====== VISÃO GERAL DA ANTROPOLOGIA ====== * A natureza humana distingue-se da animal pela centralidade e totalidade, que conferem ao homem a capacidade de objetividade na inteligência, na vontade e no sentimento, permitindo-lhe conceber o Absoluto e superar-se a si mesmo. * Objetividade da inteligência para ver as coisas como são. * Objetividade da vontade manifestada no livre arbítrio. * Objetividade da alma manifestada na caridade e compaixão. * Necessidade de autotranscendência para ser plenamente humano. * O valor individual do ser humano distribui-se pelos planos físico, psíquico e intelectual, onde a beleza corporal reflete a deiformidade e a saúde constitui uma norma, enquanto o caráter moral e a inteligência dependem da responsabilidade pessoal. * Beleza física como valor que contribui para a alquimia espiritual. * Responsabilidade do homem em manter ou adquirir a saúde do caráter. * Feiura como suporte indireto para a tomada de consciência. * A inteligência humana só possui valor efetivo quando combinada com a virtude, e a virtude só é autêntica quando orientada pela verdade, sendo ambas validadas pelos seus conteúdos sobrenaturais e pela superação do ego. * Interdependência entre inteligência e virtude. * Conformidade com arquétipos sobrenaturais. * Homem plenamente humano apenas ao dominar-se. * A diferenciação sexual opera em três níveis: o da desigualdade complementar (fisiológica/funcional), o da igualdade humana (amizade) e o da portata espiritual e tântrica (amor como realização do divino). * Desigualdade funcional e social. * Igualdade na humanidade comum. * Papel quase divino dos sexos no amor espiritual. * As idades da vida correspondem simbolicamente às estações e aos momentos do dia, representando ciclos de formação, realização, direção e desapego, onde a velhice deve ser o porto da sabedoria e não uma tentativa patética de prolongar a juventude. * Infância como paraíso da inocência. * Velhice como tristeza no mundo profano e sabedoria no mundo tradicional. * Inversão de valores: decadência fisiológica versus ascensão espiritual. * As castas naturais, distintas das instituições sociais, baseiam-se nas tendências intrínsecas e dons dos indivíduos, dividindo a humanidade em tipos contemplativos, heroicos, honestos e servis, além do tipo descentrado e instável. * Castas como tendências fundamentais (varna). * Homem sem centro como imitador e destruidor. * Justificativa prática e psicológica das hierarquias sociais. * O gênio ou talento constitui uma hipertrofia resultante da hereditariedade ou do karma, e só adquire valor positivo quando acompanhado de virtudes humanas que o impedem de ser uma mera aberração brilhante. * Gênio sem virtude como fenômeno problemático. * Karma benéfico quando veicula valores espirituais. * Sábios e santos como gênios que transcendem o mero talento. * A tipologia racial, dividida fundamentalmente em branca, amarela e negra, reflete modos essenciais da humanidade que se repetem analogicamente dentro de cada grupo, refutando as teorias racistas que atribuem qualidades exclusivas a uma única raça. * Três raças fundamentais e tipos intermediários. * Presença de tipos "nórdicos" ou "mongóis" fora de seus grupos de origem. * Rejeição da ideia de que realizações civilizacionais dependem de uma raça específica. * A influência astrológica determina temperamentos (solar, lunar, marciano, etc.) que se combinam com fatores hereditários e kármicos para constituir a singularidade psicofísica do indivíduo, sem anular sua liberdade espiritual. * Tipos planetários e suas características (ativo, passivo, agressivo, etc.). * Interação entre determinismo astral e possibilidade individual. * Papel dos graus de espiritualidade na modificação qualitativa do tipo. * A fisiognomonia interpreta as formas corporais como expressões da substância interior ou do karma passado, permitindo compreender a natureza intelectiva, sensitiva e volitiva através dos traços do rosto. * Correspondência entre testa, nariz, queixo e faculdades da alma. * Forma como cicatriz do passado e não destino irrevogável. * Possibilidade de o homem transcender sua forma física pela santidade. * A hierarquia eschatológica divide os seres humanos em pneumáticos (ascendentes), hílicos (descendentes) e psíquicos (ambíguos), constituindo uma ordem vertical independente das classificações sociais ou raciais. * Natureza "salva" do pneumático e "condenada" do hílico. * Ambiguidade do tipo psíquico que vela sua substância. * Interação entre determinação absoluta e indeterminação infinita. * A origem do homem não se explica pelo evolucionismo transformista, que nega a dimensão dos arquétipos, mas pela projeção ab intra do espírito na matéria, onde o homem primordial era um ser quase imaterial. * Rejeição da teoria "tapa-buracos" da evolução biológica. * Emanacionismo como projeção de arquétipos divinos. * Negação do intelecto divino pelo evolucionismo. * A antropologia integral deve incluir a dimensão religiosa como definidora do humano, reconhecendo que a objetividade e a capacidade de pensar a verdade contra o próprio interesse são as marcas do homo sapiens. * Homo sapiens é necessariamente homo religiosus. * Pensar verdadeiramente exige morrer para o ego. * Virtude sobrenatural (humildade) como única garantia de valor.