Paralelamente, na Grécia, constata-se uma recuperação cultural de um rito primitivo análogo no hino homérico a Demeter, onde a Grande Deusa, enlutada pelo rapto de sua filha pelo deus dos infernos, recusa-se a comer ou rir, provocando a esterilidade da terra, até ser acolhida em Eleusis; a interpretação deste mito é elucidada por Clemente de Alexandria no seu Protreptikon, ao narrar que Baubo, ou Iambe, irritada com a recusa da deusa em aceitar o kykeon, levanta a roupa e exibe o sexo, onde figurava o rosto da criança Iacos, gesto que levou Demeter a rir e a aceitar o alimento, restaurando a fecundidade, o que confirma, conforme as investigações arqueológicas sobre as estatuetas de Baubo em Priena e os textos de Arnobio e do orfismo, que o mito grego e o japonês compartilham raízes comuns em ritos agrários de fertilidade onde a obscenidade e o riso têm uma eficácia mágica de expulsar as trevas e reanimar a vida, não possuindo um alcance moral no sentido moderno, mas estando profundamente ligados à economia geral das relações do homem com a natureza.