====== GRANDE PAZ ====== //LINGS, Martin. A Sufi saint of the twentieth century: Shaikh Aḥmad al-ʻAlawī : his spiritual heritage and legacy. 2d ed., rev and enl. 1st California pbk. ed ed. Berkeley: University of California Press, 1973.// * A explicação de que o ritmo, tanto na dança sagrada quanto no rosário, serve como ponte do microcosmo individual para o Metacosmo infinito, passando pelo macrocosmo personificado pelo Profeta como Homem Universal. * A correspondência do ritmo da respiração na dança com a primeira fórmula do rosário (arrependimento) e a do ritmo da dança em si com a segunda fórmula (invocação de bênçãos sobre o Profeta). * A analogia do final da dança, com a respiração que "expira" e o dançarino que se prostra, com as palavras finais da segunda fórmula (súplica pela Paz) e com a terceira fórmula (afirmação da Unicidade Divina). * A comparação do ritmo respiratório do faqir durante a dança com a respiração de um moribundo, antecipando conscientemente a morte ritual como símbolo da extinção de tudo o que não é Deus. * A simbolização da inspiração como criação e manifestação externa dos Atributos, e da expiração como retorno dos Atributos à Essência. * A inversão do simbolismo respiratório para quem está verdadeiramente concentrado, onde a inspiração se torna a absorção de tudo na Unicidade da Essência e a expiração a manifestação dos Nomes e Atributos. * A citação do Shaikh Ad-Darqawi sobre a definição de extinção (fana') por Abu Sa'id ibn al-A'rabi, como o aparecimento da Majestade Infinita de Deus que faz o escravo esquecer todos os mundos e estados, extinguindo-o de tudo, inclusive de sua própria extinção, por estar submerso nas águas da Realização Infinita. * O esquecimento de todos os mundos, estados, graus e estações, bem como de toda memória deles. * A extinção das coisas externas, da própria inteligência e alma, e da extinção dessa extinção. * O ensinamento do Shaikh Al-'Alawi sobre a morte real que os Gnomos experimentam antes da morte geral, conforme o dito profético "Morrei antes de morrer", que consiste na extinção e aniquilação total do escravo. * A diferença entre a morte geral, que é apenas uma mudança de morada, e a morte real, que é o apagamento da própria individualidade. * O exemplo de Abū Yazīd al-Bistāmī, que ao ser perguntado sobre si mesmo, disse que Abū Yazīd estava morto. * A afirmação de que os Sufis têm um ajuste de contas e uma ressurreição antes do Dia do Ajuste de Contas e da Ressurreição. * A resolução da aparente contradição sobre a superioridade entre profecia e santidade, explicando que a santidade (gnose) é a estação mais universal e perfeita do Profeta, mas isso não significa que os Santos seguidores sejam superiores ao Mensageiro. * A citação de Ibn Arabi para esclarecer que a superioridade da santidade sobre a profecia se refere à mesma pessoa, o Profeta, em sua função de Gnóstico. * A distinção entre a estação do Profeta como Legislador e sua estação mais universal como possuidor de Gnose. * A afirmação do Shaikh sobre a hierarquia da Manifestação Divina, que varia em intensidade conforme a capacidade dos receptáculos, sendo a manifestação concedida ao detentor do grau de Muhammad inatingível para os maiores dos Firmes, embora na Unicidade da Essência haja igualdade. * A incapacidade dos Firmes (ulul-'azm) de aspirar ao grau do Profeta Muhammad, e dos mártires (siddiqun) de aspirar ao grau dos Firmes. * A explicação de que as afirmações de alguns Gnomos (como al-Bistāmī, al-Jīlānī e Ibn al-Fārid) sobre terem transcendido o grau dos Profetas são proferidas em estado de extinção na Essência, falando com a Língua da Verdade, não com a sua própria. * A interpretação correta de tais ditos como resultantes da submersão na Infinidade do Senhor, sem implicar superioridade real sobre os Profetas. * O esclarecimento sobre a dor de Jacó pela perda de José, explicando que José era para ele um lugar da Manifestação da Verdade, um santuário orientado para a visão de Deus, cuja ausência dificultava a intimidade direta. * A recusa da ideia de que Jacó sofria pela pessoa de José, e sim pela perda do local privilegiado da manifestação divina. * A analogia com a manifestação de Deus a Moisés no Monte Sinai e a visão do Profeta de Deus na forma de um jovem imberbe. * A justificativa para as prosternações dos anjos diante de Adão e de alguns cristãos diante de Jesus, que eram, em realidade, dirigidas a Deus. * O conhecimento dos Profetas e Santos eleitos, que reconhecem Aquele que Se manifesta na forma, e não a forma em si. * A prova de Deus sobre aqueles que ama, removendo a forma transitória para que a visão se desvie da parte para o Todo. * A definição das categorias do que é possível acreditar-se sobre Deus, divididas em "possibilidade evidente" (como ser atraído à Presença sem esforço prévio) e "possibilidade não-evidente" (como a remota possibilidade de um amado de Deus ser ejetado da Sua presença). * A explicação de que a "separação" na vida do Santo, após a absorção na Essência, é apenas uma cortina tênue para que ele clame a Deus e a Ele se volte por refúgio. * A menção de que mesmo Sri Ramana Maharshi, em alguns momentos, utiliza linguagem de súplica por união, abandonando a perspectiva perpétua da Identidade Suprema. * A oração de Abu 'l-'Abbas al-Mursi pedindo extinção de si mesmo e subsistência em Deus. * A caracterização da Subsistência em Deus durante a vida terrena, que se estende hierarquicamente pelos três mundos e é expressa por "Muhammadun Rasulu 'Llah", permitindo uma "separação" relativa dentro da Unicidade Absoluta. * A manutenção da integração entre o exterior submetido à Lei e o interior visionário, sem que a separação (farq) vele a união (jam'), nem vice-versa. * A exigência da perfeição espiritual de combinar a estabilidade externa com a submersão interna, o esforço espiritual com a contemplação. * A definição do Estado Supremo como aquele que combina a sobriedade (sahve) com o desenraizamento (istilam). * A explicação dos termos "Glória" (salah) e "Paz" (salam) na segunda fórmula do rosário, onde a Glória é a Manifestação Divina que arrebata o escravo, e a Paz é a estabilidade e segurança que se segue a essa manifestação. * A necessidade de pedir a Glória acompanhada da Paz, pois a Glória isolada pode causar agitação e levar o escravo a divulgar ensinamentos a quem não está preparado. * O privilégio especial dos Profetas, que recebem a Paz junto com a Glória ou imediatamente após, enquanto alguns Santos podem morrer apenas com a manifestação da Glória. * Os herdeiros dos Profetas como aqueles que retornam aos sentidos (sobriedade) permanecendo interiormente firmes na embriaguez, integrando os dois estados. * A menção ao mistério da dupla face de cada coisa, conforme Ghazali, sendo uma face de nada (própria) e a Face de Deus (Ser), e a expressão poética do Shaikh sobre a impossibilidade de glorificar ou desprezar suficientemente o que ele é, devido à ilusão do eu individual e à realidade do Eu Divino. * A referência à face de nada do indivíduo, que é pura ilusão e não pode ser suficientemente desprezada. * A referência à Face de Ser, o Eu Divino que se torna o centro imediato da consciência do Santo.