As definições tradicionais de símbolo, tais como as apresentadas por Lalande no Vocabulaire technique et critique de la philosophie, oscilam entre a noção de sinal de reconhecimento material, composto por metades de um objeto partido, e a de representação analógica capaz de evocar uma relação entre uma imagem concreta e uma ideia abstrata, como o cetro para a realeza, ou ainda a de simples convenção arbitrária utilizada por lógicos e matemáticos, o que demonstra uma imprecisão terminológica que serviu de base para Ferdinand de Saussure conceber a língua como um sistema de signos comparável à escrita e aos rituais simbólicos, subordinando a simbólica a uma ciência geral dos sinais denominada semiologia, do grego semeion.