Percorrendo ao inverso do tempo a árvore genealógica de uma família de palavras numa língua indo-europeia, guiado pela identidade dos fonemas, chega-se a uma raiz cujo sentido muito geral se transmitiu com infinitas nuances a todos os ramos derivados.
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Da onomatopeia clic-clac, que traduz o estalo seco de duas superfícies, derivam cliquet, cliquetis, déclic, clanche, déclencher e cliché.
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Do latim clavis, a chave, derivam clore, inclure, conclure e conclave; do latim clarus, que designa um som brilhante, derivam os nomes reais Clotário, Clodômiro, Clóvis e a série dos Luíses.
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Da raiz fla, que deu o latim flatus, o sopro, derivam enfler, gonfler, souffler, flûte, flan, flétrir, fiasco, flacon, fou, flou e flair.
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Com um dicionário etimológico seria possível esgotar o vocabulário de uma língua reconstituindo as derivações de algumas raízes ligadas a atividades humanas.