Está fora de dúvida que muitos dos símbolos verbais — o caso de kha para «zero» é evidente — usados pelos matemáticos indianos haviam sido empregados anteriormente em um contexto metafísico mais universal, e que uma terminologia científica se formulou assim sobre a base de uma terminologia metafísica — não sem plena consciência do que se estava fazendo, como a citação de Bhâskara o mostra claramente.
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Isso não só está de acordo com o curso natural do pensamento indiano, que toma o universal como estabelecido e daí procede ao particular, mas ilustra também o que, do ponto de vista tradicional ortodoxo, constituiria o parentesco natural e justo de uma ciência especial com o trasfundo metafísico de todas as ciências
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O sistema decimal, com o qual o conceito «zero» está inseparavelmente conectado, foi desenvolvido por estudiosos indianos profundamente versados em uma interpretação metafísica muito mais antiga e tradicional do significado do mundo
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Se não fosse pela jactanciosa independência da metafísica tradicional — em que, se não são explícitos os fatos da relatividade, o são seus princípios —, o pensamento científico moderno poderia ter alcançado muito mais cedo uma formulação e uma prova cientificamente válidas de noções como a de um universo em expansão e a finitude do espaço físico
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Encíclica do Papa Leão XIII, 1879, sobre a «Restauração da Filosofia Cristã»: «Para o exercício e crescimento frutífero dessas ciências não é suficiente com que consideremos os fatos e contemplemos a Natureza. Quando os fatos são bem conhecidos, devemos subir mais alto… É maravilhoso quanto poder e luz e ajuda se aportam a essas investigações pela filosofia Escolástica… não há nenhuma contradição, verdadeiramente dita, entre as conclusões certas e provadas da física recente e os princípios filosóficos das Escolas»
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Aitareya Brâhmana VI.27: «é em imitação das obras de arte angélicas como toda obra de arte — tal como um indumento ou um carro — se faz aqui»; isso se vê efetivamente nas artes hieráticas de todas as culturas tradicionais e nos motivos característicos das artes folclóricas sobreviventes
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René
Guénon: «toda ciência aparecia assim como um prolongamento da própria doutrina tradicional, como uma de suas aplicações… um conhecimento inferior, se se quiser, mas não obstante ainda um conhecimento verdadeiro»; «as falsas sínteses, que se esforçam em extrair o superior do inferior, não podem jamais ser mais que hipotéticas… a ciência, ao desconhecer os princípios e ao recusar-se a vincular-se a eles, se priva ao mesmo tempo da mais alta garantia que possa receber e da mais segura direção que possa lhe ser dada»
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Os tratados — sâstras — sobre as ciências auxiliares, como gramática, astronomia, leis, medicina e arquitetura, classificam-se como Vedânga — «membros ou poderes do Veda» — ou como Upaveda — «acessórios com respeito ao Veda»