A alquimia espiritual envolve fases de liquefação, congelamento, fusão e cristalização, mobilizando forças análogas ao calor, frio, umidade e secura, correspondentes aos princípios do Enxofre e do Mercúrio.
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O calor corresponde à expansão e ao amor.
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O frio corresponde à contração e ao temor.
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A umidade indica passividade receptiva.
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A secura indica atividade fixadora.
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O equilíbrio é alternância harmoniosa, como respiração.
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A Espiração e a Ordem divinas operam na concentração por meio do símbolo verbal repetido (dhikr), cujas permutações (tasrîf) no coração exprimem as Realidades divinas (haqâ’iq).
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O Nome divino reúne doutrina, virtude e alquimia.
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O poder teúrgico do Nome atua interiormente.
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O símbolo é meio de Graça.
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A dissolução do egocentrismo pode ocorrer por conversão (al-tawba), sacrifício ou renúncia que revelem o “olho do coração” (‘ayn al-qalb), enquanto a alquimia transforma a estrutura psicofísica pela ação orgânica e pela irradiação da Graça.
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A virtude atua sobre a volição.
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A concentração atua sobre os fundamentos orgânicos.
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A visão interior pode surgir subitamente.
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A máxima de al-’Arabî al-Hasanî al-Darqâwi resume a via ao afirmar que o sentido espiritual (al-ma’nâ) exige suporte sensível (al-hiss), recordação (al-dhikr) e ruptura das disposições naturais passivas.
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O sentido é sutil e requer suporte concreto.
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A conversação espiritual (al-mudâkara) conserva a percepção.
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A ruptura das rotinas naturais sustenta a vigilância.