A
Encyclopaedia Britannica de 1771 e a
Encyclopédie de Diderot e d’Alembert perpetuam e consolidam essa assimilação do símbolo à alegoria característica do século XVIII, definindo-o como uma representação de realidades morais pelas propriedades de coisas naturais, uma confusão conceptual que remonta aos retóricos do século XVI e que influenciaria decisivamente a antropologia de
Kant ao reduzir o simbolismo a uma hipotipose, provocando posteriormente a reação do romantismo que, de forma exagerada, opôs a alegoria desvalorizada ao símbolo considerado como portador exclusivo de sentidos profundos.