MONGES DO MONTE SAINT-MICHEL

ALLEAU, René. Enigmes et symboles du Mont Saint-Michel. Paris: Julliard, 1970

Devemos ao P. de Senneville as seguintes informações sobre a situação atual dos monges no Monte Saint-Michel:

“Para comemorar em 1965 e 1966 o milênio da chegada dos monges ao Monte Saint-Michel, um comitê nacional foi constituído sob a presidência de M. Léon Noël, embaixador da França, do R.P. Riquet, de M. Joseau Marigne, senador e prefeito de Avranches, e sob o alto patrocínio do Presidente da República.

“Diversas manifestações, culturais e religiosas, foram então previstas; mas, para dar a esse milênio sua verdadeira dimensão, havia sido cogitado fazer reviver momentaneamente a abadia pela presença orante de monges vindos para essa ocasião durante a duração da comemoração. Foi assim que uma vintena de monges vindos das abadias de Saint-Wandrille e do Bec-Hellouin principalmente, mas também de numerosas abadias francesas e estrangeiras, asseguraram o ofício divino na igreja abacial. Terminado o milênio, conforme os compromissos assumidos, os monges deixaram o Monte e regressaram a suas abadias de origem, em 16 de outubro de 1966.

“Diante do sucesso tanto religioso quanto pastoral, Mgr Wicquart, bispo de Coutances e Avranches, decidiu já em dezembro de 1966 pedir à administração a autorização de restaurar o culto de maneira permanente na abadia. A convenção que deve regular as modalidades dessa restauração foi objeto de estudos do ministério dos Assuntos Culturais e do ministério do Interior, durante os anos 1967 e 1968. Em março e abril de 1969, a convenção foi assinada respectivamente pelo ministro dos Assuntos Culturais e pelo bispo de Coutances e Avranches.

“Mgr Wicquart pediu então às diversas abadias francesas que quisessem assegurar uma permanência pelo menos durante os meses de verão. É assim que, sem que se fale de fundação, a abadia do Monte Saint-Michel abriga novamente monges e acolhe os peregrinos.”