Em Paradiso XVIII.110-111: “…da lui si rammenta quella virtu' ch' è forma per li nidi”
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“Forma” deve tomar-se no seu sentido escolástico e exemplar como “forma essencial” (como quando se diz que “a alma é a forma do corpo”)
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“Nido” (nida, kulaya) significa, na tradição védica, filhos, gado (“grandes possessões”, “potencialidade realizada”), morada (Pancavimsa Brahmana XIX.15.1)
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Em Rig Veda Samhita I.164.20-22, duas Águias companheiras ocupam a Árvore da Vida; outros pássaros pousados abaixo “cantam com olhos sempre abertos a sua participação da vida (amrtasya bhagam animesham… abhi svaranti), que saboreiam o mel e geram os seus filhos”
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“Nenhum que não conhece o Pai, o grande Pastor do Universo, pode alcançar a sumidade da Árvore”
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O Comprehensor é “desnidado” (anidah, Rig Veda Samhita X.55.5-6) e também o Cisne (hamsa) que protege as suas “sedes de mais abaixo” (avaram kulayam, Brhadaranyaka
Upanishad IV.3.12)
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“A Divindade, abandonando o seu trono de ouro, se apressa ao lugar de nascimento aparente do Falcão, a sede construída por (meio da) especulação” (syeno na yonim sadanam dhiya krtam hiranyayam asadam deva eshati, Rig Veda Samhita IX.71.6)
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“Fazendo um ninho consagrado para Savitr” (o Sol enquanto “Vivificador”) com os paus circundantes de madeira, bedélio, vellons de lã e ervas fragantes, uma representação do ninho do Fénix (Aitareya Brahmana I.28)
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O acender de Agni nos seus ninhos de mais abaixo, onde até ser aceso Ele está meramente latente – a vinda de Deus ao nascimento – efetua-se realmente pelo Comprehensor (evamvit, jnanin) “no espaço vazio do coração (hrdayakase)”, “na câmara nua do homem interior (antar-bhutasya khe)”
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“Quem tu és, isso sou Eu, e Quem Eu sou, Isso és tu; entra” (Jaiminiya
Upanishad Brahmana III.14)
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O libertado, entrando através do meio do Sol (“Eu sou a Via… nenhum homem vem ao Pai, senão por Mim”, João 14:6; “Só conhecendo-O passa um a morte, não há nenhuma outra Via para ir ali”, Vajasaneyi Samhita XXXI.18), torna-se um “Movedor à vontade” (kamacarin)
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“Essa é a sua forma própria, que tem a sua vontade; o Espírito é a sua vontade (dele), e ele não tem vontade, nem nenhum desejo” (Brhadaranyaka
Upanishad IV.3.21)
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“Ele sobe e desce (acima e abaixo de) estes mundos, comendo o que quer, e assumindo a semelhança que quer” (Taittiriya
Upanishad III.10.5); “entrará e sairá, e encontrará pastagem” (João 10:9)