenas em si mesmo * A citação de Mestre Eckhart: "Um nada, um nada indizível: eu sou!" * O tema upanishádico de que o "vidente não é visto, o ouvinte não é ouvido, o pensador não é pensado" * A citação da "Brihadaranyaka-upanishad": "Ele é o teu Eu, o imortal, o reitor interno" * A impossibilidade analítica de o sujeito puro cair sob uma "conhecimento", decorrente da sua própria definição * A base da irredutibilidade do Eu ao ato que põe o ser lógico no facto de o pensante não poder ser pensado * A possessão do Eu em imanência absoluta como via de acesso superior ao conhecimento * A impossibilidade de "conhecer" o Eu ou dizer "o que" ele é * A possibilidade de, em contrapartida, possuí-lo, sê-lo, em absoluta imanência * A não conceituação do puro princípio do indivíduo como um mistério, um númeno ou um inconhecível * A sua caracterização como a evidência por excelência * A citação do antigo dito: "Como a escuridão não é escuridão por si mesma, mas pelo facto de não ser luz" * A distinção entre o Eu e a autoconsciência * A necessidade de não identificar o puro princípio com a autoconsciência, se entendida como mais que imanência absoluta * A conceituação, na filosofia transcendental, da autoconsciência como a forma genérica do objetivo * O desenvolvimento coerente no neo-hegelismo, como em Giovanni Gentile, da autoconsciência como mera reflexão dos conteúdos * A posição de que o Eu não "é" autoconsciência, mas a possui, segundo Max Stirner * A conceituação da autoconsciência como a exterioridade do Eu, a sua manifestação correlativa a uma ordem de qualificações * A visão da especulação tradicional do princípio primeiro da auto limitação na autoconsciência * A repetição do jogo da crítica racionalista, invertendo os relacionamentos, como em Friedrich Wilhelm Joseph Schelling * A conceituação schellinguiana da autoconsciência como uma lanterna que deixa atrás de si a mais densa escuridão * A necessidade de banir as entidades abstratas e penetrar no ser puro e central * O medo usual deste passo, referido por Arthur Schopenhauer como um recuar diante de uma angustiante escuridão * A impossibilidade de chegar ao ponto da imanência se não for posto desde o princípio * A possibilidade de deduzir, por abstração, uma "autoconsciência em geral" a partir do Eu inominável * A absurdidade da passagem inversa, da autoconsciência para o Eu * A consequente última instância como um mundo de aparências apolínicas, no sentido de Friedrich Nietzsche * O desprendimento deste mundo do substrato profundo, intensivo e irracional da realidade * A interpretação racionalista do "cogito" como a fórmula da não centralidade * A expressão do sentido de que o Eu não é si mesmo, mas pensamento de si * A não possessão de si, mas a apreensão de si como imagem, representação * A referência a Carlo Michelstaedter para a compreensão desta interpretação como via para a corrupção * A identificação, na base da filosofia crítica moderna, da certeza com a existência lógica * A mútua tomada do sistema da razão pelo absoluto ser, como em Immanuel Kant * A coincidência do sujeito, nessa via, com o processo do fazer-se do saber, como em Louis Weber * A significação da imanência como condicionar as coisas através do "pensamento em geral" * O progresso desta filosofia, desde René Descartes, como uma progressiva negação do princípio do Eu * A construção da pior das transcendências * A condição da possibilidade do saber objetivo como a translação para o "Eu penso" kantiano * A distinção necessária para a saída de um mundo de formas vazias * A admissão de que algo existe para além do pensamento e do ser que lhe é próprio * A conversão, para a filosofia que identifica o Eu com o pensamento, deste "além" em algo transcendente * As aporias evidentes resultantes desta conversão, como no caso do númeno kantiano * A identificação, na presente doutrina, do Eu com este "além" do pensamento * A conceituação do Eu como o imanente absoluto, a evidência mais próxima * A exorcização do fantasma da "coisa em si" * A conceituação do pensamento como transcendente, quando hipostasiado num pensamento universal * A possibilidade de manter a distinção requerida por toda a filosofia do real e o ponto de vista crítico da imanência * A admissão forçada, nas filosofias transcendentais, de determinações a priori inexplicadas * A base da possibilidade das suas várias deduções em certas determinações