A lenda indiana do dilúvio é apresentada como um caso especial da Viagem Patriarcal (pitryana), ligada à cosmologia e escatologia védicas
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“Dilúvios” são uma característica normal e recorrente do ciclo cósmico, especialmente no final de cada kalpa (equivalente ao “Juízo Final” cristão) e no final da vida de um Brahma
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Cada ciclo de manifestação renovado é um dar à luz ao “dia” seguinte as formas latentes como potencialidade nas águas do depósito do ser
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As sementes, ideias ou imagens da manifestação futura persistem durante o intervalo de resolução num plano de existência mais alto
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A atemporalidade das ideias é uma necessidade metafísica, pois não pode haver destruição das coisas como elas são no Si mesmo, mas apenas das coisas como elas são em si mesmas
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A criação no início de um para e a recriação dos elementos resolvidos no início de cada kalpa são obra de Brahma (Prajapati), o Oni-Progenitor
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Em cada kalpa há catorze manvantaras, presidido cada um por um Manu individual como progenitor e legislador, que é um sobrevivente determinado e consciente do manvantara anterior
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O dilúvio ocorre à conclusão de cada manvantara, com o princípio de continuidade provido pela viagem de um Manu num arca ou navio, que é essencialmente uma viagem acima e abaixo da pendente (pravat) do céu