O hadith sobre a meditação que proíbe meditar sobre a Essência, mas recomenda meditar sobre as Qualidades e a Graça divinas, significa que a Essência nunca pode tornar-se objeto do pensamento, que é distintivo por natureza, enquanto a Essência é una.
O terreno próprio da meditação é a discriminação entre o real e o irreal, sendo o objeto por excelência dessa discriminação o eu.
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A discriminação meditativa não alcança diretamente a raiz da individuação subjetiva, mas capta seus aspectos extrínsecos, que representam desproporções entre a afirmação quase absoluta contida no ego e o caráter efêmero e fragmentário da natureza humana individual.
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Não é a natureza individual como tal que constitui a ilusão egocêntrica: o véu (al-hijab) a ser rasgado é unicamente a atribuição a essa natureza individual de um caráter autônomo e apriorístico que só corresponde à Essência.