O termo símbolo provém do grego symbolon, transmitido pela forma latina symbolum, derivando do verbo sym-balleïn e de vocábulos aparentados, cujos sentidos convergem para a ideia de estar junto e de movimento, de onde se consolidam acepções como lançar junto, unir, reunir e pôr em contato, sem que disso se conclua legitimamente um sentido primitivo estritamente topológico tal como pretende R. Alleau ao invocar Pausanias.
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Transposição grega-latina: symbolon para symbolum.
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Derivação a partir de sym-balleïn, symbolaïon e symbolè.
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Elemento sym- como estar junto e com.
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Elemento balleïn como movimento, base do sentido de lançar.
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Sentidos lexicais: lançar junto, unir, reunir, pôr em contato.
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Referências nominais: R. Alleau e Pausanias.
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Antiguidade da dispersão semântica de symbolon e da família lexical.
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Obra citada: De la nature des symboles.
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Rejeição da equivalência simballeïn como ligar junto, aproximar, comparar, confrontar, pressentir.
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Contestação do símbolo como simples tessera, tabuleta, anel partido e outros objetos de reconhecimento.
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Enumeração de acepções derivadas: marca, índice, sinal de ralliement, emblema, presságio, contrato, convenção.
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Proposta de Alleau de retomar synthéma para designar todo tipo de vínculo mútuo.
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Distinção funcional: synthème como vínculo intelectual e social; símbolo como elevação da alma ao sagrado e ao divino.