As técnicas mais antigas, as do cesteiro, do oleiro, do tecelão, do ferreiro e do lavrador, permitiram o desenvolvimento da linguagem, e o vocabulário de toda língua é originalmente artesanal, pois gestual.
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Mesmo hoje, através das palavras mais fundamentais, é possível descobrir os gestos desaparecidos de antigos artesãos, que souberam distinguir modos de atividade diferentes cujas metáforas grosseiras servem hoje para exprimir as mais sutis nuances do pensamento.
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Se houve originalmente tantas línguas quantos clãs e famílias, apenas as exigências do aprendizado e da colaboração artesanal entre diferentes grupos ou tribos permitiram a generalização de termos técnicos e o aparecimento de uma língua comum compreendida por todos.