A constatação de que Guénon, embora tenha dedicado páginas à questão da mística e invocado o critério do linguagem dos místicos, não cita nenhum texto específico em apoio às suas teses, mencionando apenas dois nomes, Anne-Catherine Emmerich e São João da Cruz, além de Louis-Claude de Saint-Martin em situação marginal, revela que a mística de que fala só tem existência dentro de seu próprio discurso.
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Para conhecer a verdadeira natureza da via mística, é necessário dar a palavra aos próprios místicos e fazer ouvir a voz do cristianismo tal como em si mesma.
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Não há outro método para colocar cada coisa em seu lugar sem desconhecer o dom de Deus nas almas que Ele gratificou com seu conhecimento.
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Antes de deixar falar alguns místicos, é necessário restituir ao termo mística sua significação autêntica conferida pela tradição cristã, significação que se inscreve na evolução do mistério cristão desde a designação do conteúdo da doutrina, passando pelas ações sacramentais da liturgia, até identificar-se, do século IV aos tempos modernos, com a essência da vida espiritual.