O Espírito (al-Rûh), feminino em árabe e receptivo em relação ao Ser Supremo, identifica-se com a Ordem divina (al-Amr) simbolizada pelo «kun» corânico, e a realização contemplativa reintegra o ser nessa enunciação primordial, conforme também indicado pelo Evangelho de São João e pela máxima segundo a qual «o Sufí não foi criado», retomada por Muhyî-l-dln ibn ’Arabî ao afirmar a possibilidade principial eterna.
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O Corão (XVII, 84) associa o Espírito à Ordem do Senhor.
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O «kun» simboliza enunciação eterna do Ser.
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O Evangelho de São João afirma que tudo foi feito pela Palavra.
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A máxima al-Sûfî lam yujlaq indica identificação com o Ato divino.
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Muhyî-l-dln ibn ’Arabî menciona possibilidade principial imutável.