que assumem de facto * A repressão de qualquer veleidade de explicação sobre a sua génese, dado o círculo vicioso implicado * A explicação do ser, causalidade, espaço, tempo, etc., como categorias, na sua própria existência * A citação de Louis Weber sobre o conceito deixado inexplorado e usado como uma categoria irredutível * A citação sobre os resultados obtidos pelo método dedutivo, abstraindo do dado, exceto as categorias fundamentais * A citação sobre a impossibilidade de explicar a origem da noção de causa * A citação sobre a identidade do ser com a ideia, e a ciência como o único dado irredutível * A referência a Louis Weber como aquele que pensou coerentemente a premissa do racionalismo * A questão da compreensibilidade superior da presença transcendental de uma categoria face a um fenômeno natural * A pertença do empirismo e do racionalismo, "mutatis mutandis", a um mesmo nível da consciência * A resolução da consciência do Eu, neste plano, na luz do espetáculo das coisas, isto é, no fenomenismo * A admissão coerente por Louis Weber de que o sistema do saber se explica absolutamente em si e por si * A conclusão legítima de que tal processo não é senão uma espécie de sonho incompreensível * A ilusão inerente aos sistemas idealistas que parecem pressupor apenas o "Eu" * A conceituação do Eu nesses sistemas não como princípio, mas como a ideia do Eu * A observação de Henri Bergson, no caso de Johann Gottlieb Fichte, sobre a condensação do que se queria deduzir * A citação de Jules Lagneau sobre o elemento pretensamente originário sendo uma ideia composta * A colocação, como verdade evidente em si mesma, da proposição "o espírito é" * A transferência imediata e ilegítima dessa evidência para uma determinação não evidente em si * O exemplo da determinação do ser do espírito como alienar-se de si e realizar-se como autoconsciência * A percepção de que se dá muito mais e, simultaneamente, muito menos do que a simples potência do subjetivo * A assunção de uma determinação segundo uma lei não compreendida analiticamente no conceito daquela potência * A falta de fundamento, em Georg Wilhelm Friedrich Hegel, para a "longa via" da fenomenologia e para as suas estações específicas * A não percepção destes paralogismos pela hipostasia do modo habitual do pensamento humano * A consumação coerente dos resíduos ontológicos do hegelismo numa pura "teoria da mentalidade" * A revelação, nesta teoria, da aceitação passiva de uma natureza, a da mentalidade humana * A referência a Johann Gottlieb Fichte sobre as "leis naturais da natureza racional" * A ocultação de um mistério na "lei immanente do pensamento" e no "dialetismo do Espírito" * A refutação do argumento da contradição em pedir uma explicação da natureza racional * A validade deste argumento apenas num certo plano, dado o atitude interior que define o racionalismo * A impossibilidade, com a forma cognitiva como instância extrema, de uma dedução do conhecer * A abertura deste círculo fechado pela ação * A imagem de Henri Bergson sobre o aprender a nadar, que não pode começar sem já saber nadar * A comparação deste raciocínio paralisante com o auto bloqueio do racionalismo * A citação de Henri Bergson: "É um nó que não deve ser desatado, mas cortado" * O esquema de Jules Lagneau para as fases do desenvolvimento filosófico e a sua utilização * A primeira fase da "razão pura" submetendo-se a si mesma, espontaneamente em ato, como na antiga metafísica * A nota sobre a justificação das metafísicas antigas em função de conteúdos supra racionais e tradicionais * A segunda fase da filosofia crítica, da autoconsciência das formas, sem a sua compreensão livre e ativa * A terceira fase do "idealismo moral" ou "racionalismo ético" * A ideia de uma metafísica em que a razão pura objetiva se explique mediante a razão prática subjetiva * A explicação da própria razão pura e do conjunto das suas formas a partir deste centro * A afranquiação da razão pura, mostrando a irrealidade em si dos seus produtos objetivos e formas transcendentais * A condição primeira deste superamento: a realização do puro princípio do individual * A crítica à filosofia do irracional, da "Vida" e da intuição * A inadequação desta corrente à exigência de fundo de que nasce o problema do valor * A não confusão do puro princípio do individual com o fundo último da realidade suposto por tais conceções * A análise da