====== AS FISSURAS DA GRANDE MURALHA ====== //[[guenon:rqst:start|REINO DA QUANTIDADE E SINAL DOS TEMPOS]]// * A solidificação do mundo sensível jamais pode convertê-lo num sistema verdadeiramente fechado. * O fechamento absoluto é impossível pela própria natureza das coisas. * Quanto mais se aproxima do máximo de solidez, mais cresce a instabilidade. * O ponto de maior “solididade” já foi ultrapassado. * A aparência de sistema fechado torna-se cada vez mais ilusória. * As “fissuras” na muralha protetora simbolizam a intrusão de forças destrutivas do domínio sutil inferior. * A muralha protege e limita ao mesmo tempo. * A limitação inferior é preferível à exposição contínua ao inimigo. * A muralha não é fechada pelo alto e permite comunicação com o superior. * A “concha” materialista é que bloqueou essa comunicação superior. * As fissuras surgem apenas por baixo, na parte vulnerável. * Influências inferiores entram sem resistência superior eficaz. * O mundo ignora os perigos devido à mentalidade dominante. * Na tradição islâmica, as fissuras permitem a entrada das hordas de Gog e Magog. * Gog e Magog simbolizam influências sutis infra-corpóreas. * São descritos como gigantes e anões, como os guardiões dos tesouros e forjadores subterrâneos. * Estão ligados ao fogo subterrâneo e ao aspecto maléfico das forças ocultas. * Sua ação remonta ao início do Kali-Yuga. * A tradição chinesa relata simbolicamente a reparação de uma ruptura celeste por Niu-Koua. * A ruptura ocorreu após o início do Kali-Yuga. * A reparação era possível quando a obscuração ainda não era extrema. * Centros espirituais exerciam vigilância constante. * Na fase mecanicista e materialista dos tempos modernos, as fissuras foram temporariamente menos temíveis. * O mundo aproximou-se do modelo de “sistema fechado”. * A proteção era involuntariamente reforçada pela espessura materialista. * Na segunda fase dos tempos modernos, as condições mudaram radicalmente. * As fissuras reaparecem mais amplas e mais graves. * O percurso descendente intensifica seus efeitos. * Os centros espirituais não podem agir exteriormente. * Influências superiores são bloqueadas pela “concha”. * Falta defesa eficaz contra as forças invasoras. * A ignorância moderna e a inércia mental agravam a situação. * Persistem reflexos instintivos da mentalidade materialista. * Muitos espiritualistas e tradicionalistas conservam esse fundo materialista. * A boa vontade é insuficiente sem conhecimento efetivo. * O espírito moderno impede a verdadeira compreensão. * As dificuldades não são apenas negativas; há também fatores positivos que favorecem a intrusão inferior. * A própria perdição moderna segue um plano coerente. * A nova fase corresponde a etapa mais avançada desse plano. * Existem auxiliares conscientes dessa orientação. * Há diferentes graus de consciência nessa colaboração. * A maioria dos auxiliares age inconscientemente e de boa fé. * Ignoram a qualidade real das forças que invocam. * Tornam-se instrumentos ativos precisamente por sua sinceridade. * Incluem adeptos do neo-espiritualismo. * Incluem filósofos intuicionistas. * Incluem metapsíquicos e psicólogos recentes. * Multiplicam-se em número quase incontável. * As fissuras oferecem suportes concretos às influências sutis inferiores. * O domínio sutil e o domínio psíquico são aqui equivalentes. * Essas influências utilizam elementos do próprio meio cósmico. * A propagação no mundo humano depende desses suportes. * A compreensão desse processo exige examinar exemplos específicos.