As diferentes ramificações da filiação espiritual do sufismo correspondem aos diversos caminhos (turuq), cada um adaptado por um grande mestre às aptidões de uma determinada categoria de homens dotados para a vida espiritual, sem que tais caminhos representem cisões ou seitas, embora desvios parciais possam ter ocorrido incidentalmente.
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Os diferentes caminhos correspondem a diferentes vocações e estão orientados para o mesmo fim.
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O sinal exterior de uma tendência sectária é sempre o caráter quantitativo e dinâmico da propagação.
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O sufismo autêntico nunca pode tornar-se um movimento, pois recorre ao que há de mais estático no homem: o intelecto contemplativo.
Se o islã pôde manter-se intacto ao longo dos séculos, a despeito da volatilidade do psiquismo humano e das divergências étnicas dos povos que abarca, isso se deve não ao seu caráter relativamente dinâmico como forma coletiva, mas ao fato de implicar, desde sua origem e por destino, a possibilidade de uma contemplação intelectual que transcende a corrente das afetividades humanas.