visão de Arthur Schopenhauer como exemplo paradigmático * A concepção do "mundo como vontade" para além do "mundo como representação" * A possibilidade de uma conhecimento direto e essencial do próprio ser, do in-sí * A revelação da vontade, propriamente a "vontade de viver", como o lado interno do corpo * A extensão por analogia a uma vontade cósmica como essência universal * A crítica ao método como um desvio, e não uma integração, da filosofia transcendental da imanência * O desprendimento do mundo das categorias do mundo da vontade em Schopenhauer * A não conceituação da vontade como raiz do Eu transcendental ou do "eu penso" kantiano * A referência à negação schopenhaueriana da apercepção do sujeito puro * A referência da experiência schopenhaueriana ao mundo orgânico da corporeidade * A ausência de um lugar para o sentido central do Eu na concepção schopenhaueriana * A redução da individualidade a um fragmento da geral vontade de viver * A manutenção do tema illusionista do Eu-fenômeno kantiano * A localização do encontrado no voltar-se para si mesmo como estando abaixo, e não além, da pessoa * A equivocidade do termo "vontade" em Schopenhauer, devendo antes usar-se "ânsia", "instinto", "desejo" * A desconexão deste elemento tanto do puro princípio do Eu quanto da vontade normal * A sua afirmação como a cedência e a falha da vontade verdadeira * A extensão da crítica a outras entidades postas em primeiro plano pelas filosofias anti-intelectualistas * A interpretação transcendental dessas entidades como hipóstases do termo "A" da fórmula no plano da pura existência de facto * A sugestão mais próxima para o género do ato da experiência, nesse nível, dada pelo que os irracionalistas entendem por "Vida" * A revelação por essas filosofias do subsolo do mundo condicionado, próximo de um momento afetivo * A traição do princípio da imanência pela substantivação deste elemento como uma força universal objetiva * A necessidade de criar distância em relação a estas correntes * A ausência, na compulsão da "Vida" e do "élan vital" bergsoniano, do Eu ou de caráter de Eu * A não localização, nisso, do ponto do infinito e do incondicionado transcendental * A proveniência da sua realidade da determinação e do ato no signo de uma extroversão * A impossibilidade de possessão do próprio princípio neste plano * A oposição fundamental entre o ato em que o possível é idêntico ao real e o ato em que o real é contingente * A conceituação do rapport entre o plano da "Vida" e o plano do Eu nestes termos * A esfera "vital" como um bloqueio, e não uma passagem, para o verdadeiro princípio transcendental * O único aporte positivo desta corrente: a indicação do sentido do facticidade transcendental * A crítica específica à filosofia da intuição de Henri Bergson * A conceituação correta da intuição como a mediação na forma da imediatez * O seu correlativo gnoseológico como o grau mais elementar do dado existencial, não resolvido * A referência do dado resolvido à "intuitio intellectualis" da filosofia medieval * A expressão do método irracionalista como uma regressão do elemento intelectual no elemento sensível * A conceituação bergsoniana da "duração" como expressão do dissolver-se do centro do Eu * A associação, por alguns representantes, da "Vida" ao inconsciente ou subconsciente * A comparação com o elemento "sensação" em Gottfried Wilhelm Leibniz, o diferencial indistinto da perceção * A direção do intuicionismo moderno para este elemento sub racional de intensidade exacerbada * A confusão da sua imediatez confusa com a transparência própria ao valor e ao significado * A comparação, em termos de tradições helênicas, com o caminho para os "inferos" * A referência à "filosofia da existência" (Existenzialphilosophie) e a sua relação com a presente doutrina * A nota do autor sobre a adição destas considerações na segunda edição e a sua anterior desconexão desta filosofia * A aproximação do conceito de "existência" ao dado elementar da consciência empírica * A conceituação da existência humana como a unidade e a implicação da relação a si e da relação a outro * A sua dupla qualidade de presença física individual no mundo e presença metafísica do ser no Eu * A formulação em Søren Kierkegaard como o encontro irracional e real de dois mundos que se excluem e implicam * A conceituação do relacionamento "existencial" como a dúvida de si implicando a dúvida do ser, e vice-versa * A expressão por Gabriel Marcel do ato e presença de um sendo também o ato e presença do outro * O relevo dado ao princípio da implicação do positivo no negativo * A indicação por Karl Jaspers da situação dialética em que o próprio insucesso fala da possessão * A formulação do princípio do estar já presente na pesquisa aquilo que é procurado * A referência ao dito místico: "Não me procurarias se não me tivesses já em ti" * O uso por Jean-Paul Sartre da noção de funcionalidade e "utilidade" para potenciar uma visão análoga * A reprodução e reforço das ideias da seção anterior pela filosofia existencialista * A divergência relevante devido à atitude de não centralidade prevalecente no existencialismo * A recepção, existencialisticamente, do transcendente, do positivo e do incondicionado como o outro em relação ao Eu * A afirmação por Karl Jaspers de um estado de "infinita dependência" face à transcendência * O prejuízo da coexistência de duas direções, duas possibilidades, dois atitudes * A interrogação sobre a possibilidade de considerar o outro de mim como sendo antes tudo o que é finito * A conceituação da situação de paradoxo como instável, de transição, postulando uma escolha * A impossibilidade da sua hipostasia em uma estrutura ontológica definitiva * A demonstração pela diferenciação da corrente existencialista em um ramo transcendentalista e outro imanentista * A aparência de ambos os ramos como perspectivas parciais face à teoria do Indivíduo absoluto * A pressuposição da penetração no puro princípio do individual e as suas consequências * A atualização da antítese e do elemento problemático latentes na existência comum * A suscetibilidade do que é pura potência de assumir notas dadas, face ao "outro" excitado por este movimento * O carácter relativo destas notas, procedente da natureza dual da consciência empírica * A não redução imediata destas notas a meras determinações lógicas * A conjuntura própria a uma filosofia transcendental que seja simultaneamente um sistema de experiência * A condução da dedução lógica a posições cuja necessidade indica a direção de possíveis atos internos * A libertação dos conteúdos ideais correspondentes da mediação, quando estes atos ocorrem * A assunção pelas notas lógicas de um mero valor simbólico, como sinais evocadores de uma experiência * Os pontos principais para a definição transcendental do subjetivo na sua contraposição ao "outro" * A definição do subjetivo como o ponto do eterno presente, face à temporalidade do outro * A justificação transcendental pela possibilidade da experiência de um tempo postular um ponto livre do devir * A posição do subjetivo como o imutável ou permanente, face à alteração e à sucessão do diverso * A definição da simplicidade ou imaterialidade como correlativo transcendental da experiência do espaço * A pressuposição, para a síntese do muito espacial, do uno metaspacial e imaterial * A nota da unicidade do subjetivo, como presença de si a si sem um segundo, inconvertível * A sua caracterização como o "isto" absoluto que é também o "não-isto" * A referência à condição genérica de identidade-diferença da relação para a sua compreensão * A consideração da nota de incoercibilidade como aspecto especial da simplicidade * A impenetrabilidade e incoercibilidade do simples, expressa pela própria palavra "indivíduo" * A nota fundamental da possibilidade indeterminada da pura potência do Eu * O condicionamento do ingresso na esfera do Eu por um assenso * A capacidade do Eu de assumir, em princípio, toda a forma, mantendo-se igual a si mesmo * A definição deste aspecto face ao momento da necessidade e da inconvertibilidade no objetivo * A promessa de um desenvolvimento adequado deste ponto no seu justo lugar * A conclusão sobre o significado destas determinações lógicas para o Eu * O seu encerramento do Eu que reflete num círculo * A indicação do que o Eu é de direito e, portanto, do que é obrigado a assumir * A comparação com a indicação do trono ao qual é destinado, sem escapatória nem desculpa * A possibilidade do não reconhecimento pela consciência comum, como referiu Johann Gottlieb Fichte * A possível associação a uma transposição dos atributos divinos * A citação de Johannes Tauler: "Procurei-Te por toda a parte e não Te encontrei: porque Tu estavas dentro e eu fora" * A referência às mesmas expressões em Santo Agostinho