====== EXCERTOS DA TRADIÇÃO PITAGÓRICA ====== //ZOLLA, Elémire. I mistici dell'Occidente. 1. Milano: Rizzoli Editore, 1977.// Elèmire Zolla foi um tradicionalista italiano que nos legou uma obra respeitável. Os excertos abaixo são de seu monumental "I Mistici dell'Occidente". ==== Símbolos ==== Quando entres no tempo, adoras, ali não direis nem fareis coisas que digam respeito à vida. //NOTA de Zolla: tempo, segundo os pitagóricos é o coração ou a atenção// Não entres no tempo durante um caminho sem escopo nem propósito, nem adores nas ruas; nem diante da porta ou no vestíbulo. //NOTA de Zolla: se o tempo é o coração, a porta é a imaginação// Sacrifica e adora descalço. //NOTA Zolla: o pé é a parte sensitiva ou animal que deve estar nua, descoberta, humilhada, mortificada e à vista, como se queira ler. Descalço diante de Deus é portanto aquele que se aliena de si mesmo. A psyche, ou gênio, estava associada ao joelho e ao pé, assim ter o pé descalço dava liberdade, genialidade na batalha, no perigo (Tucídides III, 22; Eneida VII, 689)// Dos deuses e das coisas divinas nada se diz de maravilhoso que não devas crer. Fujas da estradas populosas, tome as veredas. Não divida o fogo com a espada. //NOTA de Zolla: O fogo é a energia ou a ira, nem uma nem a outra se deve tocar com força para dobrá-la, pois seria obra supérflua.// Quando sopra o vento, o eco adora. Ajuda o homem que levanta um peso, não aquele que o depõe. Enfia primeiro o pé direito no sapato, no banho o esquerdo. De Deus e da coisa divina não fale sem luz. Não urine contra o Sol. //Nota de Zolla: Urinar é o pensar inútil e lascivo, porque o excremento é estéril. Não se arremessa contra a luz.// Nutre o galo mas não o sacrifique, sendo este consagrado ao Sol e à Lua. //Nota de Zolla: o galo é a parte divina e intelectual da alma, o flos anaimae dos Oráculos Caldaicos.//