Com Kant e seu grupo, Schelling, Hegel e Schopenhauer, um novo corte isola a estética do lado da realidade para reduzi-la ao domínio de uma alma autônoma e solitária, sendo que depois de Hegel o formalismo conduzido por Herbart invade a estética, e uma decapitação sucessiva faz cair a obra de arte de seu posto de símbolo ao papel de exteriorização dos reflexos, para reduzi-la à sua própria forma.
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Para Kant a arte é o revestimento sensível de um conceito; sua Crítica do Juízo é, segundo Schelling, a mais importante das três críticas kantianas, a ponte de realidade que atenua o que sua concepção de um espírito humano perfeitamente desinteressado comportava de absurdo.
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As hipóteses do século XIX quiseram explicar a razão de ser da arte por categorias como o meio de Taine, a biologia e a sexualidade de Freud e o materialismo de Marx, que são decadências progressivas e amputações da verdade original, provocando a inevitável reação sentimental da empatia de Lipps.
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No início do século XX falou-se mais do que nunca de estética, sendo Bergson, Valéry e Alain estetas em voga.
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Paralelamente a estética tornou-se um capítulo da fisiologia e um anexo da medicina mental.
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Esquartejado entre excessos divergentes, o modesto artesão de outrora e o artista de ontem fazem figura de doente ou de louco.