O despertar do homem para o dia e para a vida é imediatamente inscrito no tempo cósmico e na sucessão dos ciclos anuais, onde a abóbada celeste, a quadripartição do horizonte e a própria verticalidade do corpo humano ensinam a esfera, a hierarquia dos graus de realidade e a correspondência analógica que unifica todas as coisas.
-
A busca do olhar humano pelo ponto oriental onde nasce a luz orienta todo o seu dia no tempo cósmico.
-
A abóbada celeste percorrida pelo sol ensina a esfera que abriga e a altura que desperta para o sentido do Absoluto.
-
A quadripartição do horizonte pelos pontos equinociais e solsticiais traça a grande cruz do mundo, que ordena e revela a inteligibilidade da roda cósmica.
-
O corpo vertical do homem ensina a hierarquia dos graus de realidade, da pedra ao espírito, e sua correspondência analógica.
-
A voz e os gestos humanos, por meio do rito, cumprem o perpétuo processo de exodo e retorno da criação ao Princípio.
-
A antiga Tradição, através de mitos e hierodramas litúrgicos, atualiza a significação primordial dos momentos essenciais da vida.
-
A palavra originária transmitida pelos Antigos comenta o Livro do Mundo, nomeando todas as coisas para que sejam compreendidas e integradas pelo centro humano do cosmos.
-
A luz do sol ensina ao olhar a multitude separativa dos seres, enquanto a Palavra e a Tradição, como sol dos espíritos, ensinam à inteligência e a ação ritual realiza a unificação no sacrifício.