Com o intelecto, distinto da realidade psico-corporal, entra-se em um domínio onde a individualidade e a existência, que andam juntas no plano psico-corporal, são transcendidas, pois o ato de conhecimento implica uma abertura universal do intelecto ao inteligível do objeto, que é recebido despojado de sua existência individual.
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A existência psico-corporal é a vida de um ser individual e fechado em si mesmo.
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O intelecto, ao contrário, caracteriza-se por uma transparência e abertura quase universais.
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O objeto é conhecido por sua modalidade inteligível, não por seu ser individual impenetrável, o que implica uma desrealização no ato de conhecer.
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O intelecto é definido como o sentido do real, uma faculdade que, paradoxalmente situada fora do real e a ele ligada, só pode ser explicada por uma luz transcendente que o ilumina, representável como um ponto central da alma mental onde incide um eixo vertical de uma realidade superior.
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A realidade só tem sentido para o intelecto, que distingue o real do irreal.
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A nota de rodapé apresenta a existência do intelecto como uma prova irrefutável da suprema Realidade divina, pois Deus é o conteúdo implícito de todos os atos intelectuais.
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A transcendência da luz intelectual em relação ao plano de sua manifestação justifica a imagem do centro do círculo como ponto de encontro com o domínio psíquico.
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A imagem do círculo com centro no intelecto e raios emanando para a razão ilustra as funções cognitivas, onde os raios (razão) ordenam a superfície mental e a ligam ao centro, os princípios racionais se impõem intuitivamente por refletirem uma luz supra-mental, e a superfície do círculo (o mental) constitui o meio humano que reveste o conhecimento de forma abstrata, cujo conteúdo inteligível se realiza no contato entre o inteligível externo (mundo) e o interno (intelecto).
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A razão tem um papel arquitetônico e regulador, estabelecendo a relação (ratio) entre a periferia e o centro.
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O teorema de Gödel é citado em nota como exemplo da imposição intuitiva de um princípio (não-contradição) que não pode ser demonstrado.
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O ato de conhecimento é a atualização recíproca do intelecto e do inteligível no mundo.