CARIDADE PROFANADA VI

Sexta Parte — A via espiritual da caridade

INTRODUÇÃO: “A CARIDADE É A PORTA DA GNOSE”

XX — AMOR E GNOSE “IN DIVINIS”

Introdução

Não se trata, evidentemente, de retomar agora tudo o que expusemos sobre a caridade divina, mas de compreender, da forma mais precisa possível, o caminho do amor em seu Princípio metafísico. Em outras palavras, trata-se de mostrar que também em Deus, e antes de tudo em Deus, o amor é a porta da gnose. Supomos, portanto, como adquirido tudo o que foi estabelecido anteriormente, mas o esclarecemos novamente e tiramos uma conclusão que talvez ainda não tivéssemos percebido. No entanto, e por se tratar do princípio do caminho espiritual, precisamos primeiro tratar do que serve de fundamento para o caminho da caridade triunfalista e que justifica todos os seus erros.

Seção I Deus é amor, mas todo amor não é Deus

Seção II As Trevas mais que luminosas

XXI — AMOR E GNOSE NO MEDIADOR CRUCIFICADO

INTRODUÇÃO

Seção I A justiça original é verdade

Seção II Natureza do sacrifício
Seção III A gnose da Sexta-Feira Santa

XXII — AMOR E GNOSE NO INTELECTO PNEUMATIZADO

INTRODUÇÃO: NOTAS HISTÓRICAS

Seção I Amor e gnose em São Paulo

Seção II Amor e gnose em São Clemente de Alexandria

Seção III Amor e gnose em Santo Evagrio o Pôntico

XXIII — A CARIDADE DEIFICANTE

Introdução

Fica claro, a partir de nossas análises, que o fim da caridade é a deificação. Sendo o elo da perfeição, é ela que nos liga à Perfeição suprema, conformando-nos a ela. É ela que nos torna filhos de Deus, “outros Cristos”. Considerada do ponto de vista da ação divina, ela é, portanto, obra do Espírito Santo, cuja operação específica é nos deificar. É esse ponto que vamos desenvolver um pouco para concluir.

Seção I Fundamentos teológicos da deificação

Seção II Caridade fraternal e deificação ou o mistério da Visitação

Seção III Deificação e espiração de amor