====== CONTEMPLATIO DEO ====== //SCHAYA, Leo. Naissance à l’esprit. Paris: Dervy-Livres, 1987.// * A contemplação de Deus é apresentada como culminação da complementaridade entre receptividade e atividade espirituais, conduzindo da assimilação doutrinal à experiência direta da Realidade eterna e infinita. * A busca vigorosa e consciente da Realidade eterna é associada à via de Maharshi. * A purificação do mental, da alma e do interior precede a contemplação pura. * A doutrina revelada é assimilada como preparação indispensável. * O espírito é absorvido no Verdadeiro e no Real que se ocultam no fundo de si. * A assimilação da doutrina revelada ordena a multiplicidade mental na unidade do Princípio e integra as coisas na Causa única. * A reflexão conduz à absorção do mental na essência das coisas. * A exegese tradicional introduz aos sentidos espirituais da revelação. * A multiplicidade é reconduzida à Unidade pela integração na causa. * A sede do Absoluto pode despertar por palavras reveladas ou ensinamentos simbólicos. * A integração do múltiplo no Uno realiza-se inicialmente pela assimilação analítica da doutrina e culmina na concentração unificante do espírito. * A meditação prepara a contemplação pura. * A contemplação distingue-se pela imediaticidade do conhecimento. * A vontade é orientada à Realidade una. * A unidade de pensamento torna-se acesso direto ao Uno. * A contemplação pura é descrita como absorção da essência pensante na Essência divina, além da elevação e da concentração discursiva. * A aproximação ao supremo reduz o discurso mental. * O pensador e o pensado coincidem no Espírito divino. * O pensamento atinge seu ponto final no Infinito. * A unidade é simultaneamente ponto de partida e de chegada. * A meditação conduz progressivamente da prática doutrinal à união contemplativa, superando a fixação na natureza efêmera das coisas. * A concentração interior liberta da dispersão no múltiplo. * O desapego é aprofundado pela reflexão sobre o relativo. * A assimilação dos Nomes divinos transforma o sujeito. * As perfeições adquiridas pertencem à Unidade. * A concentração espiritual elimina distrações e integra os meios de oração e invocação na contemplação unitiva. * A repetição do Nome divino e a visualização simbólica servem de suporte. * A eficácia depende da assimilação do discernimento. * A vida contemplativa e a vida ativa são inseparáveis. * A verdade exige realização interior contínua. * A união contemplativa implica a absorção do individual no universal, mediante a suspensão da atividade discursiva. * A iluminação supera a dualidade sujeito-objeto. * A criatura torna-se receptáculo da luz divina. * A identidade eterna manifesta-se no ato puro. * A beatitude decorre da posse definitiva do Bem infinito. * O termo contemplatio é relacionado ao templum latino, indicando o espaço sagrado da visão celeste. * O templum designa o campo consagrado de observação. * A contemplação é dirigida a Deus como templo universal. * O Alcorão afirma que a Face de Allah está em toda direção. * A visão interior precede a exterior. * A contemplação interior une o divino e o humano no coração, conforme expressões atribuídas a Al-Hallaj e tradições islâmicas. * O coração torna-se lugar da visão divina. * A percepção supra-sensorial supera imagens mentais. * A Eucaristia é apresentada como assimilação da Presença. * A Luz divina é universal e cognitiva. * A contemplação perfeita é o ato conforme ao Ser, coincidindo com a Unidade e com o Ato puro. * O homem torna-se participante do conhecimento divino. * A identidade entre Ser, Conhecimento e Ato é afirmada. * O Infinito é objeto da ciência divina. * Hermes Trismegisto é citado como testemunha da origem unitária de todas as coisas. * A contemplação própria de Deus é Seu Ato cognitivo que conforma toda criação a Ele mesmo. * A presença divina pode ser obscurecida pela ignorância. * Plotino é referido quanto à definição da contemplação. * A vontade humana deve unir-se à Vontade divina. * A ação pura consiste em união à Presença. * A contemplação do Nada ultrapassa a distinção entre sujeito e objeto, identificando-se com o Absoluto. * Moisés é apresentado como exemplo de ascensão além do conhecimento. * A Areopagita descreve o abandono supra-essencial. * A morte espiritual precede a vida superior. * A descida do Nada conduz à plenitude da Luz. * A descida contemplativa renova continuamente o ser humano no contato com a Essência divina. * O homem vê a si como essência luminosa. * O corpo torna-se prolongamento do eixo dos mundos. * A beleza primordial manifesta-se como luz. * A alma torna-se fonte de irradiação. * O conhecimento do Inexprimível é descrito como consciência da Plenitude e abertura dos céus segundo Moisés de Leão e o Zohar. * Cada coisa está ligada à outra em cadeia universal. * A Torá é associada à abertura dos sete céus. * Os sete mundos refletem a Glória divina. * A existência é manifestação contínua da Essência de Deus. {{tag>Schaya Contemplação Deus}}