“A vós, ó homens, eu vos chamo… Escutai; pois quero falar de coisas excelentes; e a abertura de meus lábios será para coisas retas… eu sou compreensão; eu tenho força. Por mim reinam os reis… eu amo aos que me amam… O Senhor me possuiu no começo de sua via, antes de suas obras de antigo. Eu fui estabelecida desde sempre, desde o começo, antes que a terra fosse… Quando Ele preparou os céus eu estava ali… eu estava junto a Ele, como crescida junto com Ele: e eu era diariamente sua delícia, regozijando-me sempre ante Ele, regozijando-me nas partes habitáveis de sua terra; e minhas delícias eram com os filhos dos homens… Todos os que me odeiam amam a morte” (Provérbios 8)
“Eu ia com os Rudras, Vasus, Adityas e a multidão dos Anjos; eu sou o suporte de Mitravarunau, Indragni e os Asvins emparelhados… eu sou a Rainha, em quem todos os bens têm sua custódia, sapientíssima… Através de mim todos comem o pão da vida, quem quer que veja, ou respire, ou ouça; embora insipientes, todos estes moram em mim. Escutai meu dito fidedigno. Eu, ninguém senão eu, pronuncio o que é mais deleitável, tanto aos homens como aos anjos: aquele a quem eu amo, faço dele um Poder terrível, um Brahmán, ou Profeta, ou Comprehensor… Eu que sou a matriz nas Águas e o Mar, dou à luz ao Padre (isto é, como o Filho), quando origino, e sou sua cabeça… Meu sopro é, certamente, o que insufla ao Vento, enquanto tomo na mão os múltiplos mundos para formá-los: tão longe alcança meu domínio, que eu prevaleço além destes céus e desta ancha terra” (Rig Veda Samhitâ X.125)