Em “Mahatma”, maha significa simplesmente “grande”, “mais alto” ou “superior”, enquanto atman — como o grego pneuma — é primariamente “espírito”, mas adquire em uso reflexivo o valor de “si mesmo”, podendo denotar qualquer das “vidas” aludidas nos textos.
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O espírito é o ser real do homem, a ser distinguido dos acidentes desse ser pelos quais o indivíduo é conhecido como fulano
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Boécio: o homem “racional e mortal” “esqueceu quem é”
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Cântico dos Cânticos: “se não te conheces a ti mesmo, vai-te”
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Hebreus 4:12: a palavra de Deus é “mais aguda que uma espada de dois fios, que penetra até a separação divisória entre a alma e o espírito”
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I Coríntios 6:17: “quem quer que esteja unido ao Senhor é um espírito”
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Nicolás de Cusa: isso só pode ser por “uma eliminação de toda alteridade”
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Meister
Eckhart: “Toda a escritura eleva seu clamor pela liberação do si mesmo” — e aqui “toda” deve ser tomada no sentido mais amplo possível, abrangendo as escrituras brahmânica, budista e islâmica tanto quanto a cristã
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A “liberação do si mesmo” é uma doutrina metafísica, não ética — significa muito mais do que “conduta desinteressada”
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Tomás de Aquino, com base em II Coríntios 3:17 e Gálatas 5:18: a “conduta desinteressada” seria apenas sintomática do homem cujo si mesmo foi “aniquilado” e cujas obras são “as do Espírito Santo — spiritus, pneuma, ruah, atman — e não as suas próprias”
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Os atos do que está inteiramente “no espírito” são imotivados, sejam para o bem ou para o mal — são simplesmente manifestações da Verdade à parte da qual “ele” já não existe
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Gálatas 2:20: “vivo, mas não 'eu', senão que Cristo vive em mim”
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Texto budista: “Eu peregrino errante no mundo e não sou alguém” — akimcano carami